quinta-feira, 28 de maio de 2015

Nº de fumantes cai, mas 1 em cada 10 brasileiros fuma, diz ministério.

Número de fumantes cai 30,7% em 9 anos no país, diz Ministério da Saúde

Estudo mostra que 10,8% da população fuma; em 2006, eram 15,6%.
Homens fumam mais e Porto Alegre tem maior percentual de fumantes.

 
Luciana Amaral  
Do G1 

O ministro da Saúde, Arthur Chioro (à esquerda), durante apresentação de dados sobre consumo de cigarro no Brasil (Foto: Luciana Amaral/G1) 
O ministro da Saúde, Arthur Chioro (à esquerda), durante apresentação de dados sobre consumo de cigarro no Brasil (Foto: Luciana Amaral/G1)

O número de fumantes caiu 30,7% no Brasil nos últimos nove anos, anunciou o Ministério da Saúde na manhã desta quinta-feira (28) em Brasília. Segundo dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico de 2014, serviço ligado à pasta, 10,8% da população no país é de fumantes. Em 2006, o índice chegava a 15,6%.
O governo tem como meta chegar a 9,1% de fumantes no país até 2020. Em 2013 e 2014, foram gastos R$ 41 milhões para a compra de medicamentos utilizados no tratamento contra o tabagismo.
De acordo com o estudo, o hábito de fumar é mais comum entre os homens (12,8%) do que entre as mulheres (9%). O levantamento mostra ainda que 21% dos brasileiros se declaram ex-fumantes.

A faixa etária que mais consome cigarros é de pessoas entre 45 e 54 anos (13,2%). A que menos faz uso deles é a que vai dos 18 aos 24 anos (7,8%). A experimentação entre adolescentes de 13 a 15 anos caiu de 24,2%, em 2009, para 19,6%, em 2012.
16,4% da população de Porto Alegre fuma, maior índice entre as capitais brasileiras, segundo o Ministério da Saúde
A capital com o maior percentual de fumantes é Porto Alegre, com 16,4%. Em seguida vêm São Paulo e Curitiba. A com menos fumantes é São Luís, com 5,5%.


Campanha

O ministério também divulgou nesta quinta uma nova campanha contra o tabagismo. Ela traz o vermelho como cor principal e alerta a população sobre os danos causados pelo cigarro e derivados do tabaco. Ela será veiculada na internet, no rádio e em meios impressos.

Para o ministério, algumas medidas que ajudaram para a redução no número de fumantes foram a política de preços mínimos, proibição da propaganda de cigarro, proibição do fumo em ambientes fechados de uso coletivo, o aumento da taxação de maços e o aumento das advertências em embalagens.
Hoje o Brasil é reconhecido internacionalmente. [A redução] é resultado de uma ação intersetorial"
Arthur Chioro, ministo da Saúde
"Hoje o Brasil é reconhecido internacionalmente. [A redução] é resultado de uma ação intersetorial", afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

No Brasil, o tabagismo é responsável por 200 mil mortes por ano, segundo o ministério. O tabaco também está relacionado a 90% dos casos de câncer de pulmão. Estima-se que 27.330 novos casos desse tipo de câncer devem surgir no país em 2015.
O cigarro ainda contribui para 25% das mortes por anginas e por infartos do miocárdio, 45% das mortes por infartos em pessoas com menos de 65 anos, 85% das mortes por bronquite crônica e enfisema pulmonar.


Contrabando

Apesar da diminuição no número de fumantes, o consumo de cigarro ilegal cresceu de 2,4%, em 2008, para 3,7%, em 2013. Para o governo federal, esse aumento se deve ao preço baixo praticado pelo mercado clandestino ao vender os produtos, principalmente do Paraguai, no Brasil.
O consumo de cigarros ilegais é mais comum em estados fronteiriços. Nessas regiões, ele cresceu 58% de 2008 para 2013
O uso de cigarros ilegais é mais comum em estados fronteiriços, como o Paraná e o Mato Grosso do Sul. Na região de fronteiras, ele cresceu 58% de 2008 para 2013. Ao todo, os produtos contrabandeados representaram 31% do consumo de cigarro no país em 2014, segundo o instituto de pesquisa Ibope Inteligência.
Chioro falou que o combate ao contrabando deve ser feito em conjunto com outros países do Mercosul e citou outras perdas causadas pelo crime. "Seja ele um cigarro legal ou ilegal, faz mal à saúde do mesmo jeito. Não há diferença. Nós ainda perdemos divisa, impostos e o impacto da política de preços."

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