quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Trabalhador morre e corpo fica mais de quatro horas em lote vago em Divinópolis, MG.

Trabalhador morre e corpo fica mais de quatro horas em lote vago em MG

Vítima limpava terreno e teria passado mal devido ao sol e calor fortes.
Equipe da PM de Divinópolis demorou algumas horas para atender.

 
Do G1

Corpo do homem foi coberto com um pano (Foto: TV Integração/Reprodução)Corpo do homem foi coberto com um pano
(Foto: TV Integração/Reprodução)

O corpo de um homem que morreu em Divinópolis ficou cerca de quatro horas em um lote vago, à espera da perícia. O calor intenso e o sol forte podem ter contribuído para a morte dele.
A vítima, de 65 anos, morreu enquanto trabalhava capinando um lote. A doméstica Dejanira Camargos disse que era 10h30 quando ela saiu de casa. "Quando voltei, por volta das 12h30, vi ele deitado no lote. Pensei que ele estivesse descansando", comentou.
O idoso estava trabalhando desde cedo. A dificuldade em registrar a ocorrência e a demora para retirar o corpo deixaram os moradores revoltados. "Nós ligamos para a polícia e eles falaram que estavam sem viatura disponível. Já tem cinco horas de prazo e o rapaz está lá morto, queimando no sol, sem ninguém poder fazer nada", criticou o autônomo Marcos Alberto Santos no momento em que conversou com a reportagem do MGTV.
"Os bomeiros estiveram aqui e não podem fazer nada, porque já morreu. A polícia não vem. A funerária diz que só vem se tiver o BO", reclamou a dona de casa Maria Aparecida de Paula.
Às 16h, o repórter Vagner Tolendado, da TV Integração, telefonou para o número 190, da Polícia Militar (PM). A atendente disse que não tinha previsão de quando a viatura chegaria ao local, porque não havia nenhuma disponível naquele momento.
O repórter questionou o fato de que moradores telefonaram às 12h e até então, quatro horas depois, ainda não havia viatura disponível. "Não tem viatura disponível. Ela vai quando estiver disponível. Por enquanto, não tem como", insistiu a atendente.

Perito da Polícia Civil chega para atender à
ocorrência (Foto: TV Integração/Reprodução)
Perito da Polícia Civil chega para atender à ocorrência (Foto: TV Integração/Reprodução)Providências

Meia hora após a ligação, uma equipe da PM chegou. Em seguida, funcionários de uma funerária e um perito da Polícia Civil.
"Possivelmente foi morte natural, o que vai ser constatado pelo Instituto Médico Legal. Ele estava fazendo capina em um ambiente muito quente. Possivelmente ele passou mal. Inclusive, o corpo apresentava queimaduras por ter ficado sob o sol", disse o perito Carlos Eduardo Leal.
Nesta terça-feira (20), o calor chegou aos 32 graus em Divinópolis. A PM informou que não pôde ir ao local mais cedo porque todas as viaturas estavam em atendimentos a outras ocorrências.
Já o perito da Polícia Civil disse também que só pode atender a casos como esse depois de ser chamado pela PM. Os bombeiros não puderam fazer nada, porque o homem já havia morrido.

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