sábado, 1 de novembro de 2014

4 em 5 jovens exageram no volume dos fones de ouvido.

4 em 5 jovens exageram no volume dos fones de ouvido

Segundo pesquisa da Sociedade Brasileira de Otologia, o volume médio nos fones de ouvido de adolescentes é semelhante ao de uma batedeira

 

Expor-se a um barulho maior do que o recomendado por longos períodos leva a lesões na estrutura responsável por captar os sons
 
Expor-se a um barulho maior do que o recomendado por longos períodos leva a lesões na estrutura responsável por captar os sons (ThinkStock/VEJA) 

 
Quase 80% dos jovens brasileiros ouvem música nos fones de ouvido em um volume superior ao limite considerado seguro para a audição — e, em muitos casos, semelhante ao de uma batedeira. Esse foi o resultado de uma pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Otologia (SBO) em dois colégios da cidade de São Paulo.
Para o levantamento, pesquisadores mediram o volume do som nos fones de ouvido de 68 estudantes com idades entre 11 e 18 anos. Após as medições, verificou-se que 79,4% dos participantes ouviam música em um volume maior que 85 decibéis – nível considerado limite para não ocorrer lesões auditivas. Na média, os alunos escutavam música em um volume médio similar ao de uma batedeira, que emite 92 decibéis. O maior nível encontrado foi o de 109 decibéis, que é comparável ao barulho de uma furadeira.

“A perda auditiva, em menor ou maior grau, acontece a partir dos 50 anos, com o envelhecimento. O que vai acontecer com esses jovens é que eles poderão ter perdas de audição precoces e até mais severas”, diz o otorrinolaringologista Paulo Roberto Lazarini, presidente da SBO.
Além disso, segundo o estudo, 64% dos estudantes ouvem música nos fones de ouvido por um período superior a de duas horas por dias. Expor-se a um barulho maior do que o recomendado por longos períodos leva a lesões na estrutura responsável por captar os sons, a cóclea. “No intervalo de 90 a 100 decibéis, índice médio que foi medido entre os estudantes, o tempo máximo de exposição não deve ultrapassar a duas horas", diz Lazarini.
(com Estadão Conteúdo)

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