segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Menino de 2 anos que parece ter três meses de idade intriga médicos.

Em SC, menino de 2 anos que parece ter três meses intriga médicos

Matheus Blum pesa 4 kg e mede pouco mais de 60 cm em Joinville.
Família luta para conseguir um diagnóstico preciso sobre a doença.

 
Mariana Faraco  
Do G1

O caso de um menino de 2 anos de idade que tem o tamanho de um bebê de três meses intriga médicos de Joinville, no Norte de Santa Catarina. Matheus Blum nasceu em agosto de 2013 pesando 2,4 kg e medindo 47 cm. Hoje, pesa 4 kg e mede pouco mais de 60 centímetros.
“Fizemos vários exames, de tudo quanto é tipo. O menino não engorda, não vai pra frente. A gente não sabe mais o que fazer,” diz o motorista Everton Hellmann, pai de Matheus.
Logo que nasceu, com oito meses de gestação, Matheus foi submetido a uma traqueostomia, por conta da dificuldade de respirar. “Até os três meses ele foi bem, mas depois não cresceu mais”, diz a mãe, Angélica de Souza Blum, que precisou deixar o emprego em uma loja para se dedicar integralmente ao filho caçula – ela também é mãe de Erick, de 4 anos, que tem o desenvolvimento normal.


Chora e sorri
 
Matheus nunca comeu ou mamou – toda a alimentação é feita por sonda. Angélica conta que, apesar de não sentar nem bater palmas, Matheus chora, reconhece a família e sorri. “Não é como uma criança de dois anos, mas ele tem um desenvolvimento neurológico normal”, diz a mãe.

Matheus Blum em 2013, com poucos meses de vida (Foto: Angélica Blum/Arquivo Pessoal)Matheus Blum em 2013, com poucos meses de
vida (Foto: Angélica Blum/Arquivo Pessoal)
 
A equipe de cinco especialistas que atende o menino acredita que ele tenha uma doença genética. “A suspeita é de doença gênica, que algum dos seus genes possa estar alterado, o que faz com que o diagnóstico se torne muito mais difícil”, explica a pediatra Renata Gonçalves, que cuida do menino.

A família estuda a possibilidade de tentar um diagnóstico mais preciso em um centro de estudos genéticos de Porto Alegre. “Isso precisa ser muito bem investigado pra dar tranquilidade para essa família, que o que eles não têm hoje é isso”, diz a pediatra.

Para arcar com os gastos, as amigas de Angélica estão organizando uma feijoada beneficente na cidade. A família estima que, em dois anos, tenha gasto mais de R$ 100 mil com alimentação especial e exames. “Onde tiver tratamento no mundo, que possa descobrir o que o nosso filho tem, a gente vai atrás”, diz Angélica.

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