segunda-feira, 25 de maio de 2015

Prática alia corpo e mente para promover longevidade em Divinópolis, MG.

Prática alia corpo e mente para promover longevidade em Divinópolis

Unibiótica completou seis anos no Bairro Quintino.
'Minha saúde se divide em antes e depois desse método', diz aposentado.

 
Anna Lúcia Silva 
Do G1 

Unibótica reúne diariamente moradores do Bairro Quintino (Foto: G1/G1) 
Unibótica reúne diariamente moradores do Bairro Quintino (Foto: G1/G1)
 
Há pelo menos 20 anos moradores de Divinópolis e região Centro-Oeste foram apresentados a uma técnica que promove a longevidade. Segundo a fundadora na cidade, a técnica promove a cura sem grandes recursos e gastos. O método se baseia em exercícios físicos, alongamentos, ginasticas, automassagens, mas nada tão simples quanto parece, todas as atividades envolvem corpo e mente. Na cidade já se formaram 28 grupos em diferentes locais.
No Bairro Quintino, o método completou seis anos. As atividades funcionam em espaço cedido pela Igreja São Thiago Menor e, conta com a participação assídua de cerca de 30 pessoas com idades variadas. Desde que conheceu o método, o médico Flavio Antônio Marcelino Alves, defende que a prática estimula o autocuidado, o que vai além da medicina convencional.
“As pessoas que participam desses grupos mudam os hábitos no que diz respeito aos cuidados próprios. E esse é um dos fundamentos da unibiótica, despertar nas pessoas o controle em todos os aspectos da saúde. Além de estimular ainda, o convívio, a amizade, a socialização, a inclusão”, comentou.

Método alia corpo e mente segundo fundadora em Divinópolis (Foto: G1/G1) 
Método alia corpo e mente segundo fundadora em Divinópolis (Foto: G1/G1)

A unibiótica foi criada pelo médico coreano, radicado no Brasil, Jong Suk Yum, que apresentou à medicina a ciência que promove a cura sem grandes recursos e gastos. Para Yum, através das técnicas  promovidas pela unibiótica, o homem pode viver sem doenças e alcançar longas idades. A teoria de fato está correta segundo os adeptos das técnicas.
“Não consigo nem descrever os benefícios da unibiótica na minha vida. Sem nenhum exagero, até minhas vistas estão melhores. Antes não conseguia nem ler os folhetos na missa e hoje consigo. É engraçado isso, mas é verdade. Além dos exercícios convencionais, também fazemos exercícios com os olhos, de um lado para. Dá resultado mesmo”, declarou o aposentado de 74 anos, João Américo Balduíno.

Alongamentos fazem parte das atividades da unibiótica (Foto: G1/G1)Alongamentos fazem parte das atividades da
unibiótica (Foto: G1/G1)

O aposentado conta ainda que participa do grupo no Bairro Quintino desde o início, há seis anos. “Desde que começou eu faço parte do grupo. Posso dizer que a minha saúde antes da unibiótica era uma e após, é outra. Para se ter uma ideia eu tomava três remédios diariamente para pressão e depois de dois anos em média fazendo as atividades eu passei a tomar um remédio só, por orientação do médico. Mas minha pressão está normal”, disse.
Prolongar o tempo de vida é uma das metas do método de Yum. Foi exatamente o que impulsionou os estudos das técnicas, quando ele recebeu ainda na adolescência a sentença médica de que não viveria além dos vinte anos. Sendo assim, ele passou a estudar com o objetivo de saber como passar os anos de vida que ainda restavam e o que fazer para prolongar este tempo. Nesse sentido Yum passou a estudar discriminadamente tudo o que encontrava sobre saúde, na tentativa de manter-se vivo. Testou pessoalmente 360 métodos sobre saúde até que aos 23 anos se tornou um jovem normal.

Fundadora da unibiótica em Divinópolis (Foto: Anna Lúcia Silva/G1)Fundadora da unibiótica em Divinópolis
(Foto: Anna Lúcia Silva/G1)

Após retomar a saúde, a síntese dos métodos foi organizada a fim de que qualquer pessoa, em qualquer circunstância ou doença, pudessem praticá-las. Assim surgiu a unibiótica. E em Divinópolis, a técnica foi apresentada pela jornalista Zozimam Guimarães. Hoje, aposentada e com 74 anos, a fundadora conta que tudo teve início após a leitura do livro de Yum, onde ele conta detalhes da origem e benefícios obtidos pela unibiótica.
"Conheci o método quando estava recém aposentada e viúva. Li o livro e quando dei por mim já havia iniciando a prática na cidade e sem nem perceber a unibiótica foi tomando forma e crescendo. São métodos que trabalham corpo e mente em conjunto, não há nada mais maravilhoso que isso", destacou.
Com o avanço das aplicações dos métodos de Yum nos pacientes, avançaram também as críticas sobre a prática e a negação esteve presente na trajetória da unibiótica durante muito tempo. O que por sinal mudou e não é o que se escuta dos participantes. "No meu bairro não tem unibiótica e por isso ando uma longa distância só pra poder participar. Não consigo todos os dias, mas me esforço, pois só consigo ver coisas boas na minha vida depois que iniciei. A disposição é o principal, tenho tanta que saio de casa a pé, até o local dos exercícios", contou a dona de casa Maria Lúcia de Oliveira, que sai do Bairro Casa Nova até o Quntino, para fazer unibiótica.

"Unibiótica melhorantudo, melhorando todos (Foto: G1/G1)Unibiótica melhorando tudo, melhorando todos
(Foto: G1/G1)
 
Disposição também foi um dos benefícios citados por Geralda Nunes de Jesus, de 69 anos. "Tenho mais disposição que meus nove filhos juntos", brincou. Além dela, a neta de 9 anos também faz parte do grupo. Desde que a menina tinha dois anos ela pratica os exercícios. "E o mais interessante é que ela repete tudo em casa e passa para as colegas. Eu também repito as automassagens nas mãos, pois faço crochê, o que acaba me dando dores. Então eu paro um pouco e retomo com a agulha", disse.
A dona de casa Helúcia Carvalho Balduíno, que é casada com João Américo, também enumera benefícios da unibiótica, mas por um problema de saúde, teve que se afastar após seis meses fazendo parte do grupo. "Eu precisei sair pois tenho um problema sério na coluna e não consigo fazer todos os exercícios. Então preferi me afastar. Mas faço o que consigo. Foi bom o tempo que participei, melhorei a pressão, a disposição, sentia o corpo mais leve. Foi bom o tempo que pude participar", concluiu.

Unibiótica completou seis anos no Bairro Quintino em Divinópolis (Foto: Anna Lúcia Silva/G1) 
Unibiótica completou seis anos no Bairro Quintino em Divinópolis 
(Foto: Anna Lúcia Silva/G1)

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