quarta-feira, 20 de maio de 2015

Ambulantes ocupam calçadas e lojistas reclamam em Divinópolis, MG.

Ambulantes ocupam calçadas e lojistas reclamam em Divinópolis

Associação de Camelôs de Divinópolis reclama de fiscalização.
Ambulante denunciou aluguel de camelódromo; Prefeitura diz que fiscaliza.

 
Do G1 

Comércio ambulante em Divinópolis (Foto: TV Integração/Reprodução)Comércio ambulante em calçada no Centro de
Divinópolis (Foto: TV Integração/Reprodução)

A presença constante de vendedores ambulantes nas calçadas do Centro de Divinópolis tem irritado comerciantes que pagam aluguéis e outras taxas para montarem seus estabelecimentos comerciais na mesma região. Muitos dos que ocupam as calçadas e expõem seus produtos de forma indevida vêm de cidades como Belo Horizonte.
A Prefeitura informou que fiscaliza as irregularidades duas vezes por semana e que vai verificar a situação de contratos dos vendedores que atuam no camelódromo instalado na Rua São Paulo.
A lista de itens oferecidos pelos ambulantes inclui, por exemplo, bolsas, roupas, carregadores de bateria portáteis, brinquedos, doces e balões.
Um dos vendedores ambulantes é Erick Henrique, que se diz morador de Belo Horizonte, que aos sábados viaja para vender camisas e bermudas em Divinópolis. "Eu trabalhava fichado, mas fui mandado embora. Agora, o único jeito é recorrer a isso para não ter que entrar para o mundo crime. A situação está difícil para todo mundo", disse.
Assim como Erick, muitos outros ambulantes que atuam na cidade são da capital mineira. Alguns não admitem que o que fazem é irregular. "Errado é roubar. Aqui, estamos trabalhando. Só não temos uma loja ainda", ressaltou o ambulante Felipe Lourenço.

A grande quantidade de ambulantes nas ruas centrais deixa os comerciantes indignados e alguns afirmam que já estão tendo prejuízos com a falta de fiscalização. É o caso de Márcia Regina Chula Santiago.

"Como a gente tem um estabelecimento fixo, pagamos aluguel e temos despesas com funcionários e impostos também. Já os ambulantes chegam, colocam a banca, vendem e vão embora sem pagar imposto. Não pagam nada pra ninguém. Ultimamente, a situação piorou. A corda tá solta. Não tem fiscalização", reclamou Márcia.

José de Carvalho, tesoureiro da Associação de Camelôs de Divinópolis, que funciona em um camelódromo na Rua São Paulo, também reclama da falta de fiscalização. "Como nos tiraram da rua, não era pra ter ninguém vendendo nas calçadas. Mas, hoje em dia tem. Acontece que os fiscais não trabalham porque a Prefeitura não paga hora extra pra eles e eles não vão trabalhar de graça. E ficou solto desse jeito. Qualquer um vem. Hoje em dia vem gente até de Divinópolis para expor aqui nos sábados e domingos. Ficam na frente das lojas", critica.

 
Camelódromo em Divinópolis (Foto: TV Integração/Reprodução) 
Vendedor ambulante diz que alguns ocupantes do camelódromo alugam os espaços; Prefeitura fala em verificação de contratos (Foto: TV Integração/Reprodução)

José Martins, um vendedor ambulante que é de Divinópolis e trabalha nas ruas há seis anos, fez uma denúncia em relação ao camelódromo. "Enquanto eu estou na rua irregularmente, ao mesmo tempo tem gente que tem até oito boxes no camelódromo e estão alugando esses espaços por até R$ 1.000 por mês. Dá R$ 2.000l se o cidadão trabalhar. É um negócio que é em caráter de comodato e os espaços não deveriam ser alugados. Seria para as famílias trabalharem. Se eu tivesse um espaço lá, eu não estaria na rua, porque é feio ficar na rua, exposto. Além disso, vez ou outra aparece a fiscalização", disse.


Contraponto

Procurada pela reportagem do MGTV, a Prefeitura de Divinópolis não quis disponibilizar alguém para gravar entrevista. Disse apenas, por meio de nota, que fiscaliza o comércio de rua duas vezes por semana e que começou a analisar os contratos dos ambulantes que atuam no camelódromo.

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