sexta-feira, 12 de junho de 2015

Prefeito de Formiga, MG, é denunciado por comprar voto.

Prefeito de Formiga é denunciado por comprar voto quando era vereador

Denúncia foi feita pelo Ministério Público (MP) ao TJMG.
Prefeito Moacir Ribeiro afirma que denúncia não procede.

 
Do G1 

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) recebeu uma denúncia do Ministério Público requerendo que o prefeito de Formiga, Moacir Ribeiro,  seja condenado por ato ilícito cometido por ele em 2011. Na ocasião ele era vereador e foi cassado quando ocupava a presidência da Câmara Municipal. Segundo o prefeito, a denúncia não procede.
Conforme o Ministério Público, no dia 19 de agosto de 2011, Moacir propôs pagar R$ 15 mil a um vereador que, em troca, deveria votar em um determinado candidato para o cargo de presidente da Câmara, nas eleições marcadas para dois dias depois. Por meio da Procuradoria de Justiça Especializada em Crimes Praticados por Agentes Políticos Municipais (MPMG) foi instaurado o Procedimento Investigatório Criminal (PIC), baseado em representação recebida da Câmara de Formiga.
Durante as investigações o prefeito ligou para o mesmo vereador, que colocou o celular no modo viva-voz para que outros dois colegas, chamados como testemunhas, ouvissem a proposta. O vereador recusou a oferta e o candidato do prefeito perdeu a eleição por um voto de diferença.
Em março de 2012, o então vereador cassado reassumiu o cargo na Câmara e tornou a procurar o vereador que, desta vez, gravou a conversa no celular. Na gravação, o prefeito confirma que ofereceu dinheiro em agosto de 2011 na tentativa de interferir nas eleições para a presidência da Câmara e que dois vereadores teriam aceitado a oferta.
            
Em sua defesa, o prefeito alegou ao TJMG que falta de legitimidade do Ministério Público para investigação policial, o que poderia anular a denúncia a ação penal. Entretanto, o TJMG argumentou que a ação é o considerada criminosa.
Ao G1 o prefeito argumenta que a denúncia não procede. "Trata-se de uma acusação relacionada à época em que eu era vereador, em 2011, e não prefeito. O TJMG apenas recebeu a denúncia e o processo está no começo. Com o andamento do processo, ficará provado que esta denúncia não procede. Será uma oportunidade de fazer a verdade prevalecer", disse.

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