segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Tome cuidado ao escolher seu sabonete íntimo.

Estudo revela presença de substância nociva em sabonetes íntimos

 
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O sabonete íntimo, que hoje em dia é quase que um produto essencial e “queridinho” entre os itens de higiene femininos, está sendo acusado de ser um vilão para a saúde.

Segundo um estudo publicado recentemente no jornal “Environmental Health”, os sabonetes íntimos deixam a mulher mais exposta a substâncias químicas que podem trazer problemas ao organismo, conhecidas como ftalatos.
“Essas substâncias podem alterar a ação hormonal e estão associadas a sérios problemas de saúde. Esta descoberta levanta questões sobre a segurança e os benefícios destes produtos”, diz , Ami Zota, coordenadora do estudo e professora assistente de saúde ocupacional e meio ambiente na Universidade de Washington, nos Estados Unidos.

Os ftalatos podem ser absorvidos pela pele da vagina, mas logo em seguida costumam ser eliminados na urina. Alguns especialistas acreditam que esta substância pode estar associada a problemas no fígado, rins, pulmão, sistema reprodutivo e infecções vaginais, mas nenhum estudo até agora conseguiu relacionar diretamente os ftalatos a doenças.

A ginecologista Erica Mantelli tranquiliza as mulheres em relação ao uso de sabonetes íntimos. “O estudo comprovou que o sabonete íntimo industrializado contém alto nível de ftalatos, porém não conseguiu comprovar que o ftalato encontrado pode causar danos a saúde da mulher. Por isso, é necessário fazer mais estudos. O sabonete íntimo é indicado porque ele tem o pH fisiológico parecido com o pH da vagina, o que protege a região de infecções vaginais, corrimentos e doenças. Portanto, o ideal seria produzir sabonete íntimo sem a substância nociva. Uma alternativa é fazer o sabonete íntimo manipulado sem a presença desta substância, eliminando assim esse problema”, ela explica.

Os ftalatos podem até ser encontrados em outros produtos femininos, como absorventes, spray de cabelo e lenços. A autora do estudo, Tracey Woodruff, professora de obstetrícia, ginecologia e ciência reprodutiva na Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF), alerta para o fato de que é preciso conhecer melhor os efeitos dessa substância em nossos corpos. “Este estudo oferece outra peça às evidências científicas que mostram por que precisamos saber mais sobre estas substâncias e seus riscos à saúde antes que elas entrem em nosso organismo. É fundamental que tenhamos políticas públicas para garantir que estes produtos sejam seguros”, ela declarou.

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