sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Prefeito interino assume cargo em Ouro Preto, MG e faz mudanças em dois dias de mandato.

Prefeito interino de Ouro Preto faz mudanças em dois dias de mandato

Léo Feijoada assumiu a prefeitura após cassação do eleito José Leandro.
Interino já nomeou um novo secretário e liberou estacionamento no centro.

 

Do G1

Ouro Preto, na região Central de Minas Gerais, começa a acordar nesta segunda-feira (20) depois de uma noite de muito agito e animação. A Praça Tiradentes, um dos palcos do carnaval na cidade histórica, ainda está vazia neste início de tarde de segunda-fe (Foto: Raquel Freitas / G1)Prefeito interino libera estacionamento na Praça
Tiradentes, em Ouro Preto, que havia sido proibido em 2013 (Foto: Raquel Freitas / G1)

O presidente da Câmara de Vereadores de Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais, Léo Feijoada (PSDB), assumiu interinamente a prefeitura da cidade nesta quarta-feira (12), depois da publicação no Diário da Justiça, do acórdão que destituiu o prefeito eleito, José Leandro (PSDB), do cargo.
Leandro teve o cargo cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) por causa de irregularidades em contas públicas, mas já recorreu da decisão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Enquanto isso, o prefeito interino já começou a fazer mudanças na cidade. Nesta quinta-feira (13), Léo Feijoada trocou o secretário de obras e urbanismo durante visita à pasta. Ele também derrubou a proibição de estacionamento de veículos na Praça Tiradentes, bem no Centro Histórico de Ouro Preto. Nesta tarde já era possível observar veículos parados perto da estátua do alferes que dá nome ao local.
O estacionamento havia sido proibido em 2013. A medida fazia parte de um projeto de humanização da Praça Tiradentes.
Enquanto estiver no cargo de prefeito, o vice-presidente Wander Albuquerque assume a presidência da Câmara.


Entenda o caso

O prefeito de Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais, José Leandro Filho (PSDB), teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), no dia 6 de novembro, por irregularidades nas contas públicas de sua gestão realizada no final dos anos 80.
Segundo o TRE, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) já havia rejeitado os números em 1988. Em 1993, a Câmara Municipal de Ouro Preto votou pela cassação do mandato do prefeito. O problema é que o prazo para torná-lo inelegível não foi definido. A questão se arrastou na Justiça por anos até que em 2012, o candidato derrotado às eleições municipais da cidade, Júlio Ernesto (PPS), recorreu ao TRE, que indeferiu a candidatura.
José Leandro Filho recorreu da decisão e o TRE voltou atrás. Júlio Ernesto apelou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que decidiu que José Leandro Filho não deveria ter disputado o pleito. O órgão determinou que o TRE julgasse o caso novamente e a decisão pela cassação foi divulgada no dia 6 de novembro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário