segunda-feira, 22 de junho de 2015

Festival chinês mata 10 mil cachorros para transformar em comida.

Festival chinês mata 10 mil cachorros para transformar em comida


Foto: Reuters 
Foto: Reuters


Ocorreu no último final de semana, na China, um dos mais polêmicos festivais do mundo, o Yulin. Culturalmente tradicional no país asiático, ele é extremamente criticado no Ocidente por ter como atração principal a matança de 10 mil cachorros que viram comida para os visitantes.

Cerca de um milhão de pessoas assinaram um abaixo-assinado no site Change.org na tentativa de cancelar o festival. Não deu certo. O que aconteceu, então, foram ações individuais para salvar alguns animais. Uma senhora de 65 anos, por exemplo, comprou 100 animais por US$ 1000 para evitar que eles fossem mortos.

“Matar cachorros por sua carne é algo cruel e além disso é um risco para quem ingere, já que muitos dos animais caçados estão ou podem estar doentes”, afirmou, via representante, a Associação de Proteção de Pequenos Cães da China.

A tradição chinesa de comer carne de cachorro cria polêmica até mesmo dentro do país. Os defensores afirmam que os ocidentais não podem reclamar da existência desse tipo de prática, uma vez que há, por exemplo, consumo da carne de vaca no Ocidente.

Porém, nas redes sociais chinesas, boa parte da parcela mais jovem da população mostra preocupação com o modo como a prática é vista. Isso, no entanto, não muda o fato de que, nos últimos 30 anos, o consumo da carne de cachorro por lá só cresceu — segundo especialistas, acompanhando o enriquecimento do país.

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