terça-feira, 25 de novembro de 2014

Google mapeia Fernando de Noronha.

Google mapeia Fernando de Noronha

Ao mapear o arquipélago, inclusive no fundo do mar, a gigante americana expande para o Brasil seu ambicioso projeto de mostrar tudo o que há na Terra. E ainda forma um banco de dados para a conservação da região

 
Raquel Beer
 
ATÉ EMBAIXO DA ÁGUA – Além de usar bugues, mochileiros e barcos para fotografar as ilhas, o Google contratou mergulhadores para registrar a vida submarina
ATÉ EMBAIXO DA ÁGUA – Além de usar bugues, mochileiros e barcos para fotografar as ilhas, o Google contratou mergulhadores para registrar a vida submarina (Jonne Roriz/VEJA)


O Brasil concentra a mais rica biodiversidade do planeta, e o arquipélago pernambucano de Fernando de Noronha é um dos maiores símbolos da variedade e da beleza de nossa flora e fauna. Mas são poucos os que têm contato com essa porção do país.
Noronha recebe apenas 250 visitantes por dia, sob estrito controle ambiental. Como não é permitido construir novas pousadas, os quartos que existem são caríssimos. “Limitar o acesso traz um evidente aspecto positivo para a preservação”, afirma o engenheiro florestal Ricardo Araújo, chefe do Parque Nacional de Fernando de Noronha. “Mas fica difícil convencer quem não vê a rica natureza de que é necessário conservá-la.” Está aí a principal motivação da parceria firmada entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável por administrar os parques nacionais, e o Google para criar uma versão on-line da ilha no popular serviço Street View.
Por uma semana, VEJA acompanhou o trabalho da equipe do Google ao registrar cada pedacinho de Noronha e, em um feito extraordinário, também vastas regiões submarinas. As imagens em 360 graus construirão um mapa digital acessível a todos a partir do início do ano que vem. Então, qualquer um poderá ver, compreender e cuidar da bela biodiversidade de Noronha.

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