sexta-feira, 19 de junho de 2015

A humanidade quer saber: ter medo de usar privada pública é justificável?

A humanidade quer saber: ter medo de usar privada pública é justificável?

  

 
Um dos grandes medos das pessoas — principalmente mulheres — é a possibilidade de transmissão de doenças por meio do assento de vasos sanitários. Na década de 1990, pesquisa mostrou que 85% das mulheres urinavam agachadas, 12% forravam o assento e apenas 2% encostavam realmente no assento em vasos públicos. Mas esse medo é justificado?

Em partes, sim. A realidade é que existem sim muitas doenças que podem ser contraídas nesse tipo de ambiente. Por outro lado, foram criadas muitas lendas em torno dessas possíveis transmissões. Como, por exemplo, o temor de doenças sexualmente transmissíveis. Não há no mundo evidências médicas de que pessoas tenham contraído doenças venéreas em assentos de vasos.

O fato desse mito ter se espalhado é bastante simples: mentiras contadas. Os parceiros geralmente têm vergonha ou medo de contar como contraíram a doença venérea em questão e, por isso, acabam dizendo que a transmissão deve ter acontecido em vasos sanitários. A superfície fria e dura, porém, impede que isso ocorra com tamanha facilidade. Isso porque a transmissão ocorre quando há quantidade suficiente do micro-organismo em contato com a vagina ou ânus.

A questão, porém, é que se não transmite doenças venéreas, as tampas de vasos podem sim ser um perigo. Isso porque superfícies duras e frias como elas podem abrigar por dias vírus e bactérias. Alguns micróbios aparecem em fezes e vômito, o que pode aumentar o risco de transmissão nesses locais. Em casos extremos, até ebola pode ser transmitido por meio de assentos de vasos sanitários.

Ainda assim, o medo não é tão justificado. Isso por um motivo bem simples: a espessura da pele nas nádegas e nas pernas. Ela é mais grossa e, por ficar menos exposta ao sol, apresenta menos rachaduras. Os micróbios em questão precisariam dessas rachaduras — ou qualquer tipo de machucado — para que houvesse a contaminação. O risco, nesse caso, é mês o de outros lugares como academias e até mesmo computadores públicos. Ou seja, o medo do vaso não é tão justificado quanto se pensa.

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