sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Bope acha 3 toneladas de drogas e armas enterradas ao lado do Galeão.

Bope acha 3 toneladas de drogas e armas enterradas ao lado do Galeão

Segundo a polícia, traficantes escondiam o material no local para depois abastecer o tráfico de drogas na Baixada Fluminense, por meio de barcos

 

Drogas estavam escondidas no meio da mata na Ilha do Governador
Drogas estavam escondidas em um matagal próximo ao aeroporto do Galeão  
(BOPE/Divulgação)

 
Policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) apreenderam nesta quinta-feira cerca de três toneladas de drogas, cinco fuzis e um notebook enterrados em um matagal próximo à cabeceira da pista do Aeroporto Internacional do Galeão, na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Ninguém foi preso. 
Os policiais descobriram a localização dos materiais a partir do desdobramento de uma operação de combate ao tráfico de drogas na favela Parque das Missões, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Em varreduras feitas na comunidade, a tropa de elite da PM colheu informações de que a droga chegava ao local por meio da Ilha do Governador.
Acondicionadas em toneis e sacos plásticos, as drogas eram enterradas numa área de matagal pertencente ao aeroporto, e, portanto, de propriedade federal.  O esconderijo ficava a cerca de 200 metros da cabeceira 10 do terminal 2 do Galeão.
Apesar da proximidade com o aeroporto, o Bope suspeita que a droga não desembarcava de aeronaves, mas de embarcações que navegavam pela Baía de Guanabara. A polícia avaliou que era mais fácil ter acesso ao esconderijo pelo mar do que por terra. Uma das hipóteses é de que um grupo deixava as drogas no esconderijo, e outro vinha buscá-las para abastecer a região da Baixada Fluminense.
No final de maio, duas semanas antes do início da Copa do Mundo, VEJA revelou uma série de problemas de segurança em aeroportos de todo o país. A conclusão foi registrada em dois relatórios feitos pela Polícia Federal, que reprovou dos 16 aeroportos testados em mais de 50% dos itens analisados. Um desses documentos era especificamente sobre o Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, e dizia que traficantes armados atuavam livremente ali dentro.
O relatório da PF mapeou oito pontos vulneráveis, um deles na via que leva à área de apoio do aeroporto, onde uma solitária cancela desativada era a única barreira de segurança: “Há acesso irrestrito a qualquer veículo, tornand­o-se um potencial alvo de atentados”, descreveram os agentes no documento interno. 

(Com Estadão Conteúdo)

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