sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Homem vive 4 anos com verme raro no cérebro.

Homem vai ao médico com dor de cabeça e descobre parasita raro no cérebro

Paciente conviveu com verme durante quatro anos; genoma foi mapeado para ajudar na busca de tratamentos.

 
Da BBC

Paciente conviveu com verme durante quatro anos  (Foto: BBC) 
Paciente conviveu com verme durante quatro anos (Foto: BBC)


Um homem conviveu com um raro verme parasita em seu cérebro durante quatro anos até que ele fosse identificado e removido por médicos no Reino Unido.
O paciente, de 50 anos, foi ao médico sentindo dores de cabeça. Uma ressonância magnética mostrou que a causa era Spirometra erinaceieuropaei, um parasita intestinal que havia percorrido 5 cm dentro do cérebro e nunca havia sido visto até então no país.
O parasita é muito raro: foi visto oficialmente apenas 300 vezes no mundo desde 1953, por isso pouco se sabia sobre ele até agora. Acredita-se que a infecção ocorra pela ingestão de crustáceos infectados, de carne crua de répteis e anfíbios ou de uma pomada de sapo usada por chineses para curar problemas na vista.
O paciente, de origem chinesa, pensa ter sido infectado durante uma viagem à China, segundo o jornal "The Guardian". Ele foi submetido a uma cirurgia para a retirada do verme e passa bem, informou o Instituto Wellcome Trust Sanger, da Universidade de Cambridge, que conseguiu mapear o genoma do parasita.
"(Foi) uma grande oportunidade de gerar a primeira sequência genômica dessa rara espécie de parasita intestinal", diz a médica Hayley Bennett, autora do estudo no instituto.


Tratamentos

O objetivo é usar o mapeamento inédito de DNA para identificar possíveis tratamentos aos pacientes e prever a resposta do parasita a drogas já conhecidas.
"Não esperávamos ver uma infecção desse tipo no Reino Unido, mas o fato de as pessoas viajarem pelo mundo significa que parasitas incomuns apareçam de vez em quando", afirma Effrossyni Gkrania-Klotsas, do Departamento de Doenças Infecciosas do hospital de Addenbrooke, onde o paciente foi tratado.
"Isso mostra o quanto é importante haver um banco de dados global do genoma de vermes, para permitir que identifiquemos o parasita e o melhor tratamento. Além disso, essas informações podem trazer mais conhecimento quanto a que infecções podem ser adquiridas em determinados locais."

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