quinta-feira, 2 de julho de 2015

Tudo o que você precisa saber antes de turbinar os seus seios.

Tudo o que você precisa saber antes de turbinar os seus seios

 
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Foto: Thinkstock 
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(TODAS AS ILUSTRAÇÕES POR ANNA SUDIT)


Pois é, você está pensando em turbinar os seus seios. Mas, assim como comprar a primeira casa ou procurar por um novo emprego, qualquer tipo de cirurgia mamária requer uma cuidadosa consideração, pesquisa e compreensão básica do que está em jogo - mesmo antes de marcar a primeira consulta com seu cirurgião.
Por exemplo, qual é a diferença entre um aumento dos seios e um lift? O que está envolvido numa redução? Como encontrar o médico certo para você? Para responder a todas essas perguntas, nós consultamos quatro cirurgiões que atuam em diferentes áreas do país, para que estes esclareçam, de maneira prática e sem floreados, tudo o que você deve saber antes de sequer pensar em fazer qualquer coisa nos seus seios.


Primeiro o mais importante: faça o trabalho de casa. 

Fazer uma pesquisa indiscriminada no Google sobre aumento dos seios, lifts ou reduções provavelmente irá conduzi-la por um corredor sem fim de informação esmagadora (e muitas vezes duvidosa). Assim, fazer uma pesquisa inicial bem acurada é crucial.
Os dois websites mais completos, abrangentes e recomendados, e, o mais importante, vetados por cirurgiões plásticos, são o American Society of Plastic Surgeons e o American Society for Aesthetic Plastic Surgery. Ambos os websites diferenciam os diferentes tipos de cirurgias de mama disponíveis e os detalhes do procedimento, fornecendo informação sobre os implantes aprovados pela FDA, e explicando os custos e as principais novidades e novas tecnologias na área.
“Qualquer mulher que pense em fazer um aumento dos seios, ou qualquer trabalho cosmético de mama, precisa visitar esses dois websites”, diz o Dr. Julius Few, fundador do The Few Institute of Aesthetic Plastic Surgery, com clínicas em Chicago e Nova York. O instituto oferece referências de cirurgiões plásticos nas diferentes áreas dos Estados Unidos que se especializam em procedimentos relacionados com os seios.


Vasculhe a sua área: encontre o médico certo.

Escolher o cirurgião certo é a parte mais importante desse processo. Primeiro, você precisa se certificar que o seu médico é qualificado, ou seja, certificado pelo Conselho Americano de Cirurgia Plástica (no Brasil, pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica). Atenção para não confundir com uma certificação do Conselho Americano de Cirurgia Cosmética, o que, de acordo com o cirurgião Chia Chi Kao de Los Angeles, “não é cirurgia plástica.” O médico Larry Fan, fundador do 77 Plastic Surgery, em San Francisco, concorda esclarecendo que os cirurgiões plásticos são especificamente educados, treinados e certificados para realizar cirurgias tanto estéticas e reconstrutivas de todo o corpo e do rosto.
Além disso, tenha cuidado com qualquer outra “entidade” ou “associação” que soe como sendo oficial, mas de certificação totalmente duvidosa. É permitido por lei que outros tipos de cirurgiões, e até mesmo médicos não-cirurgiões – especialistas de outras áreas como, por exemplo, otorrinolaringologia, ginecologia e dermatologia – realizem cirurgias estéticas nas mamas, apesar de esta não ser a sua especialidade. O Dr. Fan sugere enfaticamente a verificação da certificação de cirurgia plástica do médico junto ao Conselho Americano de Especialidades Médicas no Certification Matters. E faça questão de perguntar quantos anos de treinamento e prática o médico tem em seu currículo. Também é uma boa ideia verificar os privilégios hospitalares do cirurgião, e certificar que a instalação cirúrgica e o consultório deste são credenciados por uma agência reconhecida nacionalmente.
Quando você se sentir segura na sua decisão, tente ver se existe uma conexão com o seu médico. “É importante tentar perceber se o seu sentido estético está ou não alinhado com o do cirurgião”, diz a médica Mia Talmor, cirurgiã plástica do New York-Presbyterian Hospital (totalmente digna de respeito: foi a primeira cirurgiã nomeada em tempo integral para o corpo docente da Divisão de Cirurgia Plástica do hospital). A recomendação de uma amiga de confiança também é uma ótima referência. Às vezes, a Dra. Talmor promove o encontro de possíveis novos clientes com seus pacientes atuais, para falarem entre si e estarem mais à vontade para tomarem a decisão.
O cirurgião também deve agendar duas consultas com você antes da cirurgia - a primeira para discutir o assunto, e a segunda para rever as decisões pré-operatórias. É importante ainda que o cirurgião faça um acompanhamento regular após o procedimento.


Peça para ver o máximo de fotos do trabalho do cirurgião. 

As fotos, ou “ideais estéticos”, na elaborada terminologia cirúrgica do Dr. Kao - não só irão ajudar a determinar se os seus ideais correspondem, mas também servirão para transmitir ao seu médico o tamanho e a forma que você espera que os seus seios tenham após a cirurgia. Todos os médicos com quem falamos dizem que o aspecto dos tamanhos do sutiã, tamanhos da copa e volumes dos implantes dependerão sempre das características corporais de cada indivíduo. Mesmo uma câmera 3-D, embora altamente sofisticada e bacana, não será sempre acurada. O Dr. Few usa uma para pesquisa, mas ele acredita que a imagem digital cria “expectativas irreais”. Ele pede às pacientes para analisarem e compararem algo em torno de 50 fotografias – todas com tamanhos, formas e tons de pele específicos – de “antes” de pessoas com características semelhantes às da paciente, e imagens de “depois” com resultados semelhantes à escolha feita pela paciente, para melhor representar os objetivos finais.
Também extremamente crucial: as fotos dão a chance de avaliar a habilidade cirúrgica do médico no que se trata de cicatrizes pós-cirúrgicas. As cicatrizes vão definitivamente existir (falaremos mais sobre isso abaixo), por isso é preciso que você avalie meticulosamente a habilidade do cirurgião através das fotografias. “É bacana ver uns 10, 20, 30, 40 ou mais exemplos dos trabalhos realizados pelo cirurgião”, o Dr. Kao enfatiza. 


Certifique-se de que os implantes são aprovados pela FDA (No Brasil, pela ANVISA).

Você já pode ter ouvido falar de implantes quase milagrosos, como os B-Lite da Grã-Bretanha. Mas o mais seguro é jogar com aqueles aprovados pela FDA. A Dra. Talmor diz que existem apenas três empresas oferecendo implantes aprovados pela FDA nos EUA: São a Mentor, Allergan e Sientra. “O processo da FDA aqui é muito rigoroso”, diz ela. “Eles … reveem todos os dados das empresas de implantes para determinar se o implante é seguro de usar, por isso é uma boa ideia usar um desses três fabricantes aprovados. ”
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Compreender os diferentes tipos de implantes. 

Depois de decidir o seu objetivo estético, o cirurgião irá trabalhar com você para decidir quais implantes ajudarão a atingir o objetivo pretendido. Aqui está uma cartilha sobre a terminologia que você vai encontrar:
Você pode ter ouvido falar de implantes salinos, que são preenchidos com água salgada estéril (e são aprovados pela FDA para maiores de 18 anos) e implantes de silicone, que são preenchidos com gel de silicone (e são aprovados para pacientes acima de 22 anos). O Dr. Few diz que os implantes de silicone são o tipo mais comum nos EUA e no mundo porque eles são mais macios e dão uma aparência mais natural - e são menos propensos a vazar. O Dr. Kao, que já não faz implantes salinos a 12 anos, concorda, e sublinha que o implante de solução salina pode criar um efeito de ondulação estranho sob a pele.
Tenha em mente que os implantes vêm em diferentes perfis (ou seja, alturas) e em formato redondo ou de lágrima, e podem ser lisos ou texturizados. Converse com o seu médico sobre como você quer que seus seios pareçam e sintam.


Entenda os diferentes locais de incisão para a inserção do implante. 

O cirurgião tem que criar uma bolsa - sobre ou sob o músculo peitoral - para inserir o implante. Há três áreas comuns para fazer a incisão (e onde poderão existir cicatrizes). A abordagem recomendada pelo cirurgião depende do tamanho do implante e da sua anatomia. Assim, pergunte ao seu médico sobre o tipo de cicatriz que ficará após o procedimento de aumento, redução e/ou lift. Isso também dependerá da característica da sua pele: a pele menos elástica e com mais estrias, por exemplo, é mais propensa a deixar cicatrizes.
Uma técnica de abordagem é na linha da aréola, com a incisão sendo feita junto da parte inferior do mamilo. O Dr. Kao prefere este método porque a eventual cicatriz pode ficar disfarçada com o mamilo. Além disso, ele diz que o mamilo costuma estar “geralmente tapado” (vai dizer isso para os adeptos do #freethenipple - #liberdadeaomamilo, em português). Existe a incisão infra mamária, que é feita sob o vinco da mama. O Dr. Few diz que esta técnica é recomendada para as mulheres que tendem a decair mais, pois assim a cicatriz fica completamente escondida. Há também a incisão transaxilar, ou seja, pela axila. Esta abordagem é própria para mulheres com aréolas pequenas e sem tecido mamário suficiente para esconder uma cicatriz na linha infra mamária. O Dr. Fan é especializado nesta técnica, que costuma ser mais difícil de executar, utilizando um endoscópio para a colocação mais precisa do implante.
Há também uma quarta abordagem, chamada TUBA (aumento de mama transumbilical), que entra através do umbigo e serve apenas para implantes salinos. Embora existam cirurgiões especializados em TUBA, essa técnica não é tão popular. O Dr. Fan diz que há um maior risco de mau acoplamento dos implantes e de excessiva formação de tecido cicatricial (ou seja, contratura capsular).

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