quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Menstruação precoce pode elevar risco de doença cardiovascular.

Menstruação precoce pode elevar risco de doença cardiovascular

Em estudo, meninas que menstruaram antes dos 10 anos, e também depois dos 17, tiveram 27% mais probabilidade de sofrerem de doenças do coração do que as que passaram pela menarca aos 13 anos

Menstruação
Menstruação precoce: obesidade infantil é um fator de risco (Thinkstock/VEJA)


Menstruar pela primeira vez antes dos 10 anos ou depois dos 17 anos aumenta o risco da mulher desenvolver hipertensão e doenças cardiovasculares. Esse foi o resultado de um amplo estudo feito por pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, publicado na segunda-feira no periódico Circulation.


CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Age at Menarche and Risks of Coronary Heart and Other Vascular Diseases in a Large UK Cohort

Onde foi divulgada: periódico Circulation

Quem fez: Dexter Canoy, Valerie Beral, Angela Balkwill, F. Lucy Wright, Mary E. Kroll, Gillian K. Reeves, Jane Green e Benjamin J. Cairns.

Instituição: Universidade de Oxford, na Inglaterra.

Resultado: Mulheres que menstruam pela primeira vez antes dos 10 anos ou depois dos 17 anos têm mais riscos de desenvolver doenças cardiovasculares.
 
 
Os pesquisadores compararam, entre 1,3 milhão de mulheres de 50 e 64 anos, aquelas que menstruaram pela primeira vez aos 13 anos com as que tiveram seu primeiro ciclo antes do 10 anos ou depois dos 17 anos — equivalentes a 4% do total. Eles constataram que o grupo que passou pela menarca antes dos 10 ou depois dos 17 teve 27% mais hospitalizações ou mortes ocasionadas por doenças do coração, 16% mais por derrame e 20% mais por pressão alta, do que o grupo que menstruou aos 13 anos. 

De acordo com os autores, a obesidade infantil é o principal fator para a idade anormal para o primeiro ciclo menstrual. “Estratégias de saúde pública para combater a obesidade infantil podem, eventualmente, impedir a redução da idade média do primeiro ciclo menstrual, o que por sua vez pode diminuir o risco de doença cardíaca em desenvolvimento a longo prazo”, explica Dexter Canoy, coautor do estudo e professor da Universidade de Oxford, na Inglaterra.

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