quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Piolhos estão desenvolvendo resistência aos tratamentos convencionais, diz estudo.

Piolhos estão desenvolvendo resistência aos tratamentos convencionais, diz estudo


(Foto: Flickr/Gilles San Martin) 
(Foto: Flickr/Gilles San Martin)

Uma pesquisa realizada na Universidade de Southern Illinois, em Edwardsville, Estados Unidos, apontou que piolhos estão desenvolvendo resistência aos tratamentos nos quais são usadas substâncias com base de piretroides, um tipo de inseticida bastante comum.
O estudo, que será apresentado esta semana no 250º Encontro Nacional da Sociedade Americana de Química, abordou 30 dos estados do país. Medicamentos como a permetrina, amplamente usado no Brasil, também foram testados.
“Das 109 populações de piolho, 104 tinham altos níveis de mutações genéticas relacionadas à resistência a piretroides”, disse o pesquisador Kyong Yoon, da Universidade de Southern Illinois. Yoon ainda explicou que o fenômeno começou no fim da década de 90. O próprio cientista documentou a tendência nos anos 2000, ainda quando estudante da Universidade de Massachusetts.
Yoon notou que os insetos passaram a adquirir resistência provavelmente a partir da década de 70, quando os inceticidas DDT foram substituídos pelos piretroides, e os piolhos apresentaram um trio de resistências chamado de “kdr” (sigla para knock-down resistance, resistência derrubada). Vale ressaltar que qualquer produto químico usado à exaustão pode resultar neste cenário.
No relatório atual, amostras populacionais com com as três resistências foram identificadas em 25 estados – isto é, nesses lugares os insetos são mais fortes. Em outros quatro (Nova York, Nova Jersey, Novo México e Oregon), eles apresentam uma ou duas resistências. O único estado em que não foram encontradas mutações foi Michigan.
O uso de diferentes produtos químicos, para Yoon, pode ser a solução. “Temos que pensar antes de usar um tratamento. A boa notícia é que piolhos não transmitem doenças, são mais um incômodo do que qualquer outra coisa”, concluiu o pesquisador.

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