segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Especialista de Divinópolis, MG, fala da importância do ato de amamentar.

Especialista de Divinópolis fala da importância do ato de amamentar

'A mãe é o primeiro alimento do filho', disse Rose Lemos.
Colostro e rachadura estão entre as dúvidas das mães.

 
Anna Lúcia Silva Do G1


 
Começou na sexta-feira (1º) a Semana do Aleitamento Materno em Divinópolis e para falar sobre a importância do leite materno para o desenvolvimento saudável das crianças, o G1 conversou com a especialista no assunto Rose Lemos. Ela deu dicas sobre amamentação e ressaltou a importância do ato de amamentar. "A mãe é o primeiro alimento do filho, a chave da vida", disse.
Em Divinópolis, 1.116 gestantes são assistidas na rede básica de saúde e recebem orientações quanto aos cuidados antes e depois da gestação para uma amamentação saudável. "O leite materno vai mais além das questões nutritivas. Esse alimento além de ter as vantagens nutricionais conhecidas por todos é tão importante quanto o vínculo afetivo que vai se formando ao longo da vida e nada substitui esse momento", afirmou.

Semana do aleitamento materno começou na sexta-feira (Foto: Reprodução/TV Integração) 
Semana do aleitamento materno começou na sexta-feira (Foto: Reprodução/TV Integração)


Uma dúvida considerada frequente entre as mães que amamentam, segundo a especialista, é sobre o colostro, líquido amarelado produzido entre o fim da gestação até os primeiros dias após o parto. "É um leite enriquecido, contém tudo o que a mãe armazenou durante a vida. Esse líquido vai se formando com as composições normais do leite humano composto por 87% de água", explicou.
A coordenadora da Atenção Primária da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), Mary Alves Santana Vieira, reforçou as vantagens do aleitamento materno. “A amamentação apresenta inúmeras vantagens. Ajuda a prevenir doenças, baixar o índice de desnutrição das crianças e, consequentemente, reduz a mortalidade infantil”, pontuou.

Aline Rodrigues durante o período de
amamentação (Foto: Aline Rodrigues/Divulgação)
Aline Rodrigues durante o período de amamentação (Foto: Aline Rodrigues/Arquivo Pessoal) Quando a estetista Aline Rodrigues engravidou, a primeira dúvida que teve foi sobre amamentação. Além do receio sobre a estética da mama e dores, a preocupação foi sobre o período de aleitamento. "Eu tive medo de não produzir leite suficiente para amamentar os meses necessários", disse.
Segundo a especialista, a principal dica é amamentar sempre. "Quanto mais se amamenta, mais leite é produzido", afirmou Rose ressaltando que o tamanho do seio não influencia na produção do leite.
"Essa produção independe do tamanho da mama. De qualquer forma haverá sempre produção de leite desde que haja a sucção de livre demanda, que é amamentar quando o bebê solicitar", disse.
Com medo das rachaduras, a dona da casa Ana Paula Santos comprou um bico de silicone e todas as vezes que a filha mama ela coloca o objeto no peito. A atitude é reprovada pela especialista, pois segundo ela é preciso que a terminação nervosa da boca da criança interaja com a terminação nervosa da mama da lactante. "Essa interação é que vai provocar a estimulação da hipófise, onde é produzido o leite e consequentemente se a mãe coloca uma barreira estará impedindo que a ação seja enviada ao cérebro e aí dificultará a produção e a descida do leite", explicou.
A preocupação da massoterapeuta Kênia Diniz durante o aleitamento também foi sobre rachaduras no peito. Ela contou que chegou a procurar por pomadas para cicatrizar as feridas. "As rachaduras na mama são decorrentes da forma incorreta do bebê mamar. Por isso é importante instruir a mãe para que ela ensine a criança. A primeira dica é que o leite não está armazenado no bico como pensam algumas pessoas. O leite está em toda aréola do peito. Por isso o bebê precisa encaixar a boca nessa região e não sugar apenas o bico", orientou.
Rose ainda acrescentou que as rachaduras podem ser tratadas com o próprio leite materno, ao invés de pomadas e cremes. "Costumo dizer que não há pomada no mundo capaz de curar essas rachaduras se não o próprio leite humano, uma vez que eletem substâncias especiais que promovem a cicatrização. O que é fundamental para evitar, prevenir e remediar nesses casos é a jeito certo do bebê mamar. É  preciso que as mães se atentem para isso, pois as rachaduras se tornam portas de entrada para bactérias que provocam mastite, entre outras doenças", frisou.
Em Divinópolis não há banco de leite, segundo a especialista, ou postos de coleta. “Quando atendo uma lactante com muita produção de leite eu mesma coleto e levo para uma maternidade em Belo Horizonte”, finalizou Rose Lemos.

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