quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Ameaça de morte é escrita em sítio de casal torturado.

Ameaça de morte é escrita em sítio de casal torturado em Paineiras

'Vamos matar todos' foi frase pichada em porteira de propriedade rural.
Durante roubo, homem foi baleado e mulher teve que beber sangue.

 
Bárbara Almeida  
Do G1

O casal que foi torturado durante um assalto no fim de janeiro em Paineiras, no Centro-Oeste de Minas Gerais, ainda enfrenta momentos de angústia. A porteira do sítio das vítimas, local onde aconteceu o crime, foi pichado com os dizeres ''Não conseguiram pegar nós não, vamos matar todos''. A mulher que foi obrigada a beber o sangue do marido, Mercedes Alves Gomes, de 58 anos, conta que não tem mais vontade e coragem de voltar para casa e que as ameaças deixam toda a família com medo.

Pichação em sítio em Paineiras (Foto: Janaína Lourenço/Arquivo Pessoal) 
Ameaças foram escritas na porteira do sítio (Foto: Janaína Lourenço/Arquivo Pessoal)
 
 
A família viu as pichações através de uma foto que recebeu via redes sociais, pois após o crime não teve coragem de retornar ao sítio. O casal que ficou ferido durante o assalto está morando na casa de parentes em Nova Serrana e tentam esquecer o crime.
"Estou tentando esquecer as imagens que ficaram marcadas na minha cabeça. Foi uma hora de muita tortura onde os assaltantes ameaçavam furar meus olhos, cortar minhas mãos e ainda obrigaram a beber o sangue do meu esposo. Mesmo depois disso tudo ainda somos intimidados com ameaças escritas no lugar que vivi durante mais de 30 anos com minha família. Estamos com muito medo. Só queremos paz", desabafou.
Os suspeitos do crime foram presos pela Polícia Civil de Abaeté no último dia 11. Um jovem de 26 anos confessou que cometeu o crime juntamente com um primo da vítima, que tem 24 anos.
O policial civil Diego Micael conta que os suspeitos estão presos no presídio de Abaeté e que as pichações serão investigadas. "Muitas vezes acontece que após a prisão chegam denúncias com o objetivo de desvencilhar a investigação. Vamos investigar sobre as ameaças, mas acredito que seja alguém querendo intimidar a família já que um dos suspeitos é parente da vítima. Vamos fazer a reconstituição do crime durante as diligências para encerrar o caso", esclareceu.

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