terça-feira, 5 de maio de 2015

48% das mulheres se acham julgadas pelo que vestem no trabalho.

48% das mulheres se acham julgadas pelo que vestem no trabalho

Estudo do LinkedIn apontou que elas se preocupam mais com as roupas.
Brasileiros se importam com que colegas pensam sobre postagens na web.

 
Pâmela Kometani 
Do G1

pesquisa trabalho mulheres negociam mais que homens (Foto: Reprodução/EPTV)Mulheres se preocupam mais com as roupas no
trabalho do que os homens
(Foto: Reprodução/EPTV)

As mulheres brasileiras ainda ficam muito preocupadas com o que vestir a cada novo dia de trabalho, segundo o estudo New Norms @ Work, do LinkedIn, que mostrou que 48% das mulheres brasileiras acreditam que são mais julgadas pelo que vestem no trabalho do que os homens.
"Este dado está mais relacionado às possibilidades de vestimenta que as mulheres têm. Temos mais opções e, quanto mais opções, mais difícil fica acertar a mensagem que queremos passar", afirma Fernanda Brunsizian, gerente sênior de comunicação do LinkedIn para a América Latina.
Enquanto muitos ambientes de trabalho têm implementado códigos de vestimenta mais liberais e casuais, os profissionais ainda se vestem para impressionar. Em todos os mercados, um quarto de todos os entrevistados concorda que as mulheres são mais julgadas pelas suas roupas no trabalho. No Brasil, 11% investem o mesmo tempo se arrumando para o trabalho como para sair à noite.
"A vestimenta mostrou ter um peso importante para os brasileiros na comparação mundial, mas outra pergunta feita somente aos brasileiros indicou que nós julgamos as pessoas primeiro pela 'maneira de falar' e o item 'vestimenta' ficou em sexto lugar", aponta Fernanda.
O estudo também mostrou que 54,7% dos brasileiros afirmam se vestir mais formalmente quando sabem que terão reuniões importantes durante o dia. Os homens, porém, tendem a preferir um ambiente que dita o vestuário.
"Acredito que a roupa, entre outros elementos, faz parte da comunicação não-verbal e ajuda a formar a imagem de cada profissional. Cada roupa, estilo, cores, estampas passam uma mensagem e existe a preocupação de que a mensagem seja a correta", diz Fernanda.
Na internet

O Brasil está entre os três primeiros países (40,9%) que mais adicionam colegas de trabalho em redes sociais não-profissionais, mas é onde as pessoas mais se importam (28,8%) com o que os colegas irão pensar sobre o conteúdo que estão postando nessas redes.
Dos entrevistados brasileiros, 31,3% disseram que não contratariam alguém que não tivesse perfil no LinkedIn e 27,1% acreditam ser importante atualizar o perfil constantemente.
Com o avanço da era digital, a foto de perfil nas redes sociais aumenta a chance de causar uma boa impressão em um primeiro momento. Vendo do ponto de vista do recrutador, os profissionais no LinkedIn que trabalham nas áreas de recrutamento, moda, luxo e turismo tendem a mudar as suas fotos de perfil com mais frequência do que a média. No Brasil, mais de um quarto dos trabalhadores disse que é importante atualizar regularmente a sua imagem de perfil (27%).
"Costumo dizer que, assim como na foto do perfil, não existe certo ou errado; existe o que combina com você ou não. Se você é uma pessoa que odeia usar terno e gravata, não tem sentido fazer uma foto para o perfil do LinkedIn ou apresentar-se em uma entrevista de emprego assim. E se você é uma pessoa mais conservadora, também não adianta tentar montar uma roupa “descolada” porque ela naturalmente não vai combinar com você. Se existe um certo nessa situação, seria você se vestir pensando no seu próprio estilo", ressalta Fernanda.


No Brasil

A cada 10 usuários brasileiros, 7 disseram que, se fossem demitidos, iriam ser honestos sobre isso. A porcentagem de "honestidade" sobre a situação é maior no Pará (83,3%), Rondônia (83,3%) e Sergipe (81,8%).
No Brasil, a região Centro-Oeste (31,5%) é a que mais julga as pessoas pelo modo como elas falam (31,5%). Sergipe (18,2%) e Tocantins (33,3%) são os Estados onde mais se julga colegas pela religião. Em todo o país, 13,30% julgam os colegas de trabalho pelas amizades, mas a maioria (56,6%) diz não fazer julgamentos.


Marca profissional

Dos 19 países que participaram do estudo, a pesquisa concluiu que o valor atribuído à marca de um profissional é semelhante de país para país, com algumas diferenças entre os mercados. Globalmente, mais de um quarto dos profissionais relataram que se sentem motivados quando seus colegas falam do local de trabalho com sucesso.
Na Índia, um quarto dos profissionais que trabalha em período integral veste-se de maneira formal, com ternos, por exemplo. Na outra ponta está a Suécia, onde apenas 3% dos entrevistados adotam este dress code.
A Indonésia é o país com o maior número de usuários que pensa cuidadosamente em sua imagem de perfil profissional (51%). No Japão, apenas 4% importam-se com isso.
Os profissionais estão falando mais em todo o mundo. Quando questionados sobre a única coisa que faria agora diferente de quando começaram suas carreiras, mais da metade respondeu que iria desafiar seu chefe, emitir sua opinião e propor novas ideias.
"A marca profissional é formada por vários componentes dos mundos online e offline: a maneira de vestir, de falar, de tratar pessoas, de compartilhar ideias e opiniões, de defender causas", ressalta Fernanda.
Em abril deste ano, o LinkedIn fez uma parceria com a Censuswide para examinar mais de 15 mil profissionais em tempo integral em todo o mundo. Os entrevistados têm idades entre 18 e 66 anos e moram em 19 países. O objetivo do estudo é revelar os pilares inesperados na cultura de escritório e obter uma melhor compreensão de como os profissionais que trabalham em período integral se enxergam hoje e como estão reformulando sua marca profissional para o ambiente de trabalho moderno.

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