terça-feira, 21 de outubro de 2014

Caso suspeito de febre chikungunya é investigado em Pitangui, MG.

Caso suspeito de febre chikungunya é investigado em Pitangui, MG

Rapaz de 29 anos apresentou alguns dos principais sintomas da doença.
Amostra de sangue do paciente foi encaminhada à Funed para análise.

 
Ricardo Welbert  
Do G1
 
Vírus chikungunya é transmitido por mosquitos Aedes aegypty (no alto) e Aedes albopictus (Foto: Douglas Aby Saber/Fotoarena-AFP Photo/EID Mediterranee)Vírus chikungunya é transmitido por mosquitos
Aedes aegypty (no alto) e Aedes albopictus
(Foto: Douglas Aby Saber/Fotoarena-AFP Photo
/EID Mediterranee)

A Secretaria de Saúde de Pitangui investiga o primeiro caso suspeito de febre chicungunya na cidade. O paciente é um homem de 29 anos, morador do Bairro Lavrado e que apresentou alguns dos principais sintomas da doença, como febre intensa e repentina, dor de cabeça e nas articulações. Uma  amostra de sangue dele foi enviada nesta segunda-feira (21) à Fundação Ezequiel Dias (Funed) para análise. O resultado deve sair em 15 dias. A secretaria informou que pretende intensificar a campanha contra a doença na cidade.
De acordo com André Lopes Cançado, coordenador do núcleo de Epidemias e Zoonozes do  município, é possível que o paciente tenha sido picado pelo mosquito em outras cidades da região ou mesmo no estado de São Paulo, para onde viajou recentemente. "A partir desta quarta-feira (22), faremos palestras em escolas e pediremos aos padres e pastores que transmitam informações importantes sobre a febre chicungunya durante as missas e cultos. Ainda não recebemos, da Secretaria de Estado de Saúde, materiais de campanha contra  a doença", explicou Cançado.


Casos confirmados

A Secretaria de Estado da Saúde confirmou nesta segunda-feira (20) o segundo caso da doença em Minas Gerais. Não há vacina e apenas a prevenção evita a proliferação do mosquito transmissor, o Aedes aegypti, que também propagam dengue e febre amarela. 
A doença é originária da África, mas vem se expalhando pelo Caribe e pela América do Sul. Os sintomas começam a aparecer entre dois e 12 dias após a picada do mosquito contaminado com o vírus. O paciente tem febre repentina acima de 39 graus, dor de cabeça e dor muscular. Também podem surgir manchas vermelhas na pele, conjuntivite e, principalmente, fortes dores nas articulações.
O segundo caso da doença em Minas Gerais foi confirnado pela Secretaria de Estado de Saúde nesta segunda-feira (20). É uma mulher de 34  anos, que mora em Coronel Fabriciano e que há  pouco tempo esteve na Venezuela, onde teria sido infectada.
Outros nove casos suspeitos são investigados no Estado, nas cidades de Montes Claros,  Ipatinga, Viçosa, Lavras, Varginha, Contagem e Belo Horizonte. Trezentos profissionais de saúde  estão sendo treinados na capital para diagnosticar e tratar a doença.
"Pacientes idosos, gestantes e crianças menores de dois anos ou pessoas que têm algum tipo de doença pulmonar estão no principal grupo de risco dessa doença, pois são mais vulneráveis a ela", explicou o infectolgoista do Ministério da Saúde, Vitor Laerte.
"Ainda não há vacina disponível. Para evitar o mosquito, é preciso prevenir, mas temos esse inseto em grandes quantidades. É uma situação que realmente preocupa e merece atenção", afirmou Geane Andrade, coordenadora estadual de Controle à Dengue.


Cuidados

A prevenção é a melhor forma de evitar a doença. As regras são as mesmas do combate à dengue: evitar água parada ou lixo acumulado. A secretaria estadual informou também que a doença só é transmissível pela picada do mosquito e recomendou que seja evitada a automedicação, pois ela pode amenizar sintomas e dificultar o diagnóstico.

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