quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Placas alertam para ataques de 'pirambebas' em Divinópolis, MG.

Placas alertam para ataques de 'pirambebas' em Divinópolis

Ações preventivas visam avisar os visitantes sobre os ataques.
Entre os meses de janeiro e fevereiro, foram registradas ocorrências.

 
Do G1

Placa orienta sobre ataques de pirambebas (Foto: TV Integração/Reprodução)Placa orienta sobre ataques de pirambebas
(Foto: TV Integração/Reprodução)

Por causa dos frequentes ataques de pirambebas na região do Lago das Roseiras, em Divinópolis, ações preventivas estão sendo realizadas no local para evitar acidentes. A Associação Comunitária do Lago das Roseiras tem feito o alerta através de placas, que estão sendo espalhadas para alertar os visitantes. Entre os meses de janeiro e fevereiro deste ano, foram registradas ocorrências de ataques na região. A preocupação é com o período do carnaval, já que o número de banhistas pode dobrar se comparado com 2014.
Segundo o presidente da Associação do Lago das Roseiras, Aguimar Santiago, cerca de cinco mil pessoas são esperadas por causa do cancelamento do carnaval em cidades da região. "Nos anos anteriores, isso aconteceu pouco porque a água da barragem não estava tão baixa. Agora, com a água diminuindo e esquentando mais, os peixes vêm procurar alimento e encontram a comida que as pessoas jogam na água", afirmou.
Ainda segundo a associação, o ataque das pirambebas já havia sido registrado em anos anteriores, mas não com tanta frequência como neste ano. Somente durante os meses de janeiro e fevereiro, foram relatados 20 casos. "A gente estasva nadando na beira da praia e, de repente, meu filho começou a chorar. Quando vi, o pé dele estava sangrando", contou a dona de casa Graciela Cruz .
De acordo com o biólogo Claudemir Cunha, o alto número de ataques deve-se ao fator de esta ser a época de reprodução da espécie. "Com o nível baixo da água, há um aumento populacional desse tipo de peixe, devido ao seu período reprodutivo que coincide com o período que vai de outubro a março, que é denominado como período de represa", explicou.

Banhistas em trecho com pirambebas (Foto: TV Integração/Reprodução)Banhistas em trecho com pirambebas
(Foto: TV Integração/Reprodução)
 
Apesar de as placas restringirem a entrada apenas para quem tem machucados ou curativos, o Corpo de Bombeiros fez outra orientação. "Não entre na água se há notícias desses ataques. Geralmente, são ataques que causam ferimentos superficiais e pequenas escoriações, que não caracterizam casos de urgência e emergência, que é o foco de atendimento do Corpo de Bombeiros. Mas, se não houver o devido tratamento da ferida, pode haver uma infecção", ressaltou o tenente Rodolfo Kroehling.

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