domingo, 28 de junho de 2015

Suspeito de atentado da França confessa ter decapitado chefe.

Suspeito de atentado da França confessa ter decapitado chefe

Yasin Salhi foi preso na sexta-feira em local de atentado.
Ele também teria tirado "selfie" junto à cabeça de sua vítima.

 
Do G1

Investigadores e policiais trabalham em uma usina de gás onde pelo menos duas pessoas ficaram feridas após um atentado em Saint-Quentin-Fallavier, na França. A cabeça de um homem decapitado, com inscrições em árabe, foi encontrada próxima ao local (Foto: Emmanuel Foudrot/Reuters) 
A cabeça de um homem decapitado, com inscrições em árabe, foi encontrada próxima ao local de atentado (Foto: Emmanuel Foudrot/Reuters)
 
Yassin Salhi, de 35 anos, suspeito de decapitar um empresário antes de cometer um atentado na região de Lyon (centro-leste da França) na última sexta-feira (26), reconheceu o assassinato - informou neste domingo (28) uma fonte próxima ao caso, segundo a agência France Press.

Salhi, preso no local do ataque, uma fábrica química em Saint-Quentin-Fallavier, nos arredores de Lyon, começou a falar com os investigadores na noite de sábado após ter permanecido em silêncio desde sua prisão.
Ele também teria enviado um "selfie" junto à cabeça de sua vítima, por meio do aplicativo de mensagens instantâneas Whatsapp a um número de telefone norte-americano.
"Também forneceu elementos sobre as circunstâncias" do crime, afirmou a fonte, sem dar mais detalhes. O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, garantiu neste domingo que o país "sob uma grande ameaça terrorista" e que o combate ao jihadismo "será grande".


Ataque

Salhi foi rendido por um bombeiro na sexta-feira quando abria botijões de acetona na fábrica química. Antes disso, ele teria pendurado a cabeça de seu chefe na empresa em que trabalhava em um muro e a rodeado de cartazes com inscrições muçulmanas, informa a Agência EFE.

Arte ataque frança - vale este (Foto: Arte/G1)Arte ataque frança - vale este (Foto: Arte/G1)

O suspeito ainda bateu seu veículo contra um armazém onde havia botijões de gás, o que provocou uma grande explosão, que não causou vítimas entre os cerca de 50 empregados da empresa.
O suspeito foi detido e conduzido em um primeiro momento a um hospital de Lyon para ser atendido pelos ferimentos causados pela explosão. Ao ser liberado foi para a polícia em Lyon para ser interrogado.
Em um primeiro momento, Salhi se mostrou pouco cooperativo com os agentes, mas segundo seus advogados nas últimas horas começou a dar detalhes dos atos.
O atentado, o primeiro com uma decapitação registrado na França, levou o Executivo a elevar o nível de alerta antiterrorista na região Ródano-Alpes durante três dias.

 

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