domingo, 22 de fevereiro de 2015

Estado Islâmico tenta vender aos curdos corpos de soldados mortos.

Estado Islâmico tenta vender corpos de soldados curdos

Grupo quer vender corpos por valores entre '10.000 e 20.000 dólares'.
EI tem sido muito afetado pela ofensiva da coalizão internacional.

 
Da France Presse

O grupo Estado Islâmico, que busca novas fontes de financiamento, tenta vender às forças curdas os corpos de seus soldados mortos em combate, noticiou o jornal Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung.
O EI tem sido muito afetado pela ofensiva da coalizão internacional, que apoia os soldados curdos no norte do Iraque e da Síria, onde os bombardeios destruíram várias infraestruturas, explica o jornal.
Estas destruições dificultam o contrabando de petróleo e de antiguidades roubadas pelo grupo jihadista que, privado de sua renda, se vê forçado a encontrar novas formas de financiamento.
O jornal conservador, que citou "fontes de segurança", publica que o EI quer vender aos curdos os corpos de seus soldados mortos entre "10.000 e 20.000 dólares".
No entanto, "parece pouco provável" que o Estado Islâmico entre diretamente no tráfico de órgãos, pois o grupo não tem a infraestrutura, nem as competências médica, técnica e logística necessárias, disse o jornal.
O grupo jihadista reduziu em dois terços o pagamento a seus combatentes e, segundo estimativas de especialistas, só obteria entre "10 e 20 dólares" por barril de petróleo vendido.
Em meados de fevereiro, o Conselho de Segurança da ONU adotou, por unanimidade, uma resolução que pretende asfixiar os grupos jihadistas como o EI ou a Frente Al-Nusra, braço sírio da Al Qaeda, que obtém milhões de dólares com o petróleo, o tráfico de antiguidades e o pagamento de resgates.
O texto lembra, em particular, aos Estados a obrigação de evitar qualquer transação petroleira direta ou indireta com o EI e congelar seus ativos financeiros. O Conselho pede, ainda, que se informe à ONU sobre qualquer requisição de petróleo bruto ou refinado procedente de zonas nas mãos dos jihadistas na Síria e no Iraque.

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