sábado, 13 de junho de 2015

Aplicativo pode reduzir mortes por infarto.

Aplicativo pode reduzir mortes por infarto ao localizar socorristas próximos

Estudos mostram que quando os primeiros socorros são prestados antes da chegada da ambulância, há mais chances de sobrevivência nos 30 dias após o ataque


POR MINHA VIDA
Primeiros socorros são fundamentais para salvar vidas, quando feito por pessoas capacitadas, é claro. E se fosse possível localizar pessoas treinadas em primeiros socorros que estivessem mais próximas do que a ambulância chamada? Dois novos estudos mostram que isso poderia salvar ainda mais vidas.

Para testar essa possibilidade, um grupo de médicos do Instituto Karolinska, na Suécia, desenvolveram um aplicativo em que colocaram dados com mais de 9 mil voluntários treinadas em massagem cardiopulmonar. Quando alguém chamava uma ambulância para casos de infarto fora de um hospital, o sistema acionava os voluntários que estivessem há 500 metros do local para que eles socorrerem.

Nos 306 casos em que o sistema foi ativado, 62% dos pacientes receberam massagem cardiovascular antes da chegada da equipe médica, enquanto nos casos monitorados em que o aplicativo não foi usado, apenas 46% conseguiram atendimento antes da ambulância.

Outro estudo feito pelo menos Instituto, e com quatro pesquisadores em comum com a outra pesquisa, mostrou que a taxa de sobrevivência em 30 dias após um infarto é maior em pacientes que recebem primeiros socorros mais rapidamente. Pacientes que não recebem massagem cardiopulmonar tem 4% de chance de sobreviver em 30 dias após o problema, enquanto pacientes que recebem essa atenção tem 10,5% de chances. Quando o socorro chega em menos de 3 minutos, então, esse percentual sobe para 21,6%.

A junção de ambas as pesquisas, publicadas no jornal científico The New England Journal of Medicine, mostra a importância de ter um atendimento rápido nesses casos e que isso pode ser possível quando há medidas que aproximem os socorristas das pessoas que estão sofrendo uma parada.

Hoje, o sistema desenvolvido pelo Instituto Karolinska conta com 14 mil voluntários treinados em massagem cardiopulmonar. A ideia é que ele agora seja desenvolvido para que outros centros de chamadas de emergência no mundo todo possam ter esse banco de dados e usá-lo para ajudar pessoas próximas.

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