sábado, 19 de julho de 2014

Ofensiva terrestre na Faixa de Gaza soma mais de 300 mortes.

Ofensiva terrestre na Faixa de Gaza soma mais de 300 mortes

Somente nas primeiras 24 horas da incursão terrestre, mais de 70 palestinos morreram nos ataques, que foram concentrados em localidades do norte e do sul da Faixa

Sistema antimíssil disparado pelo exército israelense visto no norte da Faixa de Gaza - 17/07/2014

Sistema antimíssil disparado pelo exército israelense visto no norte da Faixa de Gaza
Ronen Zvulun/Reuters


Pelo menos 311 palestinos, a maioria civis, morreram e mais de 2,2 mil ficaram feridos nos 12 dias da intensa ofensiva israelense contra a Faixa de Gaza, informaram à EFE fontes na Faixa de Gaza.
O número de vítimas fatais aumentou de forma dramática desde a noite da última quinta-feira, quando o Exército israelense começou uma operação terrestre para complementar os contínuos bombardeios da Aviação e da Marinha de Guerra contra o território palestino.
Somente nas primeiras 24 horas da incursão terrestre, mais de 70 palestinos morreram nos ataques, que foram concentrados em localidades do norte e do sul da Faixa.
Na última noite, os ataques foram bastante intensos em Beit Lahia e Beit Hanoun, onde um obus das forças israelenses matou uma família de oito pessoas, entre eles duas crianças e dois adolescentes. Além disso, três membros de outra família morreram em um bombardeio noturno no sul da Faixa de Gaza, outra das áreas mais castigadas por terra, mar e ar.

Na cidade de Khan Yunes, no sul do território palestino, quatro pessoas morreram e cinco ficaram feridas ontem à noite, enquanto cerca de outras dez foram mortas nos bombardeios sobre a cidade de Rafah, que fica próxima da fronteira com o Egito.
As crianças, que representam quase a metade da população da Faixa de Gaza, são as principais vítimas desse conflito, no qual já morreram cerca de 80 menores.
O Hamas costuma ameaçar as pessoas que tentam fugir dos locais dos bombardeios justamente para tentar fazer com que as imagens de vítimas civis choquem o mundo. Em pelo menos uma dessas oportunidades, a Força Aérea israelense suspendeu um ataque depois que dezenas de civis subiram em um prédio que seria bombardeado. Os civis estavam sendo usados como escudos-humanos para proteger instalações do Hamas.
De acordo com as Nações Unidas, o número de deslocados quase dobrou nas últimas 24 horas, chegando a 40.000 pessoas. A Faixa de Gaza é uma área de 362 km2 (menor que a Zona Sul de São Paulo ou do Rio) onde vivem 1,8 milhão de pessoas em meio à miséria, submetidas ao comando do Hamas. 

(Com EFE)

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