sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Estiagem muda o visual do Rio Itapecerica em Divinópolis, MG.

Estiagem muda o visual do Rio Itapecerica em Divinópolis

Fundo do rio é visível em vários trechos dos 18 quilômetros na área urbana.
Copasa afirma que não há risco de prejuízos ao abastecimento da cidade.

 
Do G1 
  
Em parte da barragem do Itapecerica, o cenário não é mais o mesmo, pois não corre água. As pedras ficam expostas. Reflexo da estiagem, que se torna cada vez mais agressiva.
"Ninguém faz nada. Daqui a pouco, não teremos mais rio", disse um morador entrevistado pela TV Integração.
Quem mora na região e passa perto do rio todos os dias sofre em ver o Itapecerica assim. "Moro aqui há 47 anos e nunca imaginei ver o rio desse jeito", disse outro morador.
Para o ambientalista Marcos Vilela, além da estiagem, outros fatores têm influciado a seca. "Está ocorrendo desmatamento das áreas próximas ao rio. As nascentes estão 'morrendo' e falta fiscalização que garanta a conversação das árvores existentes. Não há reposição de água para manter o nível do rio mais alto", disse.
Mesmo com o nível do rio baixo, a captação da água continua a mesma, de acordo com a Copasa. O gerente do departamento operacional Centro-Oeste, Maurício Paulo Pereira,  afirma que o abastecimento não ficará comprometido. "Temos acompanhado o nível do rio e observado a evolução diária. Não há nenhuma possibilidade de interrupções no fornecimento de água por causa do nível do rio", informou.


Diagnótico

Apesar da Copasa garantir que não vai faltar água, a preocupação com o rio continua. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, além do projeto do tratamento do esgoto até o fim de 2016, outro também está em andamento.
Um diagnóstico do Itapecerica está sendo feito. A partir disso, será possível tomar medidas que amenizem o efeito da estiagem e das enchentes em Divinópolis, como explicou o secretário de Meio Ambiente, William Araújo. "A Prefeitura contratou uma empresa de engenharia responsável por fazer um diagnóstico dos 18 quilômetros do rio na area urbana, para fazer a leitura dos problemas do rio e evitar enchentes e situações de racionamento de água".

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