quinta-feira, 3 de julho de 2014

Primeira captação de pulmão em Divinópolis, MG, é realizada no HSJD.

Primeira captação de pulmão em Divinópolis é realizada no HSJD

Órgão será doado para um paciente de São Paulo.
Outros órgãos também foram retirados e devem salvar seis vidas.

Do G1 
 
Pulmões serão doados para um paciente em
São Paulo (Foto: Reprodução/TV Integração)
transplante pulmões pulmão Divinópolis MG  Hospital São João de Deus HSJD (Foto: Reprodução/TV Integração) Uma equipe de transplantes de São Paulo esteve na tarde desta quinta-feira (3), no Hospital São João de Deus (HSJD), em Divinópolis, para realizar a captação de um pulmão. Esta foi a primeira vez que o procedimento foi realizado na cidade. Uma equipe de Divinópolis e de Belo Horizonte também participou da operação.
O HSJD faz captação de órgãos há dez anos, mas esta é a primeira vez que um pulmão foi captado na unidade. Além do pulmão, outros órgãos também foram retirados após autorização da família do doador de 51 anos. A previsão é que com a doação, seis vidas sejam salvas. “Além dos pulmões, foram retirados o fígado, rins e as córneas “, contou o cirurgião Manoel Jaci Vilela Lima.
Dois médicos e um bioquímico do Instituto do Coração (Incor) chegaram ao Aeroporto Brigadeiro Cabral por volta das 13h30. Os pulmões serão recebido por um paciente de São Paulo.
De acordo com o médico cirurgião do Incor Luis Gustavo Abdalla, um agravante no procedimento de retirada dos pulmões é o baixo número de doações que são aproveitados. “O pulmão é um dos que se perdem mais rapidamente durante o procedimento de retirada de múltiplos órgãos.  A taxa de utilização gira em torno de 5%”, explicou.
Por isso o procedimento precisou ser realizado rapidamente. A cirurgia durou aproximadamente duas horas. “A partir do momento que a família concorda com a doação e assina a autorização, é desencadeado um processo. Nesse momento é preciso mobilizar todas as equipes para realizar o procedimento o mais rápido possível”, disse a cirurgiã Ana Paula Israel.
O transporte dos órgãos e da equipe foi feito pelo Corpo de Bombeiros até o aeroporto da cidade. “A partir do momento que é feito a retirada do órgão, temos seis horas para transplantá-los”, informou o bioquímico Carlos Eduardo Imberg.

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