domingo, 6 de julho de 2014

Procura por cirurgias plásticas aumenta por causa de redes sociais.

Procura por cirurgias plásticas aumenta por causa de redes sociais


 

No Brasil foram feitas 1,5 milhão de plásticas no ano passado, sendo um milhão delas com fins estéticos (Foto: Divulgação)


Não adianta inventar moda, as selfies são uma febre - tanto que nem precisam mais de definição. A Copa do Mundo proliferou o vício de tirar as fotos com algum craque (de qualquer time), estádios, bares e torcedores de outras nacionalidades. O negócio é sério e, segundo a Academia Americana de Plástica Facial e Cirurgia Reconstrutiva, um em cada três cirurgiões plásticos registrou "um aumento nos pedidos de procedimentos porque os pacientes estão mais preocupados com os olhares nas redes sociais". Constatou-se um aumento de 10% nas cirurgias no nariz, 7% nos implantes de cabelo e 6 % em cirurgias da pálpebra - tudo isso em apenas um ano.
“Hoje as fotos de redes sociais são a primeira impressão que as pessoas causam. É por meio delas que conhecem ou se conectam com amigos, companheiros e até oportunidades de emprego. Todos querem apresentar uma boa primeira impressão - mesmo que para isso eles acreditem que seja necessário submeter-se a cirurgias plásticas”, diz Alderson Luiz Pacheco, cirurgião plástico da Clínica Michelangelo, de Curitiba (PR).
Outro fato é a procura de intervenções por jovens com menos de 30 anos – principalmente as mulheres, 81% do público. No Brasil, foram feitas 1,5 milhão de plásticas no ano passado, sendo um milhão delas com fins estéticos. “É difícil afirmar com certeza o que motiva tamanho número de cirurgias, mas o hábito de se observar mais em fotografias pode aumentar a percepção de defeitos. Já recebi pacientes que diziam ter encontrado 'falhas' em fotos nas redes sociais", diz Pacheco. "O Facebook é tão real quanto um reality show, e as pessoas tentam sempre expor o seu melhor – mesmo que seja uma ilusão e isso afeta a autoestima das pessoas e pode resultar até em problemas mais sérios de saúde, como depressão e distúrbios alimentares”, ressalta Pacheco. No entanto, ele diz que o problema não é só a foto de rosto: "O selfie, por si só, não é perigoso – é o mesmo que culpar o revólver por um assassinato, não faz sentido".

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