quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Dívida de HSJD é estabilizada e déficit cai para R$ 1,3 milhão, em Divinópolis, MG.

Dívida de HSJD é estabilizada e déficit cai para R$ 1,3 milhão, diz diretor

Balanço foi feito após um ano de intervenção da empresa que administra.
Taxa de ocupação do hospital em Divinópolis cresceu de 63% para 87%.

 
Do G1 
 
Hospital diminuiu défcit mensal da dívida para R$ 1,3 milhão (Foto: Anna Lúcia Silva/G1)Hospital diminuiu déficit mensal da dívida para
R$ 1,3 milhão (Foto: Anna Lúcia Silva/G1)
 
Após um ano de intervenção da empresa Dctum - que assumiu a administração do Hospital São João de Deus (HSJD) em Divinópolis - a dívida da entidade ainda é de R$ 120 milhões. Contudo, nesta quarta-feira (17), o diretor da empresa, Ariston Silva, alegou que houve desaceleração do crescimento dessa dívida, já que há um ano o déficit mensal era de R$ 3 milhões e hoje está contabilizado aproximadamente R$ 1.350.000, uma redução de R$ 1,2 milhão, com aumento na assistência, segundo ele.
Ainda segundo o diretor, a taxa de ocupação do hospital saiu de 63% e passou a trabalhar nos últimos meses com até 87% de ocupação geral. "A dívida estabilizou e a primeira medida de fato foi a redução do déficit, além de aumentar a assistência. Portanto avaliamos que o projeto está no caminho certo, apesar de todas as dificuldades que continuam ocorrendo", afirmou.
A atuação da empresa tem atendido às expectativas do Ministério Público, que tinha como objetivo manter a unidade em funcionamento. “Não esperávamos que em um ano a dívida fosse sanada. Nossa proposta para a empresa foi que ela mantivesse a unidade em funcionamento, depois fizesse a recuperação e, em seguida, que ampliasse o atendimento. A Dctum aceitou o desafio traçado claramente, entrou na administração e encontrou um cenário muito ruim, caótico eu diria, com uma dívida anunciada pelo antigo gestor de R$ 80 milhões e um déficit mensal em torno de R$ 3 milhões, porém eram dados impressivos e quando a empresa apurou o valor e refez as contas, infelizmente a dívida era maior, sendo de R$ 120 milhões. Ressalto que mesmocom  toda sua capacidade funcionando a 100%, o hospital é incapaz de atender a demanda de saúde na região”, relatou.
Sobre o aumento na assistência, Ariston declarou que todas as ações tem sido voltadas para manter o atendimento da unidade e ampliá-lo. "O hospital cresceu de 10 para 20 leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e cresceu com a Unidade II mais 52 leitos, saiu de uma taxa de ocupação média de 63% e estamos trabalhando nesses últimos dois meses com até 87% de ocupação geral do hospital. Já na parte do SUS o hospital trabalha com 73% com assistência quando a legislação fala em 60%. Os outros 27% são destinados a atendimentos dos planos de saúde. Com o hospital lotado todos os dias, o resultado foi real em salvamento de vidas", ressaltou o diretor da Dictum.
A expectativa na diminuição da dívida é entrada de recursos do governo municipal, estadual e federal como o Incentivo de Qualificação da Gestão Hospitalar (IGH), juntos, esses recursos devem somar mais de R$ 1 milhão. "A primeira meta era zerar o déficit, portanto se esses recursos previstos tivessem entrado o déficit estaria zerado, porém a dívida continuaria e o hospital teria condições de administrar e começar a reduzir", finalizou.

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