domingo, 16 de novembro de 2014

Com nocaute de cinema, Werdum é o novo campeão do UFC.

UFC: com nocaute de cinema, Werdum é o novo campeão

Gaúcho de 37 anos acerta forte joelhada em Mark Hunt, fatura o título interino, eleva número de campeões do Brasil e agora espera retorno de Cain Velasquez


UFC 180, na Cidade do México: Fabrício Werdum nocauteia Mark Hunt e conquista o cinturão interino dos pesos-pesados

UFC 180, na Cidade do México: Fabrício Werdum nocauteia Mark Hunt e conquista o cinturão interino dos pesos-pesados - Josh Hedges/Zuffa LLC/Getty Images

 
 
“Quero que essa luta aconteça ou aqui no México ou na minha cidade, Porto Alegre”, pediu o brasileiro ao falar sobre Cain Velasquez
O cinturão dos pesos-pesados do UFC está de novo a caminho do Brasil. Com um espetacular nocaute sobre o neozelandês Mark Hunt, na madrugada deste domingo, na Cidade do México, o gaúcho Fabrício Werdum, de 37 anos, conquistou o título interino da categoria. Depois de passar dois meses morando no México para se adaptar às condições do país, ele embarca de volta ao Brasil com o status de campeão na ausência de Cain Velasquez, que seria seu oponente no UFC 180 mas está afastado por contusão. Agora, ele espera uma definição sobre o retorno do americano. Se Velasquez voltar ainda no primeiro semestre de 2015, eles se encontram para decidir quem é o dono do cinturão. Se o americano, que não luta desde o ano passado, não retornar nesse prazo, Werdum será declarado campeão linear, conforme disse o presidente do UFC, Dana White. A vitória do brasileiro veio na metade do segundo assalto, quando Werdum mostrou técnica e velocidade para acertar uma joelhada certeira em Hunt. O gaúcho, que é campeão do UFC pela primeira vez na carreira, ainda acertou uma saraivada de socos no oponente antes que o árbitro Herb Dean interrompesse a luta e confirmasse o nocaute técnico.

Com a vitória deste fim de semana, o Brasil volta a ter dois campeões do UFC – além de Werdum, o peso-pena José Aldo também tem seu cinturão. Mas a luta não foi simples. No primeiro assalto, Hunt levou a melhor: logo no início da luta, acertou um direto de direita e chegou a derrubar Werdum, que teve dificuldade para encontrar uma forma de atingir o neozelandês. Quando a luta foi para o chão, por iniciativa de Hunt, o brasileiro, tricampeão mundial de jiu-jitsu, também não conseguiu imobilizar o rival, mesmo recorrendo a alguns dos golpes mais eficazes de seu repertório (ele já venceu nove combates por finalização). Werdum ainda tentou o chute alto, movimento que deu ao também brasileiro Júnior Cigano um nocaute sobre Hunt no ano passado, mas não conseguiu encaixar o golpe. O sinal mais positivo para o brasileiro foi o claro cansaço do neozelandês, muito mais pesado (120 quilos contra 105 de Werdum) e com tempo muito mais curto de preparação para a decisão do cinturão. Na volta para o segundo round, Hunt já estava muito ofegante. Assim como no início da luta, chegou a acertar Werdum em cheio. Em seguida, porém, foi nocauteado graças à joelhada certeira de Werdum.
“Respeito muito o Mark Hunt, que me acertou forte, mas estava aqui havia dois meses me preparando, longe da minha família, e só estava esperando por este momento”, disse o gaúcho, já com o cinturão. “Foi com muito esforço, treinei muito para chegar ao título, não foi do dia para a noite.” Questionado sobre a expectativa para o encontro com Velasquez depois que o americano de origem mexicana se recuperar, Werdum se disse ansioso pelo duelo e propôs uma volta ao México ou um primeiro evento do UFC no Rio Grande do Sul. O novo campeão é gremista e já manifestou o sonho de fazer uma luta na Arena do Grêmio, que seria o primeiro evento do UFC em um estádio brasileiro (já houve uma noitada de lutas num estádio do Canadá). “Todos respeitam o Cain e eu também o respeito demais. Ele se machucou, acontece, mas quero que essa luta aconteça ou aqui no México ou na minha cidade, Porto Alegre”, pediu o brasileiro, aplaudido pelo ex-detentor do título, que acompanhou a luta na primeira fileira. O público também gostou do discurso do gaúcho, que se despediu puxando em coro o hino informal dos mexicanos, Cielito Lindo – música, aliás, que ele escolheu para entrar no octógono.

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