segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Que obsessão é essa de querer ser incluído?

Que obsessão é essa de querer ser incluído?

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Mas é claro que num texto cujo título é “Gerar um filho é o maior poder que uma mulher pode ter na vida” haveria comentários de uma gente ressentida. É claro que apareceria alguém para dizer que não tem filho, nem pretende ter, e que está bem daquela maneira, muito obrigada. É claro que alguém questionaria a autora sobre as mulheres estéreis, os homossexuais e as pessoas que preferem cuidar de gatos a trocar fraldas de crianças.
Sou homem, não vou engravidar, talvez não descubra nunca que coisa sublime é essa de ter um filho que a autora diz no artigo dela; mas e daí? Todos os dias, pessoas cheias de boas intenções reclamam pedindo por maior inclusão. Que compulsão é essa, seus remelentos, de fazerem tanto esforço para serem aceitos? Nunca perceberão como é bom ficar à parte, no seu canto, bebendo uma caipirinha?
Ora, por favor. Uma vez na vida, tentem ouvir uma mulher falar sobre a gravidez sem fazer birra, sem se jogar no chão como uma criança mimada. Será possível?
E outra coisa: deixem-se levar pela beleza de modelos em capas de revistas. Saiba: é possível olhar para as capas de revista sem precisar criticar o tal do padrão de beleza imposto pela moda. Ah, e deixem-se levar por histórias de superação de gente que ficou rica vendendo, sei lá, biscoitos de polvilho na praia - de preferência sem bater com o mouse na mesa, como um oficial administrativo da PM.
Pois não se enganem, os que mais pedem por inclusão, criticando o tal do padrão de beleza imposto pela moda, que se irritam com as “maravilhas de ser mãe” e com as histórias de superação, são aqueles que mais se importam com a coisa.
Lembro da propaganda polêmica da Protein World, no Reino Unido, com um outdoor em que mostrava uma mulher sarada e a frase “Are you beach body ready?” Pronto, depois que milhares de pessoas magoadas sentiram-se ofendidas com a mensagem e o corpo da modelo, o outdoor foi retirado. Ora, se não importassem, não se dariam ao trabalho de escrever nas redes, com os dedos cheios de ressentimento, o quanto não estão nem aí para o assunto.
Pessoas que insistem em ser aceitas, porque elas mesmas não se aceitam, só pode ser. Precisam da aprovação do resto do mundo. Que obsessão é essa de querer ser incluído em tudo?
Parem um pouco de pedir por inclusão. Um pouco mais de amor próprio, vai, vocês são capazes. Ou pelo menos disfarcem esse ressentimento todo pendendo do canto da boca, manchando a camisa. Será muito simpático de sua parte.

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