segunda-feira, 29 de junho de 2015

Google exclui vídeos do corpo de Cristiano Araújo.

Google exclui vídeos de Cristiano Araújo denunciados por internautas

Juiz determinou que imagens do sertanejo morto sejam retiradas, em Goiás.
Empresa quer que TJ especifique links para poder fazer todas as exclusões.

 
Vitor Santana  
Do G1

Cristiano Araújo e a namorada, Allana Moraes morreram em acidente em Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera) 
Cristiano Araújo e a namorada, Allana Moraes, morreram em acidente  
(Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Com base em denúncias de internautas, o site de buscas Google informou que já começou a remover os vídeos que mostram a preparação para o velório do corpo do cantor Cristiano Araújo, morto em um acidente de carro, na última quarta-feira (24), em Goiás. As imagens vazaram na internet e o caso está sendo investigado pela Polícia Civil.
A Justiça determinou a retirada de todas as fotos e vídeos do corpo do cantor tanto do Google quanto do Facebook. O site de buscas informou ao G1 por meio de nota que já foi notificado, mas diz ser “necessário que qualquer ordem judicial para remoção de conteúdo especifique as URLs [endereços das páginas] dos conteúdos a serem removidos".
O comunicado adiantou ainda que algumas imagens do caso já foram excluídas. "Em paralelo, o Google já removeu diversos vídeos do caso em questão que foram indicados por usuários como violações dos termos de uso e das políticas do YouTube", disse.
Já o Facebook afirmou que não comenta casos específicos.

A assessoria do Tribunal de Justiça explicou que o juiz William Fabian, da 3ª Vara de Família de Goiânia, responsável pela decisão, ainda não recebeu nenhum pedido do Google sobre a especificação dos links a serem removidos e também não tem conhecimento de nenhum recurso pedido pela empresa.


Investigação

A Polícia Civil ouviu nesta segunda-feira (29), mais duas pessoas que receberam os vídeos do corpo de Cristiano Araújo sendo preparado para o velório. Elas disseram ao delegado responsável pelo caso, Eli José de Oliveira, que recebera o arquivo do sobrinho, o estudante de enfermagem Leandro Almeida Martins.
Ele, por sua vez, contou à polícia que recebeu da colega de turma Márcia Valéria dos Santos, 39, que trabalhava na clínica responsável pela preparação do corpo e apontada como autora da gravação.
“As duas tias confirmaram que receberam o vídeo do Leandro e começaram a assistir sem saber do que se tratava. Elas ficaram horrorizadas com o que viram, pararam de ver e apagaram do celular sem passar para mais ninguém”, contou o delegado. Ainda de acordo com o investigador, não há prova que elas desrespeitaram o corpo de maneira “desprezível e humilhante”. Por isso, elas não serão indiciadas por nenhum crime.
Já Marcia e Leandro foram indiciados por vilipêndio de cadáver (desrespeito ao corpo), com pena que varia de um a três anos. Além deles, o técnico em tanatopraxia (procedimento de retirada dos fluídos do corpo para o enterro) Marco Antônio Ramos, 41, responsável pela preparação do corpo e que também aparece na filmagem, vai responder pelo mesmo crime por não ter impedido a gravação.
Para o delegado, os três indiciados são realmente os principais culpados pelo vazamento da imagem, mesmo afirmando que passaram apenas para um reduzido número de pessoas. “Os dois foram os primeiros [a ter e divulgar o vídeo]. Como as tias disseram que receberam, mas nem terminaram de ver e apagaram sem passar para ninguém, vemos que, com certeza, foram os dois. Se eles assumem que passaram só para algumas pessoas, podem muito bem ter passado para outras que não tenham assumido”, explicou Oliveira.

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