sábado, 30 de agosto de 2014

Estado Islâmico vende mulheres yazidis a jihadistas na Síria.

Estado Islâmico vende mulheres yazidis a jihadistas na Síria

De cerca de 300 mulheres e meninas sequestradas no Iraque, pelo menos 27 foram negociadas na Síria por 1 000 dólares cada

FUGA - Milhares de yazidis percorrem dezenas de quilômetros a pé pelo deserto rumo à Síria, depois de escapar de uma montanha cercada por terroristas
FUGA - Milhares de yazidis percorrem dezenas de quilômetros a pé pelo deserto rumo à Síria, depois de escapar de uma montanha cercada por terroristas (Rodi Said/Reuters)


Dezenas de mulheres yazidis capturadas no Iraque pelos jihadistas do Estado Islâmico (EI) foram obrigadas a se converter ao Islã e vendidas para se casar à força na Síria com combatentes do grupo terrorista, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos. De acordo com a ONG, cada yazidi foi negociada por cerca de 1.000 dólares.

Segundo o Observatório, o EI dividiu entre seus combatentes cerca de 300 meninas e mulheres sequestradas no Iraque nas últimas semanas. "Dessas 300 mulheres, ao menos 27 foram vendidas" a membros do EI nas províncias de Aleppo, Raqa e Hasaka (nordeste), informa a ONG, que conta com uma rede de informantes civis, militares e médicas na Síria.
O OSDH não sabe se as demais mulheres capturadas também foram forçadas a se casar. Ainda de acordo com a ONG, representantes árabes e curdos da província de Hasaka tentaram há três semanas comprar a liberdade das mulheres, mas os jihadistas rejeitaram a oferta.

A guerra civil na Síria começou em 2011, quando o ditador Bashar Assad reprimiu violentamente manifestações contra o seu governo. Mais de 190 mil pessoas morreram desde o início do conflito. A crise no país se agravou nos últimos meses com o avanço dos jihadistas do Estado Islâmico. O grupo terrorista agora controla grande parte do território sírio, obrigando aqueles que não se submetem ao seu domínio a fugir.

Soldado

Militantes do Estado Islâmico decapitaram um soldado libanês, um dos 19 capturados por radicais sírios na tomada de uma cidade fronteiriça do Líbano por alguns dias neste mês. Em vídeo postado nas redes sociais, o soldado, reconhecido como Ali al-Sayyed, aparece vendado e com as mãos amarradas nas costas, contorcendo-se e chutando o solo de areia, enquanto um militante anuncia que ele será morto – após o que, com efeito, o soldado é decapitado.

(Com agências AFP, EFE e Reuters)

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