sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Aluno de seis anos morre após pular corda em aula de educação física.

Aluno de seis anos morre após pular corda em aula de educação física

Incidente ocorreu em escola municipal de Londrina, na quinta-feira (31).
Médico afirma que doenças podem causar paradas cardíacas em crianças.

 
Luciane Cordeiro Do G1

 


Uma criança de seis anos morreu após sofrer uma parada cardíaca em uma escola municipal de Londrina, no norte do Paraná. Na tarde de quinta-feira (31), o menino estava guardando materiais que foram utilizados em uma aula de educação física, quando passou mal e desmaiou. Segundo a Secretaria Municipal de Educação, professores tentaram reanimá-lo, mas o garoto não resistiu e morreu na ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) a caminho do hospital. A escola suspendeu as aulas nesta sexta-feira (1°), e professores e funcionários foram dispensados para comparecerem ao velório.


Escola disse que o menino não apresentava
problemas. (Foto: Reprodução/ RPC TV)
Menino de 6 anos morre em escola de Londrina (Foto: Reprodução/ RPC TV)O Instituto Médico-Legal (IML) confirmou a morte por parada cardíaca, mas informou que fará exames complementares. Ainda conforme a Secretaria de Educação, o aluno não reclamou de dores ou apresentou sintomas antes da aula. A Escola Municipal Maria Cândida Peixoto Salles informou ainda que antes da aula começar o menino se recusou a participar de um treino de futebol que seria realizado com os meninos para brincar de pular corda com as meninas.
Cardiopatias em crianças

Registros de paradas cardíacas em crianças não são comuns no Brasil, mas de acordo com o médico cardiologista e professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Manoel Canesin, esse tipo de caso não é raro. “As crianças têm uma série de doenças que podem levar a uma parada cardíaca. Doenças congênitas, sistêmicas e até uma pneumonia grave podem levar a uma parada. Mas, antes de tudo, é preciso saber o histórico desse menino”, detalha o cardiologista.
O médico alerta que esse caso foi isolado e que não há motivos para os pais de outros alunos se preocuparem ou correrem até um cardiologista. “A primeira consulta em um médico especializado deve ser por volta dos 14 ou 15 anos. Antes disso não é necessário, pois os pediatras têm condições de diagnosticar todas as doenças que levam e esse tipo de problema”, argumenta Canesin. O médico acrescenta que os pais devem levar as crianças ao menos uma vez por ano ao pediatra.
O enterro do menino será realizado nesta sexta-feira (1°), às 16h, no Cemitério Jardim da Saudade, no Jardim Athenas.

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