quarta-feira, 8 de julho de 2015

Vexame que não se esquece, gol da Alemanha.

Vexame que não se esquece 

 

No maior revés da Seleção em mundiais, alemães passeiam em campo em Belo Horizonte, e impõem a mais significativa goleada da história das semifinais de Copa



Cláudio Arreguy /Estado de Minas 



Trezentos e sessenta e cinco dias se passaram do massacre alemão no Gigante da Pampulha. Nesse ano transcorrido desde o desastre, o Brasil não andou para a frente no futebol. Há apenas 11 dias, a Seleção voltou a fracassar, na primeira competição oficial desde a fatídica Copa do Mundo: foi eliminada nos pênaltis pelo Paraguai nas quartas de final da Copa América. O novo fiasco levou a CBF a criar uma comissão, formada por antigos treinadores da casa, para discutir os rumos da equipe que a maioria deles não soube conduzir – ou deixou de sabê-lo. A humilhação daqueles sete gols é maior quando se revela que os germânicos, reverentes a um passado que acabavam de sepultar em apenas 45 minutos, decidiram no intervalo “tirar o pé”, aliviar em parte o sofrimento dos anfitriões. O atacante Podolski, o capitão Lahm e, mais recentemente o treinador Joachim Löw, confessaram que o time se poupou na segunda metade do castigo, quando balançou as redes apenas mais duas vezes. Pior é constatar que, de onde poderia surgir a luz no fim do túnel surgem mais trevas. O então presidente da entidade brasileira, José Maria Marin, continua preso na Suíça, na esteira do escândalo que sacudiu os alicerces da Fifa e levou seu comandante, Joseph Blatter, a anunciar a saída menos de uma semana depois de reeleito. Sucessor de Marin, Marco Polo del Nero saiu batido de Zurique na véspera do pleito, praticamente se escondeu no Rio de Janeiro e nem acompanhou a competição continental no Chile. O quinto lugar dos brasileiros no ranking da Fifa não ilude mais ninguém. A realidade dentro e fora das quatro linhas é mais contundente.

“Quem é o responsável? Sou eu. Então, pronto. O responsável sou eu. A escolha da parte tática é minha, o responsável fui eu”
Luiz Felipe Scolari, técnico da Seleção Brasileira

“Sentimos que durante a Copa (os brasileiros) nunca jogaram no seu melhor desempenho”
Kroos, volante alemão

“Preferia perder por 1 a 0 com um erro meu do que perder de sete”
Júlio César, goleiro

“Queria dar alegria ao povo. Peço desculpas, queria ver o Brasil feliz”
David Luiz, zagueiro

“Fizemos o pior jogo da nossa vida e a Alemanha fez o melhor jogo da vida deles”
Fred, atacante

"Os gols em sequência foram um golpe para eles. Ficaram perdidos e não conseguiram se recuperar. Entraram em pane e nos aproveitamos disso”
Joachim Löw, técnico da Alemanha

“Não tínhamos que evitar a humilhação, queríamos apenas jogar um futebol sério”
Müller, atacante alemão

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