sábado, 6 de junho de 2015

Assaltos noturnos preocupam taxistas e comerciantes de Divinópolis, MG.

Assaltos noturnos preocupam taxistas e comerciantes de Divinópolis

Muitos profissionais mudam horários de trabalho para se prevenir.
Seds somou 528 roubos noturnos de janeiro a abril de 2015.

 
Do G1 

José Carlos da Costa foi assaltado no táxi (Foto: TV Integração/Reprodução)José Carlos da Costa foi assaltado no táxi
(Foto: TV Integração/Reprodução)

A insegurança tem preocupado comerciantes que trabalham à noite em Divinópolis. Muitas vezes expostos à violência, assaltos e morte, eles estão preferindo mudar o horário dos serviços a se arriscarem com a atividade noturna. De acordo com a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), de janeiro a abril deste ano já foram registrados 528 roubos. No mesmo período do ano de 2014 foram 489 roubos registrados.
O taxista José Carlos da Costa trabalha há cinco anos à noite. Ele conta que durante uma corrida foi quase morto por um passageiro. Marcas feitas a faca ainda estão no painel do veículo em que trabalha. "Me chamou para o levar a determinado lugar da cidade. Quando cheguei, ele pediu que eu fosse a um local mais escuro. Começou a gritar 'perdeu, perdeu' e já sacou a faca. Achei que eu fosse morrer", disse.
Marcelo Oliveira Queiroz afirma que histórias semelhantes e com desfechos trágicos são comuns entre os 88 taxistas que trabalham nas ruas de Divinópolis. "Em seis anos que trabalho como taxista, já vi desde assalto a mão armada, até pessoas que fingem estar armadas e conseguem assaltar o taxista", contou.

O mototaxista Francisco de Oliveira encerra
expediente às 19h (Foto: TV Integração/Reprodução)
O mototaxista Francisco de Oliveira encerra expediente às 19h (Foto: TV Integração/Reprodução)Em motos

O problema também é enfrentado por mototaxistas. Ao todo, são 188 em Divinópolis. "Um rapaz me pediu para levá-lo a um bairro. Quando chegamos às proximidades, ele colocou uma faca em meu pescoço e disse que aquilo era um assalto", contou o profissional Francisco Antônio de Oliveira.
Silvano Almeida conta que decidiu reduzir a jornada de trabalho. "Eu não arrisco trabalhar à noite. Vou até, no máximo, 19h", afirmou.
A sensação de insegurança não é uma exclusividade de taxistas e mototaxistas que trabalham à noite. Com medo da criminalidade, muitos comerciantes já decidiram fechar as portas mais cedo. "Hoje há uma sensação de completa insegurança. Porque tem havido assalto a toda hora, durante o dia. À noite, mais ainda", disse um vendedor que pediu para não ser identificado.
De acordo com dados da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), de janeiro a abril deste ano já foram registrados 528 roubos. No mesmo período do ano passado foram 489.

Comerciante reclama de assaltos no Centro de
Divinópolis (Foto: TV Integração/Reprodução)
Comerciante reclama de assaltos no Centro de Divinópolis (Foto: TV Integração/Reprodução)Dados imprecisos

No levantamento não é possível saber quais ocorrências foram de dia ou de noite. "Temos locais com altos índices de criminalidade e isso não aparece nas estatísticas. Então, realizamos operações nesses locais. Há também lugares que não têm alto índice, mas que também registra crimes. Precisamos do auxílio da população", explicou Marcelo Oliveira, tenente da Polícia Militar (PM).
O tenente ainda conta que é importante ter cuidado e ressalta que qualquer suspeita deve ser denunciada para a PM através do 190 ou 181. "Os infratores de hoje não se intimidam com as leis. Precisamos de leis mais eficazes, que realmente punam infratores a ponto de eles terem medo da lei", concluiu.

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