sábado, 28 de março de 2015

Explosão mata um e deixa dois feridos em Santo Antônio do Monte, MG.

Explosão mata um e deixa dois feridos em Santo Antônio do Monte

Acidente ocorreu em uma fábrica de fogos do município.
Feridos foram levados para Hospital João XXIII, em BH.

 
Anna Lúcia Silva e Ricardo Welbert 
Do G1 

Explosão Fabrica fogos de artificio Santo Antonio do Monte (Foto: G1/G1)Em julho de 2014 trabalhadoras morreram após
explosão em fábrica fogos de artifício da cidade
(Foto: G1/G1)

Um trabalhador de 38 anos morreu e outros dois, de 25 e 45, ficaram gravemente feridos após explosão em uma fábrica de fogos artifício em Santo Antônio do Monte, na manhã desta sexta-feira (27).

Segundo as primeiras informações da Polícia Militar (PM), os dois sobreviventes foram levados para o Pronto Socorro da cidade e há uma hora foram transferidos em um helicóptero para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o homem que morreu manuseava pólvora branca. Os dois conduzidos às unidades de saúde tiveram, respectivamente, 70% e 80% dos corpos queimados.

De acordo com o Hospital João XXIII, o estado de saúde dos dois pacientes é "bastante grave". Eles foram encaminhados ao bloco cirúrgico e respiram por aparelhos. Até as 18h10, o hospital ainda não havia confirmado os nomes dos pacientes, porque eles deram entrada sem documentos de identificação.


O desastre

A explosão ocorreu em um galpão onde estava os três trabalhadores, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores das Fábricas de Fogos de Artifício (Sindfogos). Por telefone, o responsável pela entidade disse ao G1 que sente muito pela fatalidade, mas que não pode se manifestar mais sobre o assunto.

Funcionária de fábrica durante reportagem sobre o
setor alertou sobre cuidado no manuseado
(Foto: Anna Lúcia Silva/G1)
Funcionária diz que tudo tem que ser manuseado com cuidado (Foto: Anna Lúcia Silva/G1)Mortes e medo

No ano passado pelo menos dez pessoas pediram demissão por medo de trabalhar no setor pirotécnico. A área emprega cerca de 15 mil pessoas no município, mas segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores das Fábricas de Fogos de Artifício (Sindfogos), as demissões ocorreram por insegurança depois da morte de quatro trabalhadoras no mês de julho de 2014, no Bairro Bela Vista.
Os funcionários alegam que não querem correr risco de morrer. Um exemplo é Tereza Maria da Conceição, de 36 anos. Ela perdeu a irmã na explosão em 2014. “Não quero isso para mim mais, saí de Alagoas para trabalhar e não para morrer como aconteceu com minha irmã. Depois disso eu quero procurar alguma outra coisa e, se não encontrar, volto para minha terra”, disse na época.

Desde 1999 o setor já contabilizou mais de 70 acidentes, alguns graves, incluindo queimaduras, perda de audição e visão, perda de membros, doenças causadas por inalação de fumaça entre outros. "É por medo que eu não quero mais voltar a trabalhar em fábrica", afirmou uma funcionária que pediu demissão e não quis se identificar.

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