sábado, 7 de março de 2015

Mulheres demoram a procurar ajuda durante um ataque cardíaco.

Mulheres demoram a procurar ajuda durante um ataque cardíaco

Demora no atendimento faz com que o índice de mortalidade seja mais elevado em mulheres do que em homens

Brasileiras ignoram os cuidados com a saúde do coração
 
Ataque cardíaco: quanto mais rápido o atendimento, menor a mortalidade(iStock/VEJA)

Mulheres correm mais risco de morrer por um ataque cardíaco do que homens. Isso acontece porque, em comparação com o sexo masculino, elas demoram mais para sinalizar que precisam de ajuda e para serem levadas ao hospital onde serão atendidas. A revelação é de um estudo que será apresentado em um encontro do American College of Cardiology, em San Diego.
Pesquisadores analisaram os dados de quase 7 500 europeus que sofreram ataques cardíacos entre 2010 e 2014. Enquanto as mulheres esperaram 1 hora para sinalizar que precisavam de ajuda, os homens levaram 45 minutos. Além disso, 70% delas demoraram mais de 1 hora para chegar ao hospital onde seriam atendidas, ante 30% dos homens.
O dado é preocupante porque a rapidez no atendimento é crucial para pacientes com doenças cardiovasculares. No estudo, o índice de mortalidade no hospital foi quase duas vezes superior entre mulheres do que homens (12%, ante 6%). Elas também passaram por menos procedimentos para desobstruir as artérias (76 versus 80%), mais eficientes na primeira hora após um ataque cardíaco. Não houve diferença no índice de mortalidade entre pacientes de ambos os sexos que chegaram ao hospital uma hora depois do episódio e foram rapidamente atendidos.


Sintomas

Os pesquisadores afirmam que mulheres não têm, necessariamente, os sintomas "clássicos" de ataque cardíaco. Em vez da forte dor no peito, elas podem manifestar falta de ar, náusea, vômito e dor nas costas, no pescoço e na mandíbula. Esses sinais podem ser confundidos com indigestão tanto pelas pacientes quanto pelos profissionais de saúde que as atendem.

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