sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Importação de produtos asiáticos preocupa empresários em Divinópolis, MG.

Importação de produtos asiáticos preocupa empresários em Divinópolis

Empresariado do setor têxtil se reuniu para discutir assunto em seminário.
Baixos preços dos produtos causa concorrência desleal, aponta categoria.

 
Do G1 
 
Importação de produtos asiáticos preocupa empresários de Divinópolis (Foto: Reprodução/ TV Integração)Empresário está com mais de 30 mil peças
paradas (Foto: Reprodução/ TV Integração)
 
A importação de produtos asiáticos tem afetado o polo confeccionista de Divinópolis e com isso os preços baixos têm causado uma concorrência desleal. De acordo com alguns empresários da cidade, a situação preocupa o empresariado do setor que se reuniu nesta quinta-feira (11) para discutir o assunto durante um seminário sobre competitividade e internacionalização.
No estoque da confecção de Dalmo Gonçalves da Silva ainda constam mais de 30 mil camisas que deveriam ter sido vendidas no Natal. Ele contou que as grandes empresas que costumavam fazer os pedidos com bastante antecedência estão preferindo adquirir os produtos importados.

Apesar da concorrência, Divinópolis ainda mantém o posto de maior polo confeccionista de Minas Gerais. São 786 empresas, além de shoppings atacadistas. A empresária Marisa Castro explicou que a preocupação com os produtos tem sido geral. "Nossa qualidade e nossa matéria-prima são superiores. Mas acabou que esse setor acabou atingindo o nosso", explicou.
Segundo a Associação Brasileira de Indústria Têxtil (Abit), cerca de 10 milhões de dólares de insumos e peças prontas de confecção chegaram na cidade neste ano. O número representa mais da metade do total de produtos importados pelo município.
Os consumidores também têm que prestar atenção, pois, afinal de contas, se existe comprador evidentemente que esses produtos continuarão vindo para cá".
Fernando Valente
O superintendente da Associação, Fernando Valente, concordou que a situação deixa em alerta a cadeia produtiva, mas também cobra uma reação uma vez que a produção continua e precisa chegar às lojas de quem ainda persiste no mercado. "É uma situação que preocupa e o empresário tem toda razão nas reclamações. Os consumidores também têm que prestar atenção, pois, afinal de contas, se existe comprador evidentemente que esses produtos continuarão vindo para cá. Então temos que priviligiar os nossos produtos, os produtos brasileiros", opinou.

O empresário Everton Barreto, que também está preocupado com o cenário do mercado,  disse que vai buscar inovar no negócio na tentativa de driblar a importação. Uma medida para cumprir o objetivo, segundo ele, é diversificar mais os produtos e ter um diferencial para mostrar a qualidade dos produtos nacionais.

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