quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Em MG, internauta registra fenômeno em cachoeira na Serra da Canastra.

Em MG, internauta registra fenômeno em cachoeira na Serra da Canastra

Cachoeira 'Lava-pés' costuma ter pouco volume de água.
Fluxo acima do normal foi registrado por morador da região.

 
Do G1 

Cachoeira Lava Pés Serra da Canastras (Foto: Jean Alves/Arquivo Pessoal) 
Cachoeira Lava Pés durante fenômeno (Foto: Jean Alves/Arquivo Pessoal)


O morador da região da Serra da Canastra, Jean Alves, registrou uma grande quantidade de água em uma cachoeira que fica a cerca de 100 metros da entrada do parque. A foto foi tirada na última sexta-feira (5), no início da noite. A cachoeira Lava-Pés fica próxima ao Arraial de São João Batista, distrito de São Roque de Minas, no Alto Paranaíba. Na foto tirada antes do fenômeno, também feita por Jean, é possível ver como é a cachoeira, com volume de água bem menor. A coordenadora adjunta do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária do Centro Universitário de Araxá, Caroline Andrade Gomes da Cunha, explicou que este é um fenômeno característico das regiões com alto relevo e é esperado nessa época do ano.

Cachoeira Lava Pés Serra da Canastras (Foto: Jean Alves/Arquivo Pessoal) 
Fluxo comum de água na cachoeira Lava Pés (Foto: Jean Alves/Arquivo Pessoal)


Segundo ela, algumas vezes não está chovendo no local onde acontece o fenômeno, porém pode ocorrer precipitação em um lugar próximo. “Às vezes não está chovendo, mas pode estar chovendo em um lugar mais alto, assim a água escoa para a parte baixa. O solo fica encharcado naquele lugar e a água para de filtrar e toda a chuva vai direto para os pontos mais baixos, onde há riscos, pois muitas vezes há turistas”, comentou.
Caroline explicou que o desmatamento pode piorar esse fenômeno. “As plantas tendem a parar um pouco essa água. Assim, quanto mais desmatar, o risco de cabeças d’água é ainda maior, pois a vegetação tende a frear um pouco a velocidade das águas”, disse.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), nos últimos 30 anos foi constatado que na região de São Roque de Minas chove uma média de 293 mm em dezembro, sendo que este é segundo mês que mais chove na região. O principal é janeiro com 310 mm. O G1 entrou em contato com o Parque Nacional da Serra da Canastra que informou que não proibe turistas de frequentarem cachoeiras em épocas de chuva.

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