quarta-feira, 8 de julho de 2015

Bambuí,MG, tem a melhor gestão fiscal do Centro-Oeste, aponta pesquisa.

Bambuí tem a melhor gestão fiscal do Centro-Oeste, aponta pesquisa

Estudos divulgados pela Firjan foram feitos durante gestão em 2013.
Estrela do Indaiá recebeu a pior avaliação; veja demais cidades.

 
Bárbara Almeida  
Do G1 

Município espera contratar profissionais para o combate à doença (Foto: TV Integração/Reprodução)Bambuí foi a cidade avaliada com a melhor gestão na região 
(Foto: TV Integração/Reprodução)

Uma pesquisa feita pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) aponta que Bambuí é o município com melhor gestão fiscal entre as cidades do Centro-Oeste de Minas Gerais. Por outro lado,  Estrela do Indaiá está no fim da lista, sendo a pior cidade. Os dados, coletados nas cidades durante a administração entre 2012 e 2013, foram divulgado recentemente e são apurados de acordo com o Índice de Gestão Fiscal (IFGF).
A gestão fiscal é uma ferramenta de controle social que tem como objetivo estimular a cultura da responsabilidade administrativa e aperfeiçoar as decisões dos gestores públicos quanto ao investimento dos recursos. Nenhuma cidade da região obteve conceito de gestão de excelência.
Segundo a Firjan, o índice IFGF considera cinco quesitos, sendo receita própria - referente à capacidade de arrecadação de cada município; gasto com pessoal - que representa quanto os municípios gastam com pagamento de pessoal, medindo o grau de rigidez do orçamento; liquidez - responsável por verificar a relação entre o total de restos a pagar acumulados no ano e os ativos financeiros disponíveis para cobri-los no exercício seguinte.
Também são avaliados os investimentos, que acompanham o total de investimentos em relação à receita líquida, e o custo da dívida, que avalia o comprometimento do orçamento com o pagamento de juros e amortizações de empréstimos contraídos em exercícios anteriores.
No Brasi,l 5.243 municípios foram avaliados, sendo 809 em Minas Gerais. As cinco cidades que tiveram o melhor resultado na região Centro-Oeste foram:

 1ª -  Bambuí: com o índice 0,6858 ficando na 21ª colocação no ranking estadual e na 249ª colocação no ranking nacional.

2ª -  Pompéu: com índice 0,6792 ficando na 24ª colocação no ranking estadual e na 278ª colocação no ranking nacional.

3ª -  Itaúna: com índice 0,6717 ficando na 27ª colocação no ranking estadual e na 317º  no ranking nacional.

4ª -  Oliveira: com índice 0,6469 conquistando a 40º colocação no ranking estadual e 453ª colocação no ranking nacional.

5ª - Perdigão: com índice 0,6248 conquistando a 61º colocação no ranking estadual e 597ª colocação no ranking nacional.

praça Itaúna (Foto: Prefeitura de Itaúna/Divulgação) 
Itaúna ficou entre as cinco com melhores índices na região 
(Foto: Prefeitura de Itaúna/Divulgação)
 
 
Já as cidades com piores índices na região, sendo avaliada como gestão crítica foram:

1ª - Estrela do Indaiá: obteve índice 0,1316 e ficou na 805º posição no ranking estadual e na 5.190º posição no ranking nacional.

2ª -  Paineiras: com índice 0,1412 e ficou na 804ª posição no ranking estadual e na 5.163º posição no ranking nacional.

3ª - São Gonçalo do Pará: com índice 0,1437 e ficou na 803º no ranking estadual e na 5.151º posição no ranking nacional.

4ª - Candeias: obteve índice 0,3566 e ficou na 752ª colocação no ranking estadual e na 4.751ª colocação no ranking nacional.

5ª - Carmo da Mata: com índice 0,2953 ficando na 690ª posição no ranking estadual e na 4.452ª posição no ranking nacional.

A maior cidade da região Centro-Oeste, Divinópolis, foi classificada como um município com gestão de dificuldade. Com o índice de 0,4257 a cidade ficou na 427ª colocação no ranking estadual e na 3.164ª posição no ranking nacional.

Oliveira teve os melhores índices da região
(Foto: Reprodução/TV Integração)
casarão Oliveira MG casarões tombados (Foto: Reprodução/TV Integração)Entenda o índice
 
O IFGF aponta dados de 2013 e foi elaborado através de um estudo feito exclusivamente com estatísticas oficiais, a partir de dados declarados pelos próprios municípios à Secretaria do Tesouro Nacional, responsável por consolidar informações sobre as contas públicas municipais. O índice varia entre 0 e 1 e quanto maior a pontuação, melhor é a gestão fiscal do município.
Cada município é classificado com conceitos A (gestão de excelência, acima de 0,8001 ponto), B (boa gestão, entre 0,6001 e 0,8), C (gestão em dificuldade, entre 0,4001 e 0,6) ou D (gestão crítica, inferiores a 0,4 ponto).
O índice Firjan de Gestão Fiscal 2015 – ano de referência 2013 – avaliou a situação fiscal de 5.243 municípios, onde vivem 191.256.137 pessoas – 96,5% da população brasileira. Apesar da determinação da lei, os dados do exercício fiscal 2013 de 324 prefeituras do país não estavam disponíveis ou não eram consistentes.

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