terça-feira, 31 de março de 2015

Procurador turco feito refém em tribunal morre.

Procurador feito refém em tribunal da Turquia morre no hospital

Procurador foi feito refém por homens armados, mortos em ação policial.
Vítima investigava morte de adolescente na revolta antigoverno de 2013.

 
Do G1

Criminoso armado posa com o promotor Mehmet Selim Kiraz, feito refém em Istambul nesta terça-feira (31) (Foto: Halkin Sesi TV/Reuters) 
Criminoso armado posa com o promotor Mehmet Selim Kiraz, feito refém em Istambul nesta terça-feira (31) (Foto: Halkin Sesi TV/Reuters)
 
O ministro turco das Relações Exteriores disse nesta terça-feira (31) no Twitter que o procurador ferido em troca de tiros em tribunal de Istambul morreu no hospital, informa a agência Reuters. O procurador foi feito refém nesta terça por homens armados, que também morreram em ação policial.
"Fomos pacientes durante seis horas e fizemos tudo o possível, mas escutamos disparos dentro da sala em que estavam os terroristas e a polícia lançou a operação", disse o chefe da polícia, Selami Altinok.
"O promotor morreu quando chegou no hospital. Tentamos fazer o nosso melhor, mas falhamos em salvar a sua vida", disse um funcionário do hospital Florence Nightingale para a afiliada da CNN.
 

Investigação

Segundo o jornal "Hürriyet", o refém era o promotor Mehmet Selim Kiraz, que investigava a morte de um adolescente pelo impacto de uma bomba de gás lacrimogêneo durante as manifestações antigoverno do parque Gezi em 2013.
Ele foi tomado como refém por indivíduos de um grupo armado de extrema esquerda que invadiu o Palácio de Justiça Caglayan, em Istambul.
A rede de TV norte-americana CNN mostrou imagens de carros de polícia cercando o edifício. Fontes da promotoria afirmaram mais cedo ao "Hürriyet" que eram feitas negociações entre o grupo de sequestradores e a polícia "através de um mediador que eles escolheram".

Janela com buracos de bala é vista de longe após a entrada de policiais no Palácio da Justiça em Istambul (Foto: Osman Orsal/Reuters) 
Janela com buracos de bala é vista de longe após a entrada de policiais no Palácio da Justiça em Istambul (Foto: Osman Orsal/Reuters)
 
 
Segundo a Reuters, um site ligado ao grupo que fez o promotor refém disse no Twitter, logo depois das explosões, que o promotor e três de seus integrantes ficaram feridos.
Uma imagem com um homem armado apontando para a cabeça do promotor foi divulgada nas redes sociais. Atrás dos dois há uma bandeira do Partido-Frente de Libertação Popular Grupo Marxista Revolucionário (DHKP-C).
Istambul se encontra paralisada devido a um grande blecaute de energia de causas desconhecidas em todo o país, o que aumenta a confusão em torno do que está ocorrendo.
Reivindicações
Um comunicado divulgado em um site ligado ao grupo armado diz que os sequestradores exigiam que as autoridades cumprissem com várias reivindicações, de acordo com a EFE.

Policiais fazem barreira em frente ao Palácio da Justiça, em Istambul (Foto: Osman Orsal/Reuters) 
Policiais fazem barreira em frente ao Palácio da Justiça, em Istambul 
(Foto: Osman Orsal/Reuters)
 
 
Entre elas, pediam uma confissão ao vivo dos policiais suspeitos de matar um menor durante as manifestações de 2013. Além disso, exigiam que as autoridades assegurassem uma saída segura dos sequestradores do Palácio da Justiça.
Berkan Elvan, de 14 anos, foi atingido por uma bomba de gás lacrimogêneo e ficou nove meses em coma no hospital antes de morrer.
O menino foi atingido na cabeça em junho de 2013 quando ia comprar pão e morreu em março de 2014, o que gerou uma onda de indignação na Turquia.
O promotor Kiraz assumiu a investigação do polêmico caso há seis meses.

Área ao redor do Palácio da Justiça foi isolada após a entrada do grupo de extrema esquerda em Istambul (Foto: AFP) 
Área ao redor do Palácio da Justiça foi isolada após a entrada do grupo de extrema esquerda 
(Foto: AFP)

Suspeito de agredir companheira com marreta é preso em Divinópolis, MG.

Suspeito de agredir companheira com marreta é preso em Divinópolis

Homem será conduzido para o Presídio Floramar.
Detenção é temporária; prisão preventiva pode ser solicitada.

 
Do G1

Suspeito fo apresentado pela Polícia Civil em Divinópolis (Foto: Reprodução/TV Integração)Suspeito foi apresentado pela Polícia Civil em
Divinópolis (Foto: Reprodução/TV Integração)

Um homem de 41 anos foi preso na tarde desta terça-feira (31) no Bairro São Simão, em Divinópolis. Ele é suspeito de agredir a companheira, também de 41 anos, no dia 14 deste mês. A possível arma do crime, uma marreta, foi encontrada na casa dele.
De acordo com a delegada da Polícia Civil, Maria Gorete Rios, há cerca de uma semana aconteciam as buscas ao suspeito. Ele foi preso temporariamente por 30 dias e a prisão pode ser prorrogada por mais 30. Conforme as investigações, pode ser solicitada também a prisão preventiva", explicou.
Na casa do homem, foi encontrada uma marreta. Segundo a delegada, há suspeitas de que ele teria usado a ferramenta para machucar a vítima. “Ele atentou conta a vida dela utilizando dessa marreta, a sufocou com um travesseiro e também queimou o corpo dela com uma colher quente”, acrescentou.
O suspeito será conduzido para o Presídio Floramar e pode ter decretada a prisão preventiva.

marreta encontrada em Divinópolis (Foto: Reprodução/TV Integração) 
Marreta encontrada na casa do suspeito pode ser arma do crime 
(Foto: Reprodução/TV Integração)

Associação Mineira de Municípios tem novo presidente.

Presidente da Associação Mineira de Municípios é de Pará de Minas

Antônio Júlio (PMDB) foi eleito e quer aumentar a articulação da entidade.
Gilmar Machado (PT) perdeu a eleição, que teve votação de prefeitos.

 
Do G1

Antônio Júlio foi eleito novo presidente da AMM (Foto: Facebook/Reprodução)Antônio Júlio foi eleito novo presidente da AMM
(Foto: Facebook/Reprodução)

A Associação Mineira de Municípios (AMM) elegeu o novo presidente nesta terça-feira (31). Antônio Júlio (PMDB), prefeito de Pará de Minas, recebeu 207 votos.
Ele venceu o prefeito de Uberlândia, Gilmar Machado (PT), recebeu 180 votos. Ao todo, 382 prefeitos estiveram em Belo Horizonte para a votação.
Antônio Júlio é formado em direito e está na política há 30 anos. Antes de ser eleito, ele disse que quer aumentar a articulação da entidade junto à Assembleia Legislativa de Minas e ao Congresso Nacional.

Reajuste dos preços de remédios poderá ser de até 7,7%, diz governo.

Reajuste dos preços de remédios poderá ser de até 7,7%, diz governo

Autorização foi publicada no 'Diário Oficial da União' desta terça-feira.
Empresas já estão liberadas para aplicar o aumento.

 
Do G1

Ana Paula guarda medicamentos para emergências em Ribeirão Bonito (Foto: Rodrigo Sargaço/EPTV)Reajuste máximo autorizado é de 7,7%
(Foto: Rodrigo Sargaço/EPTV)

Os remédios poderão ficar mais caros a partir desta terça-feira (31) em todo o país. A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamento (CMED) fixou em até 7,7% o ajuste máximo permitido este ano aos fabricantes na definição do preço dos medicamentos.

A decisão foi publicada no "Diário Oficial da União" desta terça-feira.


De acordo com o Ministério da Saúde, o reajuste médio deste ano foi de 6%. O secretario-executivo da CMED, Leandro Safatle, esclareceu, por meio de nota, que a resolução define o limite de aumento autorizado. Não quer dizer que, na prática, o consumidor sentirá esse acréscimo, devido à concorrência entre empresas e descontos oferecidos.
A regulação é válida para um universo 9.120 medicamentos e os ajustes são autorizados em três níveis, conforme o perfil de concorrência dos produtos.
O nível 1, que tem o maior percentual de reajuste, inclui remédios como omeprazol (gastrite e úlcera); amoxicilina (antibiótico para infecções urinárias e respiratórias). No nível 2, cujo percentual é de 6,35%, estão, por exemplo, lidocaína (anestésico local) e nistatina (antifúngico). No nível 3, que tem o menor índice de aumento, 5%, ficarão mais caros medicamentos como ritalina (tratamento do déficit de atenção e hiperatividade) e stelara (psoríase).
Neste ano, a maior parte (50,18%) dos produtos teve o menor percentual de ajuste, de 5%.
A autorização para reajuste leva em consideração três faixas de medicamento, com mais ou menos participação no mercado farmacêutico. O reajuste segue a lógica de que nas categorias com mais ou menos remédios a concorrência é maior e, portanto, o reajuste autorizado pode ser maior.
O ajuste de preços considera a inflação acumulada em 12 meses até fevereiro, calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e que ficou em 7,7%. Em 2014, o reajuste máximo autorizado foi de 5,68%.

Vacina é a solução para a dengue... em 2017.

Vacina é a solução para a dengue... em 2017

A vacina brasileira desenvolvida pelo Instituto Butantã apresenta eficácia de até 90% contra a doença. No entanto, a pesquisa que permite a confirmação desse resultado só será concluída no fim de 2016

Por: Rita Loiola
Larvas do mosquito da dengue encontrados em uma casa na cidade de Frederico Westphalen (RS) - (03/04/2013)
 
Larvas do mosquito da dengue encontrados em uma casa na cidade de Frederico Westphalen (RS) - (03/04/2013)(Jardel da Costa/Futura Press/VEJA)

O aumento no número de casos de dengue em São Paulo provocou uma corrida por uma vacina que proteja contra a doença. O governador do Estado, Geraldo Alckmin, afirmou que pedirá à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) uma autorização especial para antecipar a produção do imunizante que está sendo desenvolvido pelo Instituto Butantan, ainda em fase de testes. Pelos critérios médicos e científicos, no entanto, o pedido não resolverá o problema neste ano. A vacina do Butantan só ficará pronta no fim de 2016, com as doses disponíveis para a população no início de 2017.
"As vacinas contra a dengue são, sem dúvida, promissoras, mas apenas uma esperança para o combate", afirma a infectologista Rosana Ritchmann, membro do Comitê Permanente em Imunização da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo (CPAI). "Elas se mostraram seguras e oferecem imunização. Porém, como são novas, ainda há questões que precisam ser resolvidas e elas só ofereceriam a proteção necessária em 2017."

Atualmente não há nenhuma vacina disponível para proteger contra a dengue, mas existem algumas sendo desenvolvidas por laboratórios farmacêuticos ou institutos de pesquisa. As mais avançadas são as do Sanofi Pasteur, que está em desenvolvimento há cerca de 20 anos, e a do Instituto Butantan em parceria com o National Institutes of Health (NIH, na sigla em inglês). Outras vacinas estão sendo feitas pelo GlaxoSmithKline, em parceria com a Fiocruz, pela Takeda Pharma e pela americana Merck.
Entre todas, a do Instituto Butantan é a que apresenta os melhores resultados. As primeiras conclusões dos ensaios de fase II, que analisam, principalmente, a segurança e a capacidade de a vacina produzir anticorpos, mostraram que ela tem uma capacidade de proteção de 85% a 90% contra os quatro sorotipos da doença. Com uma única dose, ela foi capaz de proteger 97% dos casos de dengue do sorotipo 1, 80% do sorotipo 2, 97% do sorotipo 3 e 100% do sorotipo 4. Os estudos foram feitos com 300 brasileiros e 600 americanos, de acordo com o Instituto Butantan.
Antes de chegar à população, entretanto, o imunizante precisa ainda passar pela fase III, que deve ser feita com 10 000 a 20 000 pessoas para avaliar a segurança e comprovar a eficácia das doses. O pedido que será enviado pelo Butantan à Anvisa até o fim desta semana vai solicitar o início desta fase. O propósito é vacinar 10 000 voluntários até o fim do ano.
"Estamos finalizando a fase II e, com esses resultados, já podemos iniciar a III. Não vamos pular nenhuma das etapas do estudo científico, mas queremos apressar a autorização para conseguirmos começar a próxima fase rapidamente", explica o infectologista Esper Georges Kallás, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e um dos principais pesquisadores da vacina. "De todo modo, se conseguirmos fazer isso ainda este ano, os resultados só começarão a aparecer da metade para o fim do próximo ano."


Proteção 

O imunizante da Sanofi Pasteur, que já tem concluída a fase de estudos e, de acordo com a empresa deve ser lançado entre o fim deste ano e o início de 2016, protege contra a doença em 60,8% dos casos. A última fase da pesquisa, que contou com a participação de cerca de 30 000 jovens até 16 anos, incluindo 3 500 brasileiros, apresentou eficácia diferente contra os quatro sorotipos da doença. Ela evitou mais de 70% dos casos de dengue tipo 3 e 4, e menos de 50% das infecções por dengue tipo 1 e 2. No Estado de São Paulo, a atual epidemia é causada em sua maior parte pelo sorotipo 1. Os 2 e 3 são os mais relacionados a casos graves de hospitalizações e mortes.
A vacina ainda é capaz de reduzir em até 80% o risco de hospitalização causada por complicações da dengue e diminuiu em 95% os casos graves da doença. Para oferecer a proteção completa, são necessárias três doses, com intervalo de seis meses entre elas. Além da baixa proteção contra algumas cepas e a falta de estudos de longo prazo, esse é um dos pontos que recebe a crítica dos especialistas, pois a adesão a vacinas que precisam ser tomadas em intervalos longos costuma ser baixa e, assim, sua eficácia é reduzida. Para que ela seja utilizada no Brasil, um dossiê com seus resultados precisa ser submetido à Anvisa, que avaliará a eficácia e decidirá se ela poderá ser usada no país.
"A solução definitiva seria ter uma vacina que ofereça alta proteção contra os quatro sorotipos da doença com uma única ou poucas doses. Esse é o sonho dourado de todos que estudam o combate à dengue", afirma Kallás.


Dengue em SP

Dados divulgados na semana passada pela Secretaria Estadual da Saúde mostram que São Paulo teve neste ano 80 283 casos de dengue, 73,8% a mais do que nos três primeiros meses de 2014. Pelo menos 67 pessoas já morreram desde janeiro por complicações da doença. No interior do Estado, um terço das 645 cidades paulistas registrou em apenas dois meses de 2015 mais casos de dengue que em todo o ano passado, de acordo com um levantamento do jornal O Estado de S. Paulo. Na capital, de janeiro a 14 de março, foram notificados 15 789 casos da doença, ante 4 326 no mesmo período de 2014.

Cientistas dão fim às lágrimas causadas pela cebola.

Cientistas dão fim às lágrimas causadas pela cebola

Japoneses criam uma cebola com uma de suas enzimas modificada, impedindo a formação dos gases que irritam os olhos e causam o choro dos cozinheiros

Cebola roxa picada: moléculas de enxofre voam diretamente para os olhos.
 
Em 2012, a mesma equipe de cientistas japoneses desvendou o mecanismo que faz as cebolas provocarem lágrimas(Tony Cenicola/The New York Times/VEJA)

Já é possível cortar uma cebola sem sentir os olhos ardendo e acabar chorando. Pesquisadores da empresa japonesa House Food Group conseguiram fabricar uma "cebola sem lágrimas". Modificada quimicamente, ela não provoca efeito algum em nossos olhos.
Quando cortamos uma cebola, os olhos ardem e lagrimejam porque componentes dela reagem e formam gases, especialmente o propanetial-S-óxido. Em contato com a umidade dos olhos, a substância forma uma solução (muito diluída) de ácido, que produz a sensação de queimação. O organismo reage, produzindo mais água para limpar esse ácido - aumentando a choradeira.


Enzima fraca

A cebola modificada feita pelos japoneses não causa essa ardência porque uma das enzimas que produz a substância propanetial-S-óxido está enfraquecida. Em 2013, a mesma equipe venceu o prêmio Ig Nobel de química (uma paródia do Prêmio Nobel) por ter desvendado o mecanismo que faz a cebola provocar lágrimas. Neste estudo, publicado em 2012 na prestigiada revista Nature, os pesquisadores já afirmavam que seria possível modificar cebolas e criar uma versão que não causasse lágrimas.
Nesta segunda-feira, a empresa anunciou que conseguiu realizar esse projeto, mas a cebola sem choro ainda não tem previsão de ser comercializada. Enquanto isso não acontece, o melhor método para não chorar ao cortar a cebola ainda é colocá-la no congelador antes de cortá-la, pois isso diminui a velocidade com que os gases se formam.
(Da redação)

CCJ da Câmara aprova proposta que reduz maioridade penal.

CCJ da Câmara aprova proposta que reduz maioridade penal

Comissão de Constituição e Justiça decidiu que PEC poderá tramitar.
Texto ainda terá de passar por comissão especial e plenário da Câmara.

 
Renan Ramalho  
Do G1

Manifestantes contrários à redução da maioridade penal protestam na sessão da CCJ (Foto: Renan Ramalho/G1) 
Manifestantes contrários à redução da maioridade penal protestam na sessão da CCJ 
(Foto: Renan Ramalho/G1)
 
 
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou nesta terça-feira (31) a admissibilidade da proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal no Brasil de 18 para 16 anos. Trata-se do primeiro passo para o andamento da proposta na Casa, no qual os deputados avaliam que o texto está de acordo com a própria Constituição.
O placar da votação na CCJ foi de 42 deputados favoráveis à PEC e 17 contrários.
O texto permite que jovens com idade acima de 16 anos que cometerem crimes possam ser condenados a cumprir pena numa prisão comum. Hoje, qualquer menor de 18 anos que comete algum crime é submetido, no máximo, a internação em estabelecimento educacional.

A sessão da CCJ teve também a participação de manifestantes favoráveis à PEC (Foto: Renan Ramalho/G1) 
A sessão da CCJ teve também a participação de manifestantes favoráveis à PEC 
(Foto: Renan Ramalho/G1)


Para avançar, a proposta agora precisa passar pela análise de uma comissão especial de deputados, que analisam o mérito (conteúdo) da PEC. Essa fase deve durar 40 sessões, o que leva aproximadamente dois meses.

No fim da tarde desta terça, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciou em plenário a criação do colegiado. A instalação da comissão, com a designação de membros e escolha de presidente e relator, deverá ocorrer no próximo dia 8.
Se aprovada na comissão, a proposta vai ao plenário, onde são exigidos 308 votos, do total de 513 deputados, para aprovação, em duas votações. Depois, a proposta precisa passar pela CCJ do Senado e mais duas votações no plenário, onde são exigidos 49 votos entre os 81 senadores.
A PEC foi apresentada em agosto de 1993 e ficou mais de 21 anos parada. Neste ano, a CCJ da Câmara retomou as discussões, encerradas nesta terça após várias tentativas de adiamento por parlamentares contrários, em minoria na comissão.
Nesta terça, deputados do PT, PC do B e PSOL, os maiores críticos, tentaram mais uma vez impedir a votação, por meio de manobras para alterar a ordem dos trabalhos da CCJ. Como estavam em minoria, no entanto, foram derrotados nas votações desses pedidos.
Na sessão também estavam presentes manifestantes contrários e a favor da PEC. Eles carregavam faixas e cartazes e gritavam palavras de ordem. Não houve tumulto.


Ação ao Supremo

Após a aprovação da admissibilidade, parlamentares do PT, contrário à proposta, disseram que vão preparar uma ação a ser apresentada ao Supremo Tribunal Federal para impedir o andamento da proposta no Congresso.
Com base em decisões anteriores da Corte, eles citam trecho da Constituição que impede que seja “objeto de deliberação” proposta tendente a abolir direitos e garantias individuais. “Ainda temos tempo de fazer um mandado de segurança e o faremos. E temos apoio de importantes juristas, como Dalmo de Abreu Dallari, Alexandre de Moraes e José Afonso da Silva”, disse Alessandro Molon.
 

Discussão

A liderança do governo se manifestou contra a PEC, mas boa parte dos deputados de partidos formalmente aliados ao Planalto votaram a favor. Os líderes do PRB, PSD e PR, por exemplo, orientaram os deputados a votarem a favor da PEC. Na oposição, pediram votos pela admissibilidade da proposta líderes do PSDB, DEM e SD. PMDB, PDT e PROS liberaram a bancada. Votaram contra PT, PC do B, PSOL, PPS e PSB.
O sistema penitenciário brasileiro é uma escola do crime. 70% dos que passam pelo sistema prisional voltam a cometer crimes. Quando falamos do sistema infracional, a reincidência é de 20%"
Deputado Orlando Silva (PC do B-RJ)
Falando pelo governo, o deputado e ex-ministro do Esporte Orlando Silva (PC do B-RJ) tentou convencer os colegas a votar contra a redução da maioridade.
“70% dos países do mundo têm a maioridade penal a partir dos 18 anos. Uma modificação causará estranheza por parte dos países mais avançados, das democracias mais maduras, que aprenderam a respeitar os direitos humanos. O sistema penitenciário brasileiro é uma escola do crime. 70% dos que passam pelo sistema prisional voltam a cometer crimes. Quando falamos do sistema infracional, a reincidência é de 20%”, argumentou o ex-ministro.
Na tentativa de rejeitar a admissibilidade, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) também argumentou que levar um jovem para o sistema penitenciário poderá torná-lo mais violento. “Vamos seguir o exemplo do mundo, onde o conjunto de políticas sociais para infância, adolescência e juventude, tem sim reduzido o conflito com a lei desses jovens”, disse.
Na mesma linha, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) disse que é importante aperfeiçoar outras políticas de recuperação de jovens infratores. “Os problemas brasileiros têm que ser resolvidos num outro plano. Queremos discutir o Estatuto da Criança e do Adolescente, estamos inclusive reunindo assinaturas para adequações. Essa temática, ainda que possa prosperar na CCJ, não prosperará no plenário dessa Casa nem no Senado”, disse o petista.
O relator da proposta, Tadeu Alencar (PSB-PE), também contrário, argumentou que a idade de 18 anos prevista pela Constituição para a maioridade penal é uma cláusula pétrea, isto é, uma regra que não pode ser mudada pelo Congresso.
“A vítima tem, sim, o direito de ver o seu algoz punido. (...) O que é permitido pela Constituição é que haja modulação entre esses dois direitos individuais"
Deputado Evandro Gussi (PV-SP)
“Trata-se de uma garantia individual, que assegura ao adolescente ser considerado inimputável. Tal garantia decorre do princípio da dignidade humana e cuida de proteção da infância e da adolescência, um dos fundamentos do Estado Democrático de Direito”, afirmou Alencar.
Favorável à proposta, o deputado Evandro Gussi (PV-SP) argumentou que a maioridade penal deve ter uma “modulação” para se adequar ao direito da vítima de ver punido seu agressor. “A vítima tem, sim, o direito de ver o seu algoz punido. Há sim um direito fundamental à persecução penal por parte da vítima. O que é permitido pela Constituição é que haja modulação entre esses dois direitos individuais”, afirmou o deputado.
Também favorável à PEC, o deputado Marcos Rogério (PDT-RO) afirmou que a proposta busca reduzir a impunidade contra atos de violência. “Essa admissibilidade não vai prejudicar quem faz as coisas certas. Não estamos colocando jovens na cadeia. Vamos fazer com que aqueles que cometem crimes não tenham certeza da impunidade, só isso”.
Outro deputado favorável, Evandro Cherini (PDT-RS) disse que a mudança pode diminuir a certeza da impunidade. “É uma tentativa de que essa mudança possa, quem sabe, diminuir, através do medo do crime, a certeza da impunidade, que a sociedade toda tem. A sociedade comete crime porque tem certeza que vai ser impune. Quem é que tem a bolinha de cristal para dizer que vai ficar pior. Eu estou no time do Tiririca: ‘Pior que tá não fica’. É só cumprir a lei, fazer as coisas certas. Eu não quero colocar nenhum jovem na cadeia, acho que é horrível.”
Também a favor da redução, Felipe Maia (DEM-RN) disse que essa posição é “majoritária nas ruas”. Ele disse que a medida não exclui a necessidade de prover ensino em tempo integral, para prevenir a criminalidade entre jovens, e a reforma do sistema prisional, para efetivamente recuperar criminosos. “Isso que o Brasil e esta comissão deseja há 22 anos”, afirmou.

Namorado corta cabeça de grávida e posta foto no Facebook.

Namorado corta cabeça de grávida e posta foto no Facebook

'Traição dá nisso. Mentiras, odeio', escreveu ele sobre a decapitação.
Homem levou cabeça de adolescente a delegacia de SP, onde foi preso.

 
Kleber Tomaz  
Do G1 

Jovem que confessou decaptação admitiu crime em conversa no Messenger, segundo amiga. (Foto: Reprodução/Facebook) 
Jovem que confessou decapitação admitiu crime em conversa no Messenger, segundo amiga 
(Foto: Reprodução/Facebook)
 
 
O homem que decapitou a namorada grávida na última quinta-feira (26) postou a foto da cabeça dela no Facebook dois dias depois de cometer o crime na Zona Sul de São Paulo. A adolescente tinha 16 anos.
Em seguida, José Ramos dos Santos, de 23 anos, levou a cabeça de Shirley Souza até uma delegacia do Centro da capital paulista, onde se entregou. O G1 teve acesso à foto da cabeça, mas não publicou porque é uma imagem forte.
A vítima estava grávida de sete meses, mas o assassino desconfiava que o bebê não fosse dele, então resolveu matá-la. A criança, uma menina que iria se chamar Nayara, também morreu. Ele alegou que Shirley revelou que o traiu com um amigo do casal. Amigas da adolescente disseram ao G1 que ela já havia sido ameaçada de morte por José. Vizinhos falaram, no entanto, que a suposta traição era um boato.

O assassinato ocorreu na comunidade carente de Pedreira. O desempregado está preso desde a noite do último sábado (29), quando se entregou no 1º Distrito Policial (DP), na Sé, onde confessou o crime ao abrir a mochila e mostrar a cabeça de Shirley.

Mas antes de ir até a delegacia, José publicou naquele mesmo dia, na sua página pessoal no Facebook, a foto da cabeça de Shirley com a seguinte descrição: “Traição da nisso...mentiras...odeio”, escreveu horas depois de saber que vizinhos haviam encontrado o corpo da adolescente.





O G1 teve acesso à cópia da página com a foto antes que o assassino a apagasse. Nas imagens copiadas pelas amigas da vítima estão também fotomontagens com o rosto de Shirley ao lado do suposto amante dela, com a inscrição: “mim traiu na vespera de natal”.

A equipe de reportagem manteve o teor original do que José escreveu. Na sua rede social, ele aparece como Zél Past Troubled (algo como Zél Passado Atribulado, numa tradução livre do inglês para o português).
A foto que usa para se identificar não é a dele, mas a do personagem do filme americano "Jogos Mortais" ("Saw", no título original). Na história de terror e suspense, um serial killer usa uma máscara e tortura suas vítimas, sempre cortando uma parte do corpo delas.
O G1 também teve acesso a conversa pelo aplicativo de celular Messenger que amigas de Shirley tiveram com José, momentos antes dele se entregar no 1º DP. Num dos trechos das mensagens, uma amiga pergunta onde está a adolescente e o desempregado responde: "matei ela agora ela vai mim trai no inferno".
“Ela me traiu”, voltou a repetir José aos jornalistas que acompanharam a transferência dele do 1º DP para 8º DP, Brás, onde o caso foi registrado como homicídio qualificado. Depois, ele foi levado para o 77º DP, Santa Cecília, onde cumpre prisão temporária.
“Por um lado sim, por outro não”, respondeu quando foi questionado pela imprensa se estava arrependido de ter matado a namorada. O G1 não conseguiu localizar José ou algum advogado dele para comentar o assunto nesta segunda-feira (30).


Ciumento e possessivo

Shirley não gostava de Facebook e, mesmo que quisesse, era impedida por José de ter uma página na web. A afirmação é de uma das melhores amigas da vítima. “Ele é muito ciumento e doente”, disse a estudante ao G1.
Traição da nisso...mentiras...odeio"
José Ramos dos Santos, ao postar no Facebook foto da cabeça da namorada
Segundo ela, José agrediu Shirley durante as discussões do casal, após ele desconfiar que ela o traiu. “Ele acreditou em boatos que ela tinha um caso com um menino de onde a gente mora, mas é mentira. O bebê que ele matou dentro da minha amiga era dele com ela”, afirmou.
“Ele já havia batido nela e ameaçado matá-la, cortando a cabeça dela para mostrar para todos verem, mas nunca achei que faria isso”, lamentou a amiga de Shirley, que, assim como a vítima, tem 16 anos.

A jovem disse que, mesmo diante das ameaças, Shirley não quis registrar um boletim de ocorrência contra José. “O namorado dela falava que já havia matado um bando de gente antes”. Apesar dessa declaração, policiais do 98º DP, Jardim Miriam, que investigam o caso, disseram que o desempregado não tinha passagens criminais.

Amigas de Shirley falaram ao G1 que José é viciado em drogas a ponto de se tornar violento. Ele admitiu em depoimento à Polícia Civil que soube da suposta traição da namorada quando fazia uso de entorpecente. “Shirley, acreditando que José estava sob o efeito da droga, falava sobre relacionamentos que mantinha com outros homens”, relatou no boletim de ocorrência.


Shirley e suposto amante, em fotomontagem feita
por José no Facebook dele (Foto: Reprodução)
Shirley e suposto amante, em fotomontagem feita por José no Facebook dele (Foto: Reprodução/ Arquivo pessoal)Vizinhos

O crime surpreendeu vizinhos da viela próxima à Rua Manuel Rodrigues Mexelhão, onde moravam Shirley e José.
Segundo eles, os dois se conheceram porque a mãe da adolescente se casou com o pai do rapaz.
“Foram criados como irmãos desde pequeninhos, mas aí se apaixonaram e passaram a viver como casal”, disse o desempregado Valdir Galdino da Silva, de 56 anos, que não acredita que a garota tenha traído José. “Ela não seria capaz disso. Gostava muito dele, tanto que ficou grávida dele, né?”.

O crime

Segundo a investigação policial, José contou que matou Shirley na casa de seu irmão na noite de quinta-feira. Eles se encontraram, tiveram relações sexuais e discutiram por causa da possível traição.

José disse que a desconfiança aumentou após a mulher engravidar, pois ele disse ter visto na carteirinha de saúde dela que sua última menstruação foi em agosto, quando o casal estava separado. Após insistir, ela então teria confessado ter se relacionado com um amigo do casal às vésperas do Natal e do Ano Novo, segundo a versão do assassino.

Quando a adolescente se preparava para tomar banho, ele aplicou uma "gravata" até ela desmaiar. Ao perceber que a companheira estava morta, foi até a cozinha, pegou uma faca e decapitou a vítima.

Em seguida, enrolou o corpo da jovem em um edredom, amarrou o tronco e os pés e o escondeu atrás de um botijão de gás. A casa foi limpa para que o irmão não desconfiasse. Com o passar do tempo, o cadáver começou a cheirar mal e José decidiu levá-lo para a viela, onde o corpo foi encontrado por moradores.

Ao descobrir que a adolescente havia sido achada, ele percorreu 30 quilômetros em dois ônibus e foi até a delegacia, onde se apresentou à polícia e foi detido em flagrante.

No Brasil, 75% das adolescentes que têm filhos estão fora da escola.

No Brasil, 75% das adolescentes que têm filhos estão fora da escola

Brasil tinha 309 mil meninas de 15 a 17 anos nessa situação em 2013.
Mais de 257 mil delas não estudam nem trabalham, segundo levantamento.

 
Ana Carolina Moreno e Gabriela Gonçalves 
Do G1

 



















Sheila Andrade tinha 16 anos e iniciava o terceiro ano do ensino médio na Zona Sul de São Paulo quando descobriu que estava grávida do então namorado. Aos cinco meses de gravidez, a dificuldade de se locomover a pé até a escola a fez desistir de estudar. Hoje, seu filho Brayan tem seis meses, e a jovem passa os dias em casa cuidando do bebê, enquanto tenta uma vaga em uma creche pública, para poder então voltar às aulas.
A jovem Sheila, hoje com 17 anos, encara a realidade de outras mais de 309 mil mães adolescentes que estão fora da escola, segundo levantamento do Movimento Todos pela Educação, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2013, ao qual o G1 obteve acesso.
A Pnad mostrou que o Brasil tinha 5,2 milhões de meninas de 15 a 17 anos. Dessas, 414.105 tinham pelo menos um filho. Neste grupo, apenas 104.731 estudam. As outras 309.374 estão fora da escola. Um pequeno grupo só trabalha (52.062).
A maioria dessas jovens (257.312 adolescentes) não estudam nem trabalham. É o caso de Sheila, que depois do nascimento de Brayan teve de parar de estudar e trabalhar. "Quero concluir o ensino médio e conseguir um emprego", diz Sheila.

Mães adolescentes e a educação
 
Veja a situação escolar e laboral das jovens com entre 15 e 17 anos e pelo menos um filho em 2012 e 2013
 
367.075414.105275.517309.37491.558104.731totalsem estudarna escola20122012,52013100k200k300k400k0k500k
Fonte: Todos pela Educação/Pnad 2012 e 2013
 
 
As garotas que já são mães, mas ainda não terminaram o ciclo básico de ensino, abandonaram os estudos e estão desempregadas são um desafio para o poder público, que tem até 2016 para matricular todos os e as adolescentes de 15 a 17 anos na escola.
O prazo faz parte de uma das 20 metas do Plano Nacional de Educação (PNE). A meta 3 diz que o Brasil precisa "universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar, até o final do período de vigência deste PNE, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85%". Isso quer dizer que, além de ter todos os adolescentes matriculados, 85% deles precisam estar matriculados no ensino médio, e não em anos do ensino fundamental, com o aprendizado defasado.
A realidade atual mostra que 1,3 milhão de pessoas de 15 a 17 anos não estudam, não trabalham. Dessas, cerca de 300 mil não terminaram o ensino médio. A maior parte dessas pessoas é do sexo feminino.
No período analisado, o número de garotas sem diploma, aulas ou emprego aumentou mais que o de meninos. Ele foi de 715.139 para 806.220. Em 2012, as garotas nessa situação representavam 58,7% do total. Em 2013, elas passaram a representar 59,1% de todas as pessoas de 15 a 17 anos fora da escola e do mercado de trabalho.
No caso específico das mães adolescentes, houve aumento no número de matriculadas na escola. Mas cresceu ainda mais o número de jovens com filhos sem estudo ou trabalho. Isso porque, em 2013, havia menos meninas de 15 a 17 anos trabalhando do que em 2012.


MEC não tem programa específico

Procurado pelo G1, o Ministério da Educação afirmou que não tem um programa específico que trate desse público (mães e gestantes em idade escolar que desistem dos estudos), mas que desenvolve dois programas de prevenção à gravidez na adolescente e de oferta de creches: o Escola que Protege e o Proinfância, programa para a construção de creches e pré-escolas em parceria com prefeituras.
"Cabe lembrar ainda que a oferta de educação infantil é de responsabilidade dos municípios, conforme coloca a LDB [Lei de Diretrizes e Bases]", disse o MEC, em nota (veja a nota na íntegra ao final da reportagem).

Sheila Andrade, 17 anos, e o filho Brayan, de seis
meses (Foto: Caio Kenji/G1)
Sheila Andrade, 17 anos, e o filho Brayan, de seis meses (Foto: Caio Kenji/G1)Meta fora da trajetória

Segundo Alejandra Meraz Velasco, coordenadora-geral do Todos pela Educação, o desafio de incluir os e as adolescentes no ensino médio exige "integrar outras políticas públicas para além da educação, para conseguir garantir educação básica de qualidade pra todos".
A meta "não está na trajetória certa", de acordo com ela. "O que a gente observa é que [a meta] não está na trajetória certa. Principalmente a segunda parte da meta, que é a taxa líquida de matrículas, o jovem chegando no ensino médio na idade correta. Para isso acontecer, a gente precisa que se regularize a situação também no ensino fundamental. A solução para o ensino médio depende do sucesso nas etapas anteriores."


Pior índice de escolaridade

O estudo mostra que as mães adolescentes que não trabalham nem estudam apresentam os piores índices de escolaridade entre a população de 15 a 17 anos fora da escola. A maioria delas (55,4%) não chegaram a completar o ensino fundamental. Considerando todos os jovens dessa idade que não trabalham nem estudam, a porcentagem média dos que não têm instrução, ou têm o fundamental incompleto, cai para 47,2%.
Em geral, adolescentes do sexo feminino fora da escola e do mercado de trabalho têm escolaridade mais alta que os do sexo masculino: 27,9% delas terminaram o ensino médio, 29,3% têm pelo menos o fundamental completo e o ensino médio incompleto, e 42,7% não chegaram a concluir o ensino fundamental.
Já entre os meninos nessa situação, 22,9% concluíram o ensino médio, 23,3% concluíram o ensino fundamental, e 53,8% deles deixou a escola sem o diploma do fundamental.
Maioria das mães adolescentes não estudam nem trabalham
Nº de jovens de 15 a 17 anos foram da escola e do mercado aumentou 17% entre 2012 e 2013
 
104.73191.55852.06256.109257.312219.408com filho e estudandocom filho e apenas trabalhandocom filho e sem escola ou trabalho20122012,520130k50k100k150k200k250k300k
Fonte: Todos pela Educação/Pnad 2012 e 2013
 

Evasão provocada pela gravidez

Alejandra afirma que as meninas têm níveis de escolaridade maior, de acordo com os dados, e que, por isso, a evasão escolar no caso específico das mães adolescentes é provocado pela maternidade, e não por falta de interesse na escola.
"As meninas acabam abandonando, apesar de terem tido uma trajetória escolar mais adequada que os meninos, um desempenho melhor. Elas acabam saindo por uma questão alheia à educação. A gente precisaria de políticas públicas, que também passam pela educação, mas a assistência [social], a saúde precisariam ser envolvidas para a gente poder enfrentar esse desafio", explicou a coordenadora do Todos pela Educação.


Veja a nota do Ministério da Educação

"Não temos um programa específico que trate desse público. O que o MEC desenvolve, de forma suplementar, é o Proinfância. É um programa para construção de creches e pré-escolas em parceria com as prefeituras. Cabe lembrar ainda que a oferta de educação infantil é de responsabilidade dos municípios, conforme coloca a LDB.

Em relação à prevenção, o MEC tem ações por meio do programa Escola que Protege.

No entanto, diante das competências estabelecidas na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - Lei nº 9394/1996 -, é responsabilidade de cada uma das unidades federadas (União, Estados, Municípios e Distrito Federal) atuar junto a seus sistemas de ensino em todos os temas e questões no âmbito de suas atribuições, considerando que as Secretarias Estaduais e Municipais de Educação estão mais próximas da realidade dos estabelecimentos de ensino. Entendemos que é necessário apoiar, por meio de políticas públicas, os sistemas de ensino a estimular as escolas para que insiram, de forma sistêmica e integrada, o debate sobre preconceito, discriminação, violências no cotidiano escolar, com a participação de toda a comunidade e outros setores sociais."

Desvendado mistério de foto viral de criança síria que 'se rende'.

Desvendado mistério de foto viral de criança síria que 'se rende'

Imagem foi compartilhada por milhares em redes sociais, mas havia dúvidas sobre seu autor e sobre a criança; BBC conversou com fotógrafo.

 
Da BBC

Foto que viralizou foi tirada pelo fotógrafo turco Osman Sağırlı em 2014 (Foto: Osman Sağırlı) 
Foto que viralizou foi tirada pelo fotógrafo turco Osman Sağırlı em 2014 
(Foto: Osman Sağırlı)


Milhares de pessoas compartilharam a imagem de uma criança síria com as mãos para cima, como se estivesse se entregando, ao confundir a câmera fotográfica com o cano de uma arma.
 

Mas quem fez este flagrante?
 
A imagem começou a viralizar no Twitter na terça-feira da semana passada, quando foi tuitada por Nadia Abu Shaban, uma fotógrafa baseada em Gaza.
A mensagem original foi retuitada mais de 11 mil vezes. "Estou chorando", "muito triste" e "a humanidade fracassou" foram alguns dos comentários.
Na sexta-feira, a imagem foi compartilhada no Reddit, onde recebeu mais de 5 mil votos positivos e 1,6 mil comentários.
Não demorou para que surgissem acusações de que a foto era falsa. Muitos no Twitter questionaram quem seria o autor da foto e porque a imagem havia sido postada sem crédito.
Nadia confirmou que não tinha tirado a foto, mas não sabia explicar quem havia feito a imagem.
No Imgur, um site de compartilhamento de imagens, um usuário pesquisou a origem da fotografia - um clipping de um jornal - e disse que ela era real, mas tirada "por volta de 2012". A mensagem também nomeou o fotógrafo: o turco Osman Sağırlı.
A BBC conversou com Sağırl, que agora trabalha na Tanzânia, e desvendou o mistério.
A criança é uma menina, Hudea, de 4 anos. A imagem foi tirada no campo de refugiados de Atmeh na Síria, em dezembro do ano passado. Hudea viajou ao campo - a cerca de 10 km da fronteira turca - com a mãe e dois irmãos, a 150 km da cidade deles, Hama.
"Eu usei uma lente de telefoto e ela pensou que fosse uma arma", disse Sağırlı.
"Depois que eu tirei eu olhei (para a foto) e percebi que ela (a criança) estava assustada, porque ela mordeu os lábios e levantou as mãos. Normalmente, crianças correm, escondem os rostos ou sorriem quando veem uma câmera", disse.
Ele diz que fotos de crianças dos campos de refugiados são especialmente reveladoras.
"Você sabe que há pessoas que foram desalojadas nos campos. Faz mais sentido ver o que elas sofreram através das crianças e não dos adultos. São as crianças que refletem os sentimentos com a inocência que têm".
A imagem foi publicada inicialmente no jornal Türkiye em janeiro e foi amplamente compartilhada pelas redes sociais em turco, mas só na semana passada tornou-se viral em mídias na língua inglesa.

WhatsApp libera ligações de voz a todos os smartphones Android.

WhatsApp libera ligações de voz a todos os smartphones Android

Antes feita manualmente, atualização do app facilita instalação do recurso.
Ferramenta chega em breve para iPhones, diz cofundador.

 
Do G1

Whatsapp libera ligações de voz a todos smartphones com Android (Fernando Brito/G1) As ligações de voz via WhatsApp foram liberadas nesta terça-feira (31) para todos os usuários do aplicativo de mensagens que usam smartphone Android.
Anteriormente, para ter acesso ao recurso, era necessário baixar uma atualização manualmente do site do aplicativo, instalá-lo e aguardar que alguém com acesso ao recuso efetuasse uma ligação. Agora, basta baixar uma atualização do app hospedado na Google Play.
O update cria o ícone de telefone no canto superior da tela de exibição das mensagens do aplicativo.
Ainda exclusivo do sistema operacional Android, o recurso chegará em breve ao iOS, segundo afirmou um dos fundados do WhatsApp, Brian Acton, durante a conferência F8, do Facebook, voltada a desenvolvedores.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Cinco são detidos por suposto tráfico de drogas em povoado de Itapecerica, MG.

Cinco são detidos por suposto tráfico de drogas em povoado de Itapecerica

Foram encontradas 12 buchas de cocaína em sítio.
Adolescente de 14 anos foi levada para delegacia.

 
Do G1

Cinco pessoas foram detidas em um sítio no povoado de Cachoeira, área rural de Itapecerica, na tarde desta segunda-feira (30). De acordo com a Polícia Militar (PM), uma denúncia anônima informou sobre tráfico de drogas no local.
Quando chegaram ao imóvel, os policiais encontraram uma adolescente de 14 anos, uma jovem de 18 e outros três jovens, de 18, 19 e 24 consumindo bebidas alcoólicas.
Durante buscas no imóvel, foram encontradas 12 buchas de cocaína. Os envolvidos foram levados para a delegacia da Polícia Civil. Até as 18h, eles ainda prestavam depoimento ao delegado de plantão. A droga foi apreendida.

Mulher anda nua pelas ruas de Porto Alegre e é expulsa de shopping.

Mulher é flagrada nua caminhando por ruas e shopping em Porto Alegre

Ela foi vista ao caminhar pela Avenida Cristóvão Colombo, na capital.
Segurança do estabelecimento pediu que a mulher se retirasse do local.

 
Do G1

Mulher caminhou nua pelas ruas do Bairro Floresta, em Porto Alegre (Foto: Victória Righi/Arquivo pessoal)Mulher caminhou nua pelas ruas do Bairro Floresta (Foto: Victória Righi/Arquivo pessoal)

Uma mulher chamou a atenção na manhã desta segunda-feira (30) ao andar nua por ruas do Bairro Floresta, em Porto Alegre. Após passar pela Avenida Cristóvão Colombo, ela chegou a entrar na área de um shopping.
Conforme a assessoria de imprensa do Shopping Total, ela circulou pelo pátio do estabelecimento e parou em frente a uma farmácia. Em seguida, um segurança do centro de compras pediu que a mulher se retirasse. Ela deixou o local e continou a caminhar pela rua. O ato chamou a atenção de curiosos que estavam na região.
"Eu estava chegando para trabalhar e ela passou por mim. Muita gente olhando. Foi bem estranho", relatou a jovem Victória Righi, funcionária de um comércio que funciona no shopping.
Desde o ano passado, a capital gaúcha registra uma série de ocorrências de nudez em público. No dia 2 de fevereiro, uma mulher foi vista caminhando seminua no início da noite na Avenida Ipiranga. Foi o primeiro caso em 2015. A Brigada Militar diz ter recebido um chamado pouco antes das 19h30, mas, segundo a polícia, não foi gerada uma ocorrência sobre o fato.
Em 2014, quatro casos chegaram a ser registrados em 12 dias, sendo dois deles no dia 9 de novembro. Uma mulher foi fotografada correndo apenas de tênis e boné por ruas do Centro da cidade horas antes de uma “corrida pelada” ser convocada pelas redes sociais. O evento acabou com a caminhada de apenas um homem nu.

No dia 30 de outubro, o primeiro caso foi registrado no Parque Moinhos de Vento, o Parcão, quando uma mulher praticou corrida nua até ser detida pela Brigada Militar. Uma semana depois, a lutadora de MMA que se identificou como Betina Baino repetiu a cena ao percorrer pelada um longo trecho da Terceira Perimetral em meio à chuva e aos carros. Ela também foi detida pela polícia e levada para atendimento em um posto de saúde.


Alguns eventos de nudez coletiva que não deram certo

-  O primeiro ato de nudez coletiva foi marcado para o dia 9 de novembro do ano passado na Terceira Perimetral e contou com 3,6 mil confirmações de presença no Facebook. Apenas 15 pessoas compareceram e um único homem tirou a roupa: o ciclista Aldo Lammel.

- A "4ª Corrida das Peladas" estava marcada para as 17h de 12 de novembro de 2014, quarta-feira, no Parque Moinhos de Vento, o Parcão. Ninguém compareceu ao evento e, nesta data, não houve registro de pessoas nuas no local.

- Embora tenha 18 mil confirmações no Facebook, o “Correr pelada/o em Porto Alegre” não ocorreu. Isso porque a organizadora do evento, marcado para as 10h da manhã de domingo, 16 de novembro de 2014, na Redenção, declarou que a situação era uma brincadeira.

- "A Corrida Pelada no Centro Histórico", também marcada para o mesmo domingo de novembro passado, foi cancelada porque o organizador alegou acreditar que muitas pessoas banalizaram a causa nudista. Em sua manifestação pelas redes sociais, ele prometeu que continuaria a lutar pelo nudismo e disse que não "jogou a toalha".