terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Mulher é morta ao visitar túmulo do neto.

Polícia investiga morte de mulher que foi visitar túmulo do neto no Caju, Rio

Onze pessoas prestaram depoimento na Divisão de Homicídios.
Perícia encontrou tiros em árvores, postes e muros após perseguição.

 
Do G1 

 



















A Divisão de Homicídios da Capital (DH) investiga a morte de Célia Maria Peixoto, de 59 anos, na tarde de segunda (1°), quando estava na calçada do cemitério do Caju, na Zona Portuária do Rio. Até a manhã desta terça (2), 11 pessoas já tinham sido ouvidas pela DH, entre elas seis PMs da UPP do Caju e parentes da empregada doméstica Célia Maria Peixoto e de um dos homens que estava dentro do carro dos criminosos e também foi morto, como mostrou o Bom Dia Rio.
De acordo com o delegado titular da DH, Rivaldo Barbosa, com os depoimentos foi possível entender o que aconteceu durante a hora da troca de tiros. “Os policiais militares foram acionados pelo rádio de que havia um Honda Fit que havia sido roubado. Eles foram abordar esse Honda Fit e na medida que eles foram abordar os assaltantes reagiram e nessa troca de tiros a dona Célia foi atingida mortalmente”, afirmou o delegado, lembrando que um dos criminosos foi atingido e o corpo deixado na Vila Esperança, o que já dá uma indicação de onde são os traficantes.

Durante a perícia, policiais da DH encontraram tiros em árvores, postes e muros da região. As armas dos PMs foram apreendidas e levadas para a DH para serem periciadas. Ainda serão ouvidos a filha de Célia, que não teve condições de prestar depoimento na segunda, e parentes do criminoso morto.
 

Filhos da vítima estão inconsoláveis

Os filhos da empregada doméstica Célia, que estavam com ela no momento dos disparos, contaram que ela estava no trajeto em direção do cemitério do Caju para visitar o túmulo de um neto, de 14 anos, que morreu num acidente de moto, há um ano. No caminho, eles ouviram os disparos e se assustaram. A mãe foi atingida na cabeça e morreu na hora.
Muito revoltada, a filha da vítima disse para os policiais que os tiros foram disparados por PMs. “Minha mãe morreu abraçada em mim e no meu irmão”, afirmou a filha. Um homem que passava no local também foi atingido por um tiro e levado por bombeiros para o hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio.


'Só queria visitar o neto', diz viúvo

O viúvo, Messias Marques, de 54 anos, afirmou ao G1 que estava chegando em casa e recebeu a notícia por telefone. "Eu tinha dois filhos com ela, estava chegando em casa quando recebi a notícia. Não tenho como explicar essa situação, ela só queria visitar o neto."

Ana Carolina Peixoto, de 28 anos, era filha de Célia e afirmou que a mãe estava com os dois irmãos, Márcio e Monique, na hora que foi baleada. "Meu irmão viu a viatura e na mesma hora abraçou as duas [mãe e irmã] e se jogou no chão. Mas não deu tempo, minha mãe morreu" disse.
O neto que Celia estaria indo visitar era o primeiro menino. "Ele foi criado com ela, na casa dela. Eles tinha uma ligação muito forte. Ela dizia que queria ser enterrada com ele e aí aconteceu isso", disse Ana Carolina.

Um homem, identificado como Cláudio M. da Silva, de 42 anos, também foi baleado durante a perseguição. Ele foi socorrido pelos Bombeiros do quartel Caju e encaminhado para o Hospital Municipal Souza Aguiar. Com a troca de tiros, o comércio estaria fechando as portas na região.

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