segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Vitrines de Divinópolis, MG, exibem tendências para Réveillon.

Vitrines de Divinópolis exibem tendências para Réveillon

Estilista orienta que bom senso e conforto devem marcar escolha da roupa.
Comércio espera aumento das vendas; economista comenta sobre gastos.

 
Anna Lúcia Silva 
Do G1

Rendas também estão em alta segundo estilista (Foto: Anna Lúcia Silva/G1)Vitrines expõem opções como as rendas
(Foto: Anna Lúcia Silva/G1)

Há menos de um mês para o Réveillon, o foco dos estabelecimentos comerciais de Divinópolis é caprichar nas vitrines com tudo o que é tendência, como o dourado, os paetês e as rendas, além do branco. Empresários da cidade estão otimistas para as vendas de itens para a virada do ano.
Entre as estratégias utilizadas para atrair clientes e aumentar as vendas, estão as peças extravagantes nas vitrines. As lojas já estão vendendo para comerciantes de outros municípios que buscam em Divinópolis tudo o que está na moda, já que a cidade é considerada polo do Centro-Oeste mineiro em confecção.
Para vender tanto e para tanta gente interessada nas tendências, além de caprichar no visual dos manequins, os comerciantes também reforçaram o estoque. "O meu está bastante abastecido de mercadorias neste ano", disse a comerciante Dilma Soares.
O otimismo cresce nessa época do ano para os empresários. “O Réveillon é uma data que vendemos bem mais que em outras épocas do ano, mas precisamos estar prevenidos porque nunca sabemos quanto vamos vender”, salientou a empresária Mariana Luz.
A empresária Bruna Xavier espera que as vendas de fim de ano sejam melhores do que as das datas anteriores. “Este ano foi atípico, tivemos copa do mundo, eleição. Com isso, vendemos menos do que em anos anteriores. A expectativa é superar as vendas dessas datas passadas”, afirmou.
No entanto, apesar de as pessoas estarem mais propensas a gastarem no final do ano, o economista Paulo César alerta que o período é controlar os gastos. "De fato o ambiente é favorável para mais gastos, mas as pessoas estão mais antenadas e preocupadas em não se endividar. Em anos anteriores com certeza esse cenário era outro e as vendas cresciam significativamente, o que não impede que isso ocorra hoje em uma proporção menor. No contexto econômico atual, as pessoas estão optando inclusive por usar o décimo terceiro salário para pagar dívidas", explicou.

Dourado e paetês ganham destaque nas vitrines
(Foto: Anna Lúcia Silva/G1)
Dourado e paetês ganham destaque nas vitrines em Divinópolis (Foto: Anna Lúcia Silva/G1)O que usar

Maria Júnia Silveira varia ano após ano no modelo da roupa do Réveillon, mas a cor é sempre a mesma. “O branco para mim é fundamental. Além de simbolizar paz, a cor me dá uma leveza muito grande na passagem do ano”, contou.
A vendedora Ana Cristina de Souza acha que escolher a cor da roupa é superstição. Para ela, o importante é o conforto e o bem estar. “Eu uso qualquer cor, o que vale é eu me sentir bem. Quando estou na praia, por exemplo, eu uso amarelo com chinelo de dedo, ou outras cores, basta eu me apaixonar pela peça”, comentou.
O publicitário Guilherme Araújo também não acredita em harmonia de cores. "Tento só pensar em coisas positivas para que meu saldo final do ano seja melhor do que no ano anterior", revelou.
O branco é a cor do Réveillon, segundo o estilista João Calazans. As pessoas podem variar, mas esta cor sempre estará em alta e nunca será considerado gafe usá-la na ocasião. Para ele, a maior gafe é vestir o que não combina com a pessoa. "Não vale ficar desconfortável. A pessoa pode até não estar com uma roupa que ela acredita que vai representar o ano que vem pela frente, mas ela precisa estar confortável. O bom senso deve ser acionado sempre na hora de escolher o que vestir. Hoje a moda é tão democrática e tão plural que ela abraça todas as possibilidades. Não existe uma regra de moda. O que vale é o bom senso", orientou.

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