domingo, 2 de agosto de 2015

Seis pequenos sinais que podem ser indícios de que você compra por compulsão.

6 Pequenos Sinais de que Você é um Comprador Compulsivo

 
Yahoo Vida e Estilo
Rachel Grumman Bender
Foto: Thinkstock

Se você tem a impressão de que já não consegue controlar seus hábitos de compra, saiba que eles podem estar levando você diretamente para a rua da amargura, sem que você se dê conta disso. 
Quando pensamos em um comprador compulsivo, normalmente vem à nossa mente alguém que gasta R$ 5.000 em uma passagem rápida pelo shopping, ou em cartões de crédito com um limite astronômico.
(Foto: Stocksy/Simone Becchetti)


Esse certamente não é o seu perfil, não é mesmo?
Lamentavelmente, não é tão fácil identificar os sinais que nos alertam sobre a tendência de nos tornarmos um comprador compulsivo. “Existem compradores que esbanjam grandes quantias de dinheiro em uma única ida ao shopping, e existem ainda aqueles que gastam dinheiro de maneira mais lenta, porém dolorosa. Nenhuma compra por si só é má, porém ela acrescenta seu grão ao caminhão de areia dos débitos,” comenta Art Markman, PhD, professor de psicologia e marketing da Universidade do Texas em Austin e autor de Smart Change: Five Tools To Create New and Sustainable Habits in Yourself and Others, com o Yahoo Health.
Você gosta da sensação de euforia de ir às compras e encontrar uma boa oferta? Talvez aquela etiqueta tentadora não represente um problema na hora da compra, a tentação é tão grande que impede você de perceber que tem um problema enorme em suas mãos. Deixar levar-se pelo forte apelo da oferta pode trazer sérias consequências para sua situação financeira. Se você deseja averiguar se está entrando no terreno escorregadio das compras compulsivas, veja esses claros sinais de que seus hábitos de compra estão ficando fora de controle.
Você não consegue ficar uma semana sem comprar alguma coisa.
Não estamos falando aqui de tomar um sorvete na sorveteria da esquina — estamos falando daquelas “comprinhas inocentes” que você não consegue parar de fazer, e que ocorrem várias vezes por semana. Você compra, por exemplo, um batom novo, apesar de ter vários da mesma cor, ou você compra mais uma agenda, mesmo que já tenha várias em casa. A compra desses artigos parece inofensiva, mas é precisamente o acúmulo de compras desnecessárias como essas, feitas a cada semana, que indica que você tem a tendência de comprar por impulso.
Comprar algo lhe produz uma sensação de bem-estar.
Você teve um dia de cão no trabalho e resolve ir à forra, navegando pelas suas lojas on-line favoritas. Em um piscar de olhos, você acabou comprando uma blusa de que você não “precisava”, porém você nem se deu conta disso e está toda serelepe com sua nova aquisição. Na verdade, você está deixando que as compras sejam o seu centro de bem-estar emocional.
… mas essa sensação de bem-estar logo se desvanece.
Depois da euforia de comprar algo novo, aguardar a chegada do pacote e usar ou estrear seu artigo, você começa a se sentir vazia ou até mesmo culpada por causa de sua compra. Então você pula para o próximo objeto brilhante, no qual você já pousou seus olhos. Esse ciclo é chamado de “esteira hedonista”. “Ele leva as pessoas a pensar que quando elas compram coisas, elas sentirão mais bem-estar,” explica Markman. Isso realmente funciona assim, por pouco tempo, mas logo a pessoa se acostuma ao novo objeto, “agora ela deseja comprar algo novo. Então ela compra e o ciclo vicioso continua.”
Você está pagando apenas o valor mínimo da fatura do cartão de crédito, todo mês. 
Você está pagando apenas o mínimo exigido pela operadora do seu cartão, de crédito e acumulando débitos e mais débitos, devido aos seus hábitos de compra? Considere isso como um forte sinal de alerta. “O sinal alarmante de que há um problema com seus gastos torna-se visível no momento em que você começa a deixar saldos pendentes na fatura do seu cartão, diz Markman. Você cruzou a linha da responsabilidade financeira. “Ele diz também que isso pode acontecer de vez em quando, mas não chega a ser o fim do mundo. Porém se isso ocorrer com uma frequência cada vez maior, você deveria realmente preocupar-se. “As dívidas acumuladas com o cartão de crédito são muito difíceis de pagar”, diz ele. “Esse lento e constante acúmulo de débitos em seu cartão, pode ser fatal.”
Você se convence de que está economizando dinheiro quando compra um produto em oferta.
As lojas sempre tiveram consciência desse aspecto da psicologia — além de lucrarem bastante com ele. “Então você economiza 40 por cento, mas mesmo assim, continua gastando dinheiro,” ressalta Markman. “O preço inicial atua como um verdadeiro “chamariz” e você acaba perdendo o foco, sua reação deveria ser: ‘eu estou a ponto de gastar uma bela quantia de dinheiro’ mas em vez disso você diz, ‘veja só o quanto eu economizei com essa compra.'” Como  Markman explica, “muitos de nós estão procurando uma boa razão para fazer compras” — e uma grande liquidação é a desculpa perfeita para isso.
Você tem sempre uma desculpa para suas compras.
Se você está comprando um par de tênis novo porque o único par que você possui já deu tudo o que tinha, você não precisa dar explicações para ninguém. Nesse caso, comprar um novo par de tênis não somente é uma decisão sensata, como também uma real necessidade. Mas agora, você vai acrescentar à sua longa coleção de stilletos pretos, outro par idêntico; é bem provável que você acabe tentando convencer a si mesma, ou a sua cara-metade, de que eles são bem diferentes dos pares que você já tem em seu armário, para demonstrar que sua compra, em vez de ser um desperdício de dinheiro, é realmente uma necessidade.
“Nós podemos convencer a nós mesmos de praticamente qualquer coisa, mas no fundo, nós somos capazes de saber muito bem quando estamos fazendo algo que não deveríamos,” diz Markman. “Você deve escutar aquela vozinha interior, aquela que está lhe dizendo que você não está agindo bem, você deve ser honesto e admitir que está comprando demais.”
Caso você suspeite de que é um viciado em compras, saiba que esse é um distúrbio relacionado com o controle dos nossos impulsos. Será que isso deveria ter importância para você? É claro que sim. “Se você tem a sensação de que o que está fazendo está errado, deveria prestar atenção a isso,” diz Markman. Aqui ele oferece algumas dicas para sair dessa espiral descendente, antes de chegar ao fundo do poço:
  • Mantenha pessoas de sua confiança a par de sua situação financeira, (seu parceiro, melhor amigo, ou pais).Compartilhe com elas informação sobre quanto dinheiro você está gastando por semana ou por mês, assim você verá como os gastos acumulam-se rapidamente e poderá compará-los com o que você recebe e a quantia que você está economizando em sua conta bancária. “Seja honesto sobre seus hábitos de compra e permaneça atento a eles,” diz Markman. 
  • Se você descobrir que suas pequenas compras estão levando você a gastar um monte de dinheiro, tente detectar quais emoções estão provocando estas mini maratonas de compras, bem como, averigue quando e onde você está quando cede aos seus impulsos. Isso pode ajudar você a descobrir maneiras de evitar essas situações e criar diversões mais saudáveis. 
  • Quer ver uma maneira rápida de acabar com as constantes idas ao shopping, pela raiz? Pague somente com dinheiro ou cartão de débito. Dessa forma, o dinheiro irá embora rapidamente; isso com frequência, é motivo suficiente para fazer as pessoas pararem para pensar antes de comprar. 
  • Desmarque a opção de auto completar os campos com as informações do seu cartão de crédito e endereço de entrega, quando estiver fazendo compras online. Essa opção faz com que seja muito mais fácil comprar por impulso. 
  • Gaste dinheiro — em experiências.Se o que você busca é obter felicidade ao comprar coisas como sapatos e roupas, notará que isso lhe proporciona um bem-estar temporário. Mas se você deseja obter um efeito positivo mais duradouro, que tal economizar dinheiro para investir em novas experiências, como uma viagem de férias com quem você ama ou um delicioso jantar com seus melhores amigos? “Isso criará memórias agradáveis,” diz ele. Outra experiência igualmente efetiva é fazer boas ações como doar dinheiro para obras de caridade que sejam importantes para você. “Quando participamos de obras comunitárias e somos caritativos, nossa autoestima tende a elevar-se,” diz ele. 
  • Se você achar que precisa de ajuda para controlar seus hábitos de compra, sejam eles pequenos ou grandes, fale com um terapeuta sobre o assunto, isso será de grande valia.

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