sábado, 27 de dezembro de 2014

Coreia do Sul desativa 2 reatores nucleares após morte de 3 operários.

Coreia do Sul desativa 2 reatores nucleares após morte de 3 operários

Funcionários inalaram gases tóxicos.
Governo suspeita de vazamento de nitrogênio em tubulação subterrânea.

 
Da EFE

Reatores da usina nuclear de Gori. (Foto: Lee Jae-won / Reuters) 
Reatores da usina nuclear de Gori. (Foto: Lee Jae-won / Reuters)
 
O governo da Coreia do Sul ordenou, neste sábado (27), a desativação de dois reatores nucleares que se encontravam em construção e em fase de teste, depois que três operários morreram ao inalarem gases tóxicos emanados das obras.
Os trabalhadores morreram supostamente devido a um vazamento de nitrogênio em uma tubulação subterrânea, enquanto participavam da construção dos dois novos reatores da usina nuclear de Gori, próxima da cidade de Ulsan, a cerca de 400 km de Seul.
O Ministério do Trabalho do país iniciou uma investigação com as autoridades nacionais que regulamentam as atividades nucleares, os responsáveis pela usina, a construtora encarregada da obra e a polícia para determinar as causas do acidente. "Queremos descobrir as causas do incidente para saber se houve irregularidades", afirmou o porta-voz do governo regional Yoo Han-bong, em declarações divulgadas pela agência "Yonhap".
Os novos reatores, número 3 e 4, da usina de Gori, se encontravam em fase de teste desde o mês passado e foram desativados temporariamente como medida de precaução, até que se determine a origem do acidente, acrescentou o porta-voz.
A construção dos dois reatores está praticamente concluída e a previsão é de que o primeiro comece a operar em junho do ano que vem e o segundo em 2016.
Esse acidente acontece depois que um hacker vazou informações sobre usinas nucleares do país nas últimas semanas, entre elas a de Gori.
Desde o dia 15 de dezembro, o pirata cibernético publicou as informações roubadas da operadora das usinas nucleares do país, "Korea Hydro & Nuclear Power" (KHNP), entre eles planos e dados dos reatores.
O governo minimizou a importância desses vazamentos ao garantir que os dados revelados não estão relacionados com a segurança das instalações.

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