terça-feira, 9 de setembro de 2014

Estudo mede temperatura do hálito para detectar câncer de pulmão.

Estudo mede temperatura do hálito para detectar câncer de pulmão

Pesquisadores italianos descobriram que ar exalado por pacientes com a doença tem temperatura mais elevada do que por pessoas sem o tumor

O câncer de pulmão é considerado um dos mais letais, uma vez que sua detecção é feita em estágios tardios da doença
O câncer de pulmão é considerado um dos mais letais, uma vez que sua detecção é feita em estágios tardios da doença (Hemera/Thinkstock/VEJA) 

 
Pesquisadores da Itália acreditam que um teste que mede a temperatura do hálito de um paciente possa servir para diagnosticar o câncer de pulmão de forma rápida e não invasiva. A eficácia de um teste desse tipo foi demonstrada em um estudo cujos resultados serão apresentados nesta segunda-feira na Alemanha, durante o congresso da Sociedade Respiratória Europeia.
A pesquisa se baseou nos dados de 82 pessoas que foram submetidas a exames tradicionais para detectar o câncer de pulmão. Entre elas, 40 receberam o diagnóstico positivo da doença. Os especialistas, então, usaram um aparelho chamado X-Halo para medir a temperatura do hálito dos participantes.

Segundo os resultados, o hálito exalado pelos pacientes com câncer de pulmão estava com uma temperatura maior do que o hálito das pessoas sem a doença. Além disso, a temperatura foi maior quanto mais avançado era o estágio do câncer ou quanto maior o tempo em que o paciente era fumante. No estudo, os pesquisadores também conseguiram identificar uma temperatura limite, a partir da qual é possível identificar a doença com maior precisão. 
Diversas pesquisas já tentaram desenvolver um teste capaz de detectar um câncer pelo hálito do paciente, mas essa é a primeira vez em que um estudo mede a temperatura do ar exalado para chegar ao diagnóstico.
“Nossos resultados sugerem que o câncer de pulmão provoca um aumento da temperatura do ar exalado. Essa é uma descoberta importante, que pode mudar a forma como diagnosticamos a doença”, diz Giovanna Elisiana Carpagnano, professora da Universidade de Foggia, na Itália, e coordenadora do estudo. “Se nós pudermos aprimorar um teste que detecta o câncer de pulmão pela temperatura do hálito, melhoraremos o processo de diagnóstico ao oferece um teste que causa menos stress ao paciente, que é mais barato e menos trabalhoso para os médicos.”

Nenhum comentário:

Postar um comentário