sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Jovem é condenado a mais de 13 anos por atropelar e matar PM em Divinópolis, MG.

Jovem é condenado a mais de 13 anos por atropelar e matar PM em MG

Crime foi em 2013, em Divinópolis, e irmãos foram a júri popular.
Thiago foi absolvido e teria assumido autoria para proteger Guilherme.

 
Bárbara Almeida  
Do G1 
 
Policial militar Edgar Porfírio, morto em Divinópolis (Foto: Facebook/Reprodução) Edgar Porfírio foi morto durante blitz em 2013
(Foto: Facebook/Reprodução)

Nesta quinta-feira (2) foram a júri popular os irmãos suspeitos de terem atropelado e matado o policial militar Edgar Porfírio durante uma blitz, em 2013, em Divinópolis. O juiz da 1ª Vara Criminal, Marcelo Paulo Salgado, informou que Thiago Henrique Pereira Santos foi absolvido, mas o irmão dele, Guilherme Henrique Pereira Santos, foi condenado a mais de 13 anos de prisão. O G1 não conseguiu contato com o advogado do réu para saber se eles vão recorrer da decisão.
Ainda segundo o juiz, o julgamento durou mais de 12 horas. O atropelamento ocorreu quando o policial militar trabalhava e na última semana o promotor responsável pelo processo revelou que Thiago Henrique, que assumiu a autoria do crime no ano passado, foi inocentado pelo irmão Guilherme que em uma das audiências confessou ser o verdadeiro autor do atropelamento. Thiago teria assumido a autoria para proteger o irmão.

PM teve traumatismo craniano e foi enterrado três
dias após acidente (Foto: Reprodução/TV Integração)
Pai do militar acompanhou o enterro de perto  (Foto: Reprodução/TV Integração)Militar foi arrastado

Edgar Porfírio de Oliveira Júnior, de 29 anos, estava na Polícia Militar desde 2006 e foi morto após ser atropelado durante uma blitz realizada na Avenida Castro Alves, no Bairro São José, no dia 16 de setembro de 2013. O soldado chegou a ser arrastado por vários metros e o condutor fugiu sem prestar socorro.
O policial foi socorrido e internado com traumatismo craniano e fraturas pelo corpo. Ele foi internado no Hospital Santa Mônica onde passou por cirurgia e permaneceu em estado grave. Três dias após o incidente, o militar morreu. O corpo foi velado na sede do 23º Batalhão da PM e enterrado com honras militares.
No mesmo dia do acidente, durante rastreamento, Thiago informou que havia sido assaltado e abandonado na BR-494. Durante o registro da ocorrência, os militares desconfiaram, já que ele dirigia um veículo semelhante ao da ocorrência registrada na blitz.
O condutor teria confessado que atropelou o militar. A caminhonete foi encontrada na comunidade rural de trindade com os danos do atropelamento. O dono do veículo também foi preso e ambos foram autuados.

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