sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Ambientalista denuncia mortandade de capivaras em rio de Divinópolis, MG.

Ambientalista denuncia mortandade de capivaras em rio de Divinópolis

Ele alega que animais estão morrendo por causa da poluição do Itapecerica.
Prefeitura tem série de ações, entre elas uma balsa, que está quebrada.

 
Anna Lúcia Silva  
Do G1 
 
Capivara Morre No Rio Itapecerica (Foto: Anna Lúcia Silva)Capivara morta no meio dos aguapés
(Foto: Anna Lúcia Silva/G1)
 
Um ambientalista de Divinópolis denuncia a possível mortandade de capivaras na cidade por causa da poluição do Rio Itapecerica. Ele alega que os aguapés estão impedindo os animais de emergirem da água após o mergulho. No mês de julho o Executivo anunciou uma série de ações que pretendem despoluir o rio  e retirar os  aguapés.
Além do tapete que se forma na superfície do rio, nas raízes das plantas se acumula uma grande quantidade de matéria orgânica que, segundo Jairo, é oriunda do esgoto lançado na água in natura.
"As capivaras não furam o bloqueio formado pela grande quantidade de aguapés que acabam pesando sobre a superfície por causa dessa matéria orgânica e também os cipós d'água", afirmou o ambientalista Jairo Gomes que disse já ter registrado a morte de 16 animais, que foram encontrados boiando ou às margens do rio.

Sujeira se Acumula em Aguapés em Divinópolis, MG (Foto: Anna Lúcia Silva) 
Sujeira se Acumula em Aguapés em Divinópolis, MG (Foto: Anna Lúcia Silva/G1)
 
 
Jairo ainda comentou que quando as capivaras mergulham atingem de cinco a dez metros de profundidade e ficam submersas sem respirar, mas que no momento em que elas emergem para recuperar o fôlego são impedidas pelas plantas, o que pode explicar, também, a morte delas. “Elas acabam perdendo a orientação sob as plantas e acabam morrendo por asfixia. Não digo que todas estão morrendo exclusivamente por isso, mas boa parte sim, pelo menos as 16 que encontramos. Por outro lado, a morte das capivaras tem atendido o desejo das autoridades de diminuir o número de população dos mamíferos roedores, o que não justifica o dano amibental causado pela falta de zelo com o meio ambiente”, afirmou.

papa-aguapés balsa Divinópolis MG
(Foto: Thiago Carvalho/G1)
papa-aguapés balsa Divinópolis MG (Foto: Thiago Carvalho/G1)Medidas de despoluição

No mês de julho o Executivo anunciou uma série de ações que pretendem despoluir o rio e retirar os  aguapés - plantas indicadoras de poluição, segundo biólogos, e que estão presentes em alguns pontos do curso d'água.
Uma das primeiras medidas anunciada foi a a contratação de uma balsa popularmente conhecida como "papa-aguapés" que faria a retirada das plantas. Contudo, após a chegada do equipamento na cidade, quando seria colocada em funcionamento houve um problema técnico e a máquina estragou. Até o momento não há previsão de reparo, segundo informações da assessoria de comunicação da Prefeitura.
Além disso, em julho também foram anunciadas medidas de desassoreamento e recomposição de encostas. O chefe do Departamento Operacional da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) Maurício Pereira esteve presente durante o anúncio das medidas e reforçou que todo o esgoto da cidade estará 100% tratado até 2016, quando três Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) estarão em pleno funcionamento. Uma delas está pronta e atende todos os bairros da bacia do Rio Pará.

Peixes foram encontrados mortos no Rio
Itapecerica (Foto: Reprodução/TV Integração)
Peixes foram encontrados mortos no Rio Itapecerica (Foto: Reprodução/TV Integração)Mortandade de peixes

Tasmbém em julho o Núcleo de Emergência Ambiental (NEA) enviou um técnico ambiental para analisar as causas da mortandade ocorrida no Rio Itapecerica.
Na ocasião, o órgão informou que recebeu um relatório da Polícia de Meio Ambiente da cidade com um Boletim de Ocorrência e fotos do registro de mortandade no rio, quando centenas de peixes foram encontrados mortos no Bairro Porto Velho.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente explicou que a morte dos peixes foi provocada pela baixa oxigenação da água, agravada pelo esgoto. Segundo o coordenador do Núcleo de Emergência Ambiental, Milton Franco, após a análise será solicitada à Prefeitura e para a Copasa uma intervenção concreta sobre a situação do rio. "Se for constatado que se trata de esgoto in natura lançado no rio será necessária a intervenção desses órgãos", disse o coordenador.

Aguapés formaram um tapete na superfície do rio (Foto: Anna Lúcia Silva/G1) 
Aguapés formaram um tapete na superfície do rio (Foto: Anna Lúcia Silva/G1)

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